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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Álbum da semana: Lou Reed - Berlin

Com  Transformer, seu segundo disco solo, Lou Reed estourou no mundo todo com um punhado de hits radiofônicos, como ''Beautiful Day'' e ''Walk On The Wild Side''. Mas o poeta do underground viria surpreender a todos no ano seguinte, com o conceitual Berlin.

A opera rock narra a história de um casal alemão fazendo conexões com temas já usados previamente por Reed no Velvet Underground, como drogas (''Caroline Says I) e depressão e solidão (''Oh Jim'').

As seis primeiras músicas (o lado A do vinil) é na verdade, uma espécie de introdução da história. Tudo começa na segunda metade, com ''Caroline Says II'', contando as agressões do personagem principal (o próprio Lou Reed) à sua esposa. Na sequência, em ''The Kids'', sob gritos desesperados de ''mamãe!'' a mulher perde a custódia dos filhos. A próxima é ''The Bed'', que fala por si só: ''"Esse é o lugar onde ela pegou a lâmina / e cortou seus pulsos naquela noite estranha e malfadada / e eu disse oh, oh, oh, que barato''. Tudo é finalizado com ''Sad Song'', que mostra, mais uma vez, o descaso de Reed com toda a situação, exemplificada nos versos ''eu vou parar de perder meu tempo''.

A poesia dark e pesarosa é acompanhada por instrumentos até então inéditos na obra do músico: trompas, arranjos orquestrais, metais, órgão, trompete, entre outros. Os músicos foram escolhidos a dedo pelo produtor Bob Ezrin (que havia produzido os quatro primeiros discos do Alice Cooper), entre eles, Steve Winwood do Traffic no órgão e Jack Bruce do Cream no baixo. Além disso, Ezrin Erin foi essencial na síntese do disco. O material inicial tinha cerca de duas horas, o produtor condensou para 49 sombrios minutos.  

A crítica da época, esperando mais um álbum no estilo glam rock, massacrou Berlin. A Rolling Stone chegou a chamá-lo de ''desastre''. A verdade é que Lou Reed, mais uma vez, estava à frente de seu tempo. O som criado por ele influenciou centenas de músicos, entre eles, Ian Curtis, líder do Joy Division, que foi mundialmente aclamado pela mesma poesia lúgubre e tensa pela qual Reed foi crucificado.

Tracklist:

1- Berlin
2- Lady Day
3- Men of Good Fortune
4- Caroline Says I
5- How Do You Think It Feels
6- Oh Jim
7- Caroline Says II
8- The Kids
9- The Bed
10- Sad Song

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Álbum da Semana: Wolfmother - Wolfmother


Primeiro álbum de estúdio dos australianos do Wolfmother, autointitulado, apresenta as 4 canções de seu EP, lançado um ano antes deste (2004) com poucas alterações. O estilo voltado especialmente para o Hard Rock e o Stoner Rock influenciado pela música das décadas de 60 e 70 chamou a atenção e conseguiu ótimas vendagens.

O reconhecimento veio também com um Grammy Award para melhor performance de Hard Rock em 2007 com a música Woman, um dos petardos do álbum, que também foi muito utilizada como trilha em games e comerciais.

Recomendado a quem procura rock atual de qualidade.

Tracklist:

"Dimension"
"White Unicorn"
"Woman"
"Where Eagles Have Been"
"Apple Tree"
"Joker & the Thief"
"Colossal"
"Mind's Eye"
"Pyramid"
"Witchcraft"
"Tales From The Forest Of Gnomes"
"Love Train"
"Vagabond"



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Álbum da semana: Kanguru - Guru Guru

Apesar de ter uma boa reputação na cena free jazz européia, o Guru Guru é referência hoje em dia quando o assunto é rock progressivo alemão, o krautrock.

Os dois primeiros discos da banda são marcados por experimentações e muitas vezes soa cansativo e pretensioso. Em Kanguru, o power trio não deixou de lado os seus longos solos, mas prezou por uma construção melódica mais bem trabalhada e com muita influência de Frank Zappa e Hendrix, que parece ter inspirado boa parte dos riffs e solos.

''Ooga Booga'' traz uma boa interação entre a guitarra e instrumentos de percurssão que culmina numa penetrante performance de guitarra seguido de um duelo com o baixo. ''Baby Cake Walk'' também tem um grande trabalho do guitarrista Ax Genrich, mesclando solos rápidos com compassos mais cadenciados. O baterista Mani Neumeier e o baixista Uli Trepte brilham em ''Immer Lusting''. Mani abre com uma batida militar e faz a variação rítmica para um som mais funkeado, dando espaço para o baixo encorpado de Trepte.

O disco foi bem recebido pela impressa inglesa, que não ia com a cara do rock alemão, e foi o maior sucesso da banda, vendendo 11 mil cópias. O Guru Guru ainda está na ativa, mas hoje é conhecido apenas pelos fãs mais garimpeiros do rock progressivo e alguns do jazz fusion, mas o grupo ainda é tido como referência na cena das jam bands.

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Tracklist:

01. Oxymoron
02. Immer Lustig
03. Baby Cake Walk
04. Ooga Booga

terça-feira, 19 de julho de 2011

Álbum da Semana: The Black Halo - Kamelot


"The Black Halo" é o sétimo álbum de estúdio lançado pelo Kamelot. Trata-se de um álbum conceitual baseado vagamente em Goethe's Faust. O disco continua a história iniciada em "Epica" (2003) e é a segunda e última parte sobre Ariel. O álbum também traz a participação especial de vários artistas como: Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir), Jens Johansson (Stratovarius), entre outros.

O álbum possui uma atmosfera bastante teatral e transita com muita facilidade entre o peso e a calmaria, sempre com um clima épico e inspirador. O vocalista Roy Khan dá simplesmente um show de interpretação e seu timbre se encaixa perfeitamente com os riffs de Thomas Youngblood.

Lançado em 2005, "The Black Halo" continua até hoje sendo o favorito de boa parte dos fãs da banda. Um álbum emblemático para a carreira do Kamelot e indispensável para qualquer um que goste de Power/Symphonic Metal.

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Tracklist:
01 - March of Mephisto
02 - When the Lights Are Down
03 - The Haunting (Somewhere In Time)
04 - Soul Society
05 - Interlude I: Dei Gratia
06 - Abandoned
07 - This Pain
08 - Moonlight
09 - Interlude II: Un Assassino Molto Silenzioso
10 - The Black Halo
11 - Nothing Ever Dies
12 - Memento Mori
13 - Interlude III: Midnight - Twelve Tolls For A New Day
14 - Serenade

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Álbum da Semana: Gov't Mule - Gov't Mule


O Gov't Mule foi formado em 1994 pelo guitarrista Warren Haynes e o baixista Allen Woody, da Allman Brothers Band, que juntaram-se a Matt Abts, baterista, que já havia acompanhado Dickey Betts e Chuck Leavell. A ideia inicial era apenas um projeto paralelo ao Allman Brothers que revivesse os famosos power-trios das décadas de 60 e 70.

Gov't Mule, lançado em 1995, é o primeiro álbum da banda e foi gravado praticamente ao vivo no estúdio, com exceção de alguns poucos overdubs citados no encarte. Sendo assim, grande parte do álbum é orientado à jams, com grandes solos aparecendo praticamente em todas as faixas.

As características de criar roupagens totalmente diferentes aos covers e as ótimas improvisações, presentes tanto em seus shows como em seus álbuns, iniciadas com o lançamento deste, conquistaram uma legião de fãs. Recomendado aos amantes de southern rock, blues rock, hard rock, folk rock e jam bands.


Tracklist:

01. Grinnin' In Your Face
02. Mother Earth
03. Rocking Horse
04. Monkey Hill
05. Temporary Saint
06. Trane
07. Mule
08. Dolphineus
09. Painted Silver Light
10. Mr. Big
11. Left Coast Groovies
12. World Of Difference

terça-feira, 28 de junho de 2011

Álbum da Semana: Shin-Ken - Persefone

Persefone é uma banda andorrana de death metal melódico/progressivo. O grupo foi formado em 2001, e começou fazendo cover de bandas de death melódico, como o Dark Tranquility. O álbum de estreia, e com composições próprias, foi Truth Inside The Shades, no qual a banda utlizava muito elementos de música clássica às suas canções. Em 2006 a banda lançou Core, deixando um pouco de lado os elementos clássicos e apostando numa sonoridade mais grandiosa, moderna e progressiva, contando a história da deusa Perséfone, dividindo-a em três canções épicas com mais de 20 minutos.

Shin-Ken é o terceiro álbum da banda, baseado em histórias de guerras antigas japonesas. Segue a linha do anterior, mas com músicas mais diretas, rápidas e bem mais pesadas, executadas com muita técnica e muito bem trabalhadas. O som é super atmosférico, e tem bons contrastes entre os guturais do vocalista Marc Pia e a voz limpa do tecladista Miguel Espinosa Ortiz, entre guitarras super agressivas e belas passagens de teclado, além de um bom trabalho na bateria, que impõe ritmos poderosos acompanhados de excelentes melodias.

Apesar das músicas mais pesadas, como Fall To Rise, que abre o álbum a todo vapor, a presença do teclado dá espaço para músicas mais calmas, com Purity, que é inteiramente limpa, sem guturais ou guitarras distorcidas, além dos cinco interlúdios que representam os elementos da natureza, que compõem a estrutura do disco e dão mais ênfase à sua atmosfera. Outros destaques são Kusanagi (não banguear ouvindo essa música é impossível), Death Before Dishonour, que mostra toda a técnica da banda, e a faixa título, que é dividida em duas partes, uma super pesada e agressiva e outra mais calma, com bonitas melodias de piano.

Shin-Ken é um álbum complexo, e sempre dá pra perceber algum novo detalhe a cada audição, no qual a banda consegue misturar momentos de pura agressividade com belas melodias como poucas outras, chega a ser difícil acreditar como ela ainda é pouco conhecida. Disco altamente recomendado a fãs do gênero, ou a qualquer um que goste de um som rebuscado e bem trabalhado, que flutue para fora dos padrões.


Tracklist:
01. The Ground Book
02. Fall to Rise
03. Death Before Dishonour
04. The Water Book
05. The Endless Path
06. The Wind Book
07. Purity
08. Rage Stained Blade
09. The Fire Book
10. Kusanagi
11. Shin-Ken Part 1
12. Shin-Ken part 2
13. The Void Book
14. Japanese Poem
15. Sword of The Warrior (Cacophony cover)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Álbum da semana: Psalm 69 - Ministry

Se o fim do mundo fosse acompanhado de demônios cuspindo fogo e o caos absoluto, este disco seria a trilha sonora ideal.

Sons de sirenes, gritos deseperados, pregações religiosas, guitarras dilacerantes e vocais que parecem evocar alguma maldição antiga. A síntese do metal industrial está aqui, só que feita com muito mais competência e qualidade do gente como o anti-cristo da Walt Disney Marilyn Manson. Psalm 69, uma ópera-rock satânica sobre o fim do mundo, foi concebida por Al Jourgenson e Paul Barker. O som criado pela dupla consegue aliar peso e agressividade a um som atmosférico, uma espécie de filme de terror para os ouvidos.

O clipe de ''Just One Fix'' causou polêmica mostrando um homem em crise de abstinência, e só foi ao ar na MTV depois do sucesso do álbum. ''Jesus Built My Hotrod'' destoa do som obscuro e sombrio das outras músicas, mas o seu single ajudou no sucesso do disco.

Apesar do música nada comercial e de difícil assimilação, Psalm 69 ganhou disco de platina e também foi bem recebido pela crítica, sendo eleito o quinto melhor disco do ano pela revista Spin. Além de marco zero para o metal industrial, também há o flerte da música pesada com a eletrônica em faixas como ''N.W.O.'', também sendo muito recomendado para quem quer começar a ouvir música eletrônica mas acha o Daft Punk repetitivo e o Chemical Brothers muito cabeça.

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Tracklist:

1. N.W.O.
2. Just One Fix
3. TV II
4. Hero
5. Jesus Built My Hotrod
6. Scare Crow
7. Psalm 69
8. Corrosion
9. Grace

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Álbum da Semana: Fused - Tony Iommi & Glenn Hughes


A primeira parceria entre os lendários Tony Iommi e Glenn Hughes aconteceu em 1985 quando Iommi foi abandonado pelo restante de seus parceiros no Black Sabbath. Iommi recrutou uma nova formação, que incluía Glenn Hughes, para o que seria seu primeiro álbum solo, "Seventh Star". Porém por pressão da gravadora, o disco foi lançado como um álbum do Black Sabbath e gerou uma certa polêmica entre os fãs, por se afastar um pouco da sonoridade tradicional do Sabbath.

Glenn Hughes foi demitido após alguns shows da turnê de "Seventh Star", sendo substituído por Ray Gillen. A dupla voltou a trabalhar novamente em 1996 quando gravaram algumas canções, porém sem a intenção de lançarem um álbum. As gravações logo caíram nas mãos de fãs e passaram a circular entre o público, o bootleg recebeu o nome de "Eighth Star". Somente em 2004 as gravações foram remixadas e lançadas no EP "The 1996 DEP Sessions".

Com a boa repercussão do EP, Iommi e Hughes se juntaram um ano depois e lançaram o ótimo "Fused". O casamento perfeito entre a grandeza da voz de Glenn Hughes e o peso dos riffs de Tony Iommi. Um disco avassalador do começo ao fim e talvez o auge da parceria desta dupla. Altamente recomendado!

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Tracklist:
01. Dopamine
02. Wasted Again
03. Saviour of the Real
04. Resolution Song
05. Grace
06. Deep Inside a Shell
07. What You're Living For
08. Face Your Fear
09. The Spell
10. I Go Insane

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Álbum da Semana: Wyllt - Black Math Horseman

Wyllt, lançado em 2009, foi o debut do quarteto norte-americano Black Math Horseman. Calcado em uma sonoridade sombria, misteriosa e pesada, o álbum dentre outras, chama a atenção pelo vocal intenso e encorpado da bela Sera Timms, também baixista da banda.

Como não poderia deixar de ser as influências do grupo se mostram com bases na década de 70, em especial Black Sabbath e Led Zeppelin. Adicionaram a essa, várias referências dos mais contemporâneos rock/metal progressivo, atmospheric doom metal e rock psicodélico, tornando o som devastador e sutil.

Se gostar desse, fique no aguardo, em breve estarão lançando um novo disco.




Tracklist:

01. Tyrant
02. Deerslayer
03. A Barren Cause
04. Origin of Savagery
05. Torment of the Metals
06. Bird Of All Faiths And None - Bell From Madrone

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Álbum da Semana: Nighmares Made Flesh - Bloodbath

Lançado em 2004, Nightamares Made Flesh é o segundo álbum de estúdio do supergrupo de death metal Bloodbath. A banda é formada atualmente por Mikael Åkerfeldt (Opeth), Anders Nyström (Katatonia, Diabolical Masquerade, Bewitched), Jonas Renkse (Katatonia, Long Distance Calling), Per "Sodomizer" Eriksson (Katatonia) e Martin Axenrot (Opeth, Witchery, Satanic Slaughter). Neste álbum, Mikael é substituído por Peter Tagtgrën (Hypocrisy, The Abyss) e Dan Swanö (Edge Of Sanity, Nightingale) vai para as guitarraa para dar lugar a Martin Axenrot na bateria.

Se no Opeth e no Katatonia temos alguns momentos de calmaria e belas passagens acústicas, no Bloodbath temos uma sonoridade mais clássica do death metal, brutalidade do início ao fim. As canções são diretas, rápidas (a maior faixa tem 4:33), mas estão longe de soarem cruas, os riffs são bem trabalhados e tem boas melodias, como já é de se esperar de uma banda de death metal da Suécia. Outro ponto positivo é que os músicos levam o projeto a sério e mostram muita categoria, mas sem nenhum exibicionismo, como costuma acontecer com alguns supergrupos.

Todas as canções seguem a mesma fórmula, e é impossível dar um destaque, simplesmente todas são boas, uma verdadeira aula de death metal. Disco indispensável a qualquer fã de metal extremo.

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Tracklist:

1. Cancer Of The Soul
2. Brave New Hell
3. Soul Evisceration
4. Outnumbering the Day
5. Feeding the Undead
6. Eaten
7. Bastard Son of God
8. Year of the Cadaver Race
9. The Ascension
10. Draped in Disease
11. Stillborn Saviour
12. Blood Vortex
13. Breeding Death (demo) (Bonus Track)
14. Omnious Bloodvomit (demo) (Bonus Track)
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Álbum da semana: Titus Groan - ...Plus

O primeiro e único disco do combo inglês Titus Groan foi lançado originalmente pela Dawn Records em 1970, e com apenas cinco faixas e sendo do cast de um selo pequeno, conseguiu arrancar elogios da impressa musical britânica e ainda criar uma das músicas temas mais famosas da história. O ponto forte do Titus Groan é o instrumental ousado, versátil e agregador de inúmeros gêneros musicais, indo de hard rock até jazz fusion, com uma aura mística acrescentada especialmente pelos instrumentos de sopro - saxofone, flauta e oboé - que lembram, em algumas passagens, grupos como o Jethro Tull e Van der Graaf Generator.

''It Wasn´t For You'' tem um tom mais funk e condução rítmica arrojada, enquanto ''It´s All Up With Us'' é uma sutil balada e a mais ''acessível'' da tracklist. Mas a cereja do bolo é a virtuosa suíte ''Hall Of Bright Carvings'' (título do primeiro capítulo do livro gótico que deu nome a banda), uma virtuosa suíte com pouco mais de dez minutos divididas em quatro partes, onde denotam a habilidade e entrosamento dos músicos e uma excelente combinação dos fraseados da guitarra e os instrumentos de sopro. ''Hall...'' ainda apresentou ao mundo a célebre música tema de Missão em Possível, que pode ser ouvida em volta de seus oito minutos e quarenta segundos.

Em 2000 a gravadora Get Back relançou esse clássico obscurecido em uma versão turbinada com três faixas bônus: ''Open The Door Homer'', com um refrão grudente que ecoa na mente por um longo tempo, ''Liverpool'' onde o baixo e o teclado se sobressaem dos demais, e uma versão ótima versão para ''Open The Door, Homer'', originalmente de Bob Dylan. ...Plus reúne as canções originais mais essas três faixas bônus.


Tracklist:

01.It Wasn´t For You
02. Hall Of Bright Carvings
03. I Can´t Change
04. It´s All Up With Us
05. Fuschia
06. Open The Door, Homer
07. Woman Of The World
08. Liverpool

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Álbum da Semana: Hex - Bigelf


Formado na Califórnia por Damon Fox em 1991, o Bigelf é mais uma daquelas bandas que sabem resgatar a sonoridade do bom e velho Rock 'n Roll que tanto gostamos. A banda pega o que grupos como Black Sabbath, Pink Floyd, Deep Purple, King Crimsom e Beatles tem de melhor e misturam tudo com a identidade musical própria.

"Hex" é o terceiro álbum da carreira do quarteto e foi lançado em 2003. O disco é recheado de riffs fortes, Mellotron, Hammond e músicas grudendas com um belo toque de psicodelismo. Pode até não ser uma das coisas mais originais do mundo, mas funciona bem e não soa tão datado quanto pode parecer. A faixa final do disco, $, é uma espécie de take alternativo para o que viria a se tornar o single Money It's Pure Evil, presente no álbum seguinte da banda, "Cheat The Gallows" (2008).

Rock energético tocado da maneira que realmente deve ser tocado. Boa pedida!

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Tracklist:
01. Madhatter
02. Bats In The Bulfry II
03. Pain Killers
04. Disappear
05. Rock & Roll Contract
06. Sunshine Suicide
07. Falling Bombs
08. Black Moth
09. Carry The Load
10. Burning Bridges
11. Bats In The Belfry I
12. $

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Álbum da Semana: Suspicious Package - Earl Greyhound



Earl Greyhound é um power trio nova iorquino, formado em 2003, no Brooklyn, constituído por Matt Whyte (vocal, guitarra), Kamara Thomas (baixo, teclado, vocal) e Ricc Sheridan (bateria). Suspicious Package é o segundo álbum de estúdio da banda e foi lançado em 2010.

A grande influência do blues rock e do hard rock produzidos nas décadas de 70 e 90, presentes em Soft Targets (álbum anterior) continua com a adição de novos elementos trazidos de diversos gêneros, entre eles o folk, o pop, a música latina e a psicodelia. Com essas novas sonoridades, as contribuições de Kamara Thomas e Ricc Sheridan se tornaram mais presentes e destacáveis. Em The Eyes of Cassandra, por exemplo, a introdução feita nos teclados de Kamara e a percurssão de Ricc Sheridan criam uma textura que passeia sutilmente pela bossa nova até terminar explodindo na música psicodélica com as guitarras distorcidas de Matt Whyte. Outras como Shotgun apresentam uma face mais contemporânea: a potente voz de Kamara cria belos arranjos entrelaçando-se ao vocais de Matt e o instrumental pesado, mas envolvente.

Earl Greyhound não faz menção há nada do que anda sendo feito atualmente. Seu som é moderno e original, mas com as bases no velho rock 'n' roll.


Tracklist:


1. The Eyes of Cassandra (Part 1)
2. The Eyes of Cassandra (Part 2)
3. Oye Vaya
4. Ghost and the Witness
5. Shotgun
6. Holy Immortality
7. Sea of Japan
8. Black Sea Vacation
9. Bill Evans
10. Out of Air
11. Misty Morning
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Álbum da Semana: The Gathering - Testament


Depois de um tempo lançando álbuns um pouco erráticos, o Testament lançou em 1999 The Gathering, um dos mais importantes da carreira da banda, e considerado por muitos um dos melhores do thrash metal.

The Gathering é thrash em sua essência, desde os primeiros momentos de D.N.R. (Do Not Ressucitate), que começa o álbum de forma super explosiva, até o fim da magnífica Fall of Sipledome. Possui riffs excelentes por parte de Eric Peterson, que tem como companheiro nas guitarras James Murphy, compensando a limitação de Peterson nos solos. A cozinha, que neste álbum tem a ilustre participação de Dave Lombardo (Slayer), é impecável, com bastantes variações e uma pegada bem precisa, e Chuck Billy mostra uma voz mais grave e variada, até urrando por vezes.

Este álbum é obrigatório
para qualquer fã de thrash metal, e altamente recomendável a quem quiser começar a ouvir o estilo.

Tracklist:
  1. D.N.R. (Do Not Resuscitate)
  2. Down for Life
  3. Eyes of Wrath
  4. True Believer
  5. 3 Days in Darkness
  6. Legions of the Dead
  7. Careful What You Wish For
  8. Riding the Snake
  9. Allegiance
  10. Sewn Shut Eyes
  11. Fall of Sipledome
  12. Hammer Of The Gods

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Álbum da Semana: Cactus - Cactus

Com o fim do Vanilla Fudge, o baixista Tim Bogert e o baterista Carmine Appice foram contratados por Jeff Beck para formar um supergrupo ao lado de Rod Stewart. Contudo, Beck sofreu um grave acidentente de carro e teve que ficar sem tocar por um tempo. Para não ficarem parados, Bogert e Appice resolveram formar o Cactus, que ainda contava com Rusty Day (que já havia tocado na banda do guitarrista Ted Nugent, The Amboy Dukes) nos vocais e Jim McCarty na guitarra.

O Cactus mesclava o hard rock pesado, à la Led Zeppelin, MC5, Sir Lord Baltimore, com elementos do blues. You Can´t Judge A Book By The Cover denota essa característica: um blues de Willie Dixon, que também foi regravado pelos Yardbirds, em um arranjo se reveza entre verdadeiros golpes de ataque na guitarra e um som suingado da gaita de Rusty Day. Apertar o play de Cactus é como acender o pavio de uma bomba: Parchman Farm é um rock veloz, que ameaça explodir, até que os primeiros acordes da balada de refrão grudento, My Lady From South Of Detroit, soam nas caixas de som.

E com uma das cozinhas mais respeitadas e competentes até os dias atuais, já era de se esperar um solo de baixo e/ou bateria; e eles acontecem justamente no final do álbum, em Oleo e Feel So Good. O blues de No Need To Worry, Let Me Swin e seu excelente gancho e Bro. Bill, com uma ótima harmonia na gaita e uma letra que fala sobre a morte de um amigo traficante de Rusty Day completam a tracklist de uma das melhores estréias do rock e referência e marco absoluto dos primeiros anos da música pesada, harmonizando os extremos de uma guitarra com uma harmonia cheia de groove de uma gaita e do blues, tudo isso de forma tão natural e espontânea que dá a impressão de que o quarteto estava apenas fazendo uma brincadeira.

Tracklist:

1. Parchman Farm (3:07)
2. My Lady From South Of Detroit (4:26)
3. Bro. Bill (5:12)
4. You Can’t Judge A Book By The (6:31)
5. Let Me Swin (3:51)
6. No Need To Worry (6:14)
7. Oleo (4:51)
8. Feel So Good (6:04)

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Álbum da Semana: In Absentia - Porcupine Tree


"In Absentia" é o sétimo álbum de estúdio dos ingleses do Porcupine Tree e foi lançado em 2002. Este também foi o primeiro álbum da banda a ser lançado por uma gravadora grande, a Lava Records, pertencente ao Universal Music Group.

Longe de poder ser classificado apenas como Prog Rock, "In Absentia" possui uma vasta quantidade de influências diferentes que vão desde o psicodelismo ao Space Rock e Prog Metal, mostrando um pouco do lado mais obscuro e pesado da banda que ficaria ainda mais em evidência em seus sucessores, especialmente "Fear Of A Blank Planet" (2007).

Encabeçada pelo músico e produtor, Steven Wilson, o Porcupine Tree se torna uma das bandas mais interessantes de se acompanhar no cenário progressivo atual. "In Absentia" é apenas uma amostra da qualidade musical abundante na discografia do grupo. Recomendadíssimo!

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Tracklist:
01. Blackest Eyes
02. Trains
03. Lips Of Ashes
04. The Sound Of Muzak
05. Gravity Eyelids
06. Wedding Nails
07. Prodigal
08. .3
09. The Creator Has A Mastertape
10. Heatattack In A Lay By
11. Strip The Soul
12. Collapse The Light Into Earth

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Álbum da Semana: Lynyrd Skynyrd - God & Guns

Por Guilherme Vaz

God & Guns é o décimo primeiro álbum de estúdio do Lynyrd Skynyrd. Foi o último a contar com Billy Powel nos teclados e Hughie Thomasson, guitarrista e compositor do Outlaws, que contribui na escrita de várias canções deste. Ambos, infelizmente, já falecidos.

Com Still Unbroken, arrebatadora faixa de abertura, já se nota que o direcionamento desse álbum é um pouco diferente dos que já estamos acostumados a ouvir do grupo. Little Thing Called You, Floyd (com participação de Rob Zombie) e Comin Back for More, por exemplo, apresentam um instrumental mais moderno, com guitarras pesadas e distorcidas, se aproximando do hard rock.

Outras, ainda conservam traços mais sulistas da banda como: Simple Life, Southern Ways e a belíssima Gifted Hands. Também pode-se ver a fusão desses dois lados em God & Guns, a faixa homônima começa com um clima mais southern e termina explodindo no hard rock, é dela o solo mais memorável do álbum.

Enquanto o Lynyrd Skynyrd continua na turnê "Rebels and Bandoleros" tocando com o ZZ Top e os Doobie Brothers e não tem previsão de lançamento para um próximo álbum de estúdio vale a pena conferir o ótimo trabalho de God & Guns.



Tracklist:

"Still Unbroken" - 5:06
"Simple Life" - 3:17
"Little Thing Called You" - 3:58
"Southern Ways" - 3:48
"Skynyrd Nation" - 3:52
"Unwrite that Song" - 3:50
"Floyd" (feat. Rob Zombie) - 4:03
"That Ain't My America" - 3:44
"Comin' Back For More" - 3:28
"God & Guns" - 5:44
"Storm" - 3:15
"Gifted Hands" - 5:22


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terça-feira, 15 de março de 2011

Álbum da Semana: Fictionary - Lyle Mays

Mais conhecido como o fiel escudeiro do guitarrista Pat Metheny, o pianista/tecladista Lyle Mays sempre foi meio esquecido entre os grandes fãs de jazz. E a razão por esse "esquecimento" com certeza não é falta de talento, e Mays provou isso com o próprio Pat Metheny, sendo seu principal parceiro em composições.

Em 1992, Mays lançou seu terceiro disco solo, Fictionary, ao lado do baterista Jack DeJohnette e do baixista Marc Johnson. Contrariando as expectativas, Mays apostou na formação clássica do jazz (piano, baixo e bateria), e não investiu nos seus teclados, como de costume, deixando um pouco de lado a atmosfera elétrica do Pat Metheny Group e investindo num som mais acústico e suave, com delicadas tessituras sonoras repletas de sensibilidade

Um dos destaques do disco é a faixa de abertura, um tributo a Bill Evans, considerado um dos mais importante músicos de jazz da história, e inclusive tem o nome do músico como título. A canção soa como um verdadeiro e emocionante agradecimento ao pianista. Na faixa-título, Mays toca solo o seu piano durante os dois primeiros minutos, com o baixo e a bateria entrando em seguida, com destaque pra bateria de DeJohnette. Outros destaques do disco são as animadas Trio #1, Trio # 2 e Hard Eights, com Johnson roubando a cena, e as relaxantes Siena, Something Left Unsaid e On The Other Hand, esta com apenas Lyle no piano além de Falling Grace, música do baixista Steve Swallow e Where Are You From Today com sua delicada melodia.

Lyle Mays deixa claro com este disco que não é apenas o "músico que sempre acompanha Pat Metheny". Sem dúvida, a fama do guitarrista não se deve somente ao seu virtuosismo e originalidade, mas também à parceria com seu talentoso pianista.


Tracklist:

1. Bill Evans
2. Fictionary
3. Sienna
4. Lincoln Reviews His Notes
5. Hard Eights
6. Something Left Unsaid
7. Trio #1
8. Where Are You From Today
9. Falling Grace
10. Trio #2
11. On the Other Hand


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terça-feira, 8 de março de 2011

Álbum da Semana: Stand! - Sly & The Family Stone

O grupo multi-racial liderado por Sly Stone é, sem dúvidas, um dos mais importantes e influentes da década de 1960. Além da sua apresentação inigualável no famoso festival de Woodstock e dezenas de hits, a Family Stone conseguiu reunir rock, soul, funk, psicodelia e protestar sobre o racismo.

Stand!, gravado em 1969 foi o ápice da criatividade da banda. A faixa homônima que também abre o play é singela, mas ao mesmo tempo, uma espécie de hino contra o conformismo. I Wanna Take You Higher e Don´t Call Me Nigher, Whitey são dois grandes clássicos, comandados por metais envolventes que tanto convidam para dançar quanto aumentam a tensão da música. ''Don´t Call Me Nigger...'' e o maior sucesso da banda, Everyday People defende a união das pessoas, independentemente de suas prefêrencias ou etnias, como diz a própria canção, ''Makes no difference what group I'm in. I am everyday people''.

As ensolaradas e dançantes Somebody´s Watching You, Sing e You Can Make It If You Try são o contrapeso perfeito para o heavy funk psicodélico de Sex Machine, uma faixa instrumetal com mais de dez minutos.

Sly Stone ainda produziram outros discos excelentes, como Thre´s A Riot Going On e Fresh, mas nenhum é tão primoroso quanto Stand!, uma das maiores refêrencias da música negra e um retrato otimista do fim da década mais revolucionária da história. Obrigatório!

Download

Tracklist:

1. Stand!
2. Don’t Call Me Nigger, Whitey
3. I Want to Take You Higher
4. Somebody’s Watching You
5. Sing a Simple Song
6. Everyday People
7. Sex Machine
8. You Can Make It If You Try

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terça-feira, 1 de março de 2011

Álbum da Semana: Fire Down Under - Riot


Natural de New York, o Riot foi fundado em 1975 pelo guitarrista Mark Reale e o baterista Peter Bitelli.
Lançado em 1981, Fire Down Under foi um álbum marcante na extensa carreira do grupo que já conta com 13 álbuns de estúdio e diversas mudanças de formação.

Na época, a banda possuia um contrato com a Capitol Records, gravadora ao qual o relacionamento se tornava cada vez mais desgastado com o Riot. Relacionamento que se tornou ainda pior durante o lançamento do terceiro álbum da banda, Fire Down Under.
Após ouvir o resultado final pela primeira vez, a Capitol considerou o álbum "pesado demais", portanto
iniviável comercialmente. Além de se negar a lançar o álbum, a gravadora não permitiu que a banda rescindisse seu contrato, dizendo que se eles desejassem se ver livres do contrato teriam que processá-los.
Os produtores Billy Arnell e Steve Loeb organizaram uma campanha com fãs do mundo inteiro, especialmente no Reino Unido, e fizeram vários protestos em frente a escritorios da EMI Records (gravadora ao qual a Capitol pertence). Com toda a pressão, a banda conseguiu se livrar do antigo contrato e assinou um novo com a Elektra Records, que imediatamente lançou o álbum no mercado, figurando no Top 100 da Billboard e se tornando o maior sucesso comercial do Riot.

Este também foi o último disco da banda a contar com o vocalista Guy Speranza, que deixou a banda por não conseguir conciliar suas crenças religiosas ao seu papel como músico. Guy faleceu em 2003 devido a um câncer no pâncreas.

Todo o esforço para o lançamento valeu a pena devido à enorme qualidade musical de Fire Down Under. Cativante do ínicio até o fim o Hard Rock/Heavy Metal da banda também dá espaço para uma pegada NWOBHM (mesmo a banda sendo americana).
Energético e emblemático, este trabalho é sem dúvidas uma excelente pedida para qualquer fã do estilo.

DOWNLOAD

Tracklist:
 1. Swords And Tequila
 2. Fire Down Under
 3. Feel The Same
 4. Outlaw
 5. Don't Bring Me Down
 6. Don't Hold Back
 7. Altar Of The King
 8. No Lies
 9. Run For Your Life
10. Flashbacks
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