
Desde a chegada de
Angela Gossow, no álbum
Wages Of Sin, o
Arch Enemy vem
adotando uma sonoridade mais melódica e acessível, o que não agradou tanto aos fãs mais antigos, mas impulsionou a carreira da banda e a tornou conhecida mundialmente. Há quatro anos sem lançar um álbum de inéditas, a banda deixou todos numa grande expectativa quando anunciou
Khaos Legions. O novo álbum é
ótimo, mas dá a sensação de que algo está faltando.
O álbum abre com
Khaos Overture, uma
instrumental que começa apenas com a guitarra de Michael
Amott, que logo é seguida por baixo e bateria e "sons de caos", remete um pouco a
Tears Down The Walls, de
Anthems Of Rebellion. Uma passagem falada dá final a
intro e impulsiona
o
riff simples de
Yesterday Is Dead And Gone. A faixa conta com uma
ótima performance dos irmãos
Amott e abre o álbum de forma convincente.
Em seguida temos
Bloodstained Cross, com
riffs super rápidos, mostrando a veia
thrash da banda, boas melodias de guitarra e um excelente solo.
Under Black Flags We March tem boas linhas de baixo e um
riff mais lento e pesado, canção bem ao estilo
Arch Enemy pós-Anthems Of Rebbelion.
No Gods, No Masters é uma boa música, mas fica totalmente deslocada do restante do álbum.
City Of The Dead bota o álbum nos trilhos novamente, com
Angela Gossow despejando brutalidade, como também faz em
Through The Eyes Of a Raven, uma das mais técnicas do álbum, alia peso, velocidade e boas melodias, com uma boa passagem de violão clássico no final.
Cruelty Without Beauty e
Cult of Chaos são rápidas e lembram um pouco a sonoridade de
Burning Bridges, com
ótima performance do baterista Daniel
Erlandsson e dos irmãos
Amott, que se destacam também na faixa seguinte,
Thons In My Flesh.
Depois mais uma desnecessária faixa
instrumental temos
Vengeance Is Mine, com o
melhor
riff do disco, com uma pegada bem
thrash à la
Slayer, seguida da melódica
Secrets, que soa um pouco
power metal
. A versão japonesa do álbum conta ainda com dois
bônus, um
cover de
The Zoo, clássico do
Scorpions, e a
intrumental Snowbound, uma versão acústica da mesma lançada no álbum
Wages Of Sin. The Zoo ganha uma boa dose de peso, mas assim como a faixa seguinte, fica um pouco a parte no álbum.
Khaos Legions não é o álbum que todos esperavam, mas ainda assim é um
ótimo disco. Como de costume, os irmão
Amott foram o destaque, com
riffs e solos excelentes aliando técnica e
feeling, e esse disco os credencia como uma das melhores duplas do metal
atualmente. Um ponto negativo são as faixas
instrumentais. Tirando a
intro, elas são desnecessárias, principalmente
Turn To Dust, que de certa forma quebra o ritmo por estar no meio de
Thons In My Flesh e
Vengeance Is Mine, duas faixas bem rápidas. Também sente-se a falta de um refrão marcante, mas, ainda assim, o álbum tem qualidade suficiente para figurar na consistente discografia do
Arch Enemy e deixar a banda na elite do
melodic death metal.
Nota 8,0
Tracklist:1.
Khaos Overture2.
Yesterday is
Dead and Gone3.
Bloodstained Cross4.
Under Black Flags
We March5. No
Gods, No
Masters6. City
of the Dead7.
Through the Eyes of a
Raven8.
Cruelty Without Beauty9.
We are a
Godless Entity10.
Cult of Chaos11.
Thorns in My Flesh12.
Turn to
Dust13.
Vengeance is Mine
14.
Secrets15.
The Zoo (
Sorpions cover)
16.
Snowbound (
Acoustic)