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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Álbum da Semana: Wolfmother - Wolfmother


Primeiro álbum de estúdio dos australianos do Wolfmother, autointitulado, apresenta as 4 canções de seu EP, lançado um ano antes deste (2004) com poucas alterações. O estilo voltado especialmente para o Hard Rock e o Stoner Rock influenciado pela música das décadas de 60 e 70 chamou a atenção e conseguiu ótimas vendagens.

O reconhecimento veio também com um Grammy Award para melhor performance de Hard Rock em 2007 com a música Woman, um dos petardos do álbum, que também foi muito utilizada como trilha em games e comerciais.

Recomendado a quem procura rock atual de qualidade.

Tracklist:

"Dimension"
"White Unicorn"
"Woman"
"Where Eagles Have Been"
"Apple Tree"
"Joker & the Thief"
"Colossal"
"Mind's Eye"
"Pyramid"
"Witchcraft"
"Tales From The Forest Of Gnomes"
"Love Train"
"Vagabond"



terça-feira, 19 de julho de 2011

Álbum da Semana: The Black Halo - Kamelot


"The Black Halo" é o sétimo álbum de estúdio lançado pelo Kamelot. Trata-se de um álbum conceitual baseado vagamente em Goethe's Faust. O disco continua a história iniciada em "Epica" (2003) e é a segunda e última parte sobre Ariel. O álbum também traz a participação especial de vários artistas como: Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir), Jens Johansson (Stratovarius), entre outros.

O álbum possui uma atmosfera bastante teatral e transita com muita facilidade entre o peso e a calmaria, sempre com um clima épico e inspirador. O vocalista Roy Khan dá simplesmente um show de interpretação e seu timbre se encaixa perfeitamente com os riffs de Thomas Youngblood.

Lançado em 2005, "The Black Halo" continua até hoje sendo o favorito de boa parte dos fãs da banda. Um álbum emblemático para a carreira do Kamelot e indispensável para qualquer um que goste de Power/Symphonic Metal.

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Tracklist:
01 - March of Mephisto
02 - When the Lights Are Down
03 - The Haunting (Somewhere In Time)
04 - Soul Society
05 - Interlude I: Dei Gratia
06 - Abandoned
07 - This Pain
08 - Moonlight
09 - Interlude II: Un Assassino Molto Silenzioso
10 - The Black Halo
11 - Nothing Ever Dies
12 - Memento Mori
13 - Interlude III: Midnight - Twelve Tolls For A New Day
14 - Serenade

terça-feira, 28 de junho de 2011

Álbum da Semana: Shin-Ken - Persefone

Persefone é uma banda andorrana de death metal melódico/progressivo. O grupo foi formado em 2001, e começou fazendo cover de bandas de death melódico, como o Dark Tranquility. O álbum de estreia, e com composições próprias, foi Truth Inside The Shades, no qual a banda utlizava muito elementos de música clássica às suas canções. Em 2006 a banda lançou Core, deixando um pouco de lado os elementos clássicos e apostando numa sonoridade mais grandiosa, moderna e progressiva, contando a história da deusa Perséfone, dividindo-a em três canções épicas com mais de 20 minutos.

Shin-Ken é o terceiro álbum da banda, baseado em histórias de guerras antigas japonesas. Segue a linha do anterior, mas com músicas mais diretas, rápidas e bem mais pesadas, executadas com muita técnica e muito bem trabalhadas. O som é super atmosférico, e tem bons contrastes entre os guturais do vocalista Marc Pia e a voz limpa do tecladista Miguel Espinosa Ortiz, entre guitarras super agressivas e belas passagens de teclado, além de um bom trabalho na bateria, que impõe ritmos poderosos acompanhados de excelentes melodias.

Apesar das músicas mais pesadas, como Fall To Rise, que abre o álbum a todo vapor, a presença do teclado dá espaço para músicas mais calmas, com Purity, que é inteiramente limpa, sem guturais ou guitarras distorcidas, além dos cinco interlúdios que representam os elementos da natureza, que compõem a estrutura do disco e dão mais ênfase à sua atmosfera. Outros destaques são Kusanagi (não banguear ouvindo essa música é impossível), Death Before Dishonour, que mostra toda a técnica da banda, e a faixa título, que é dividida em duas partes, uma super pesada e agressiva e outra mais calma, com bonitas melodias de piano.

Shin-Ken é um álbum complexo, e sempre dá pra perceber algum novo detalhe a cada audição, no qual a banda consegue misturar momentos de pura agressividade com belas melodias como poucas outras, chega a ser difícil acreditar como ela ainda é pouco conhecida. Disco altamente recomendado a fãs do gênero, ou a qualquer um que goste de um som rebuscado e bem trabalhado, que flutue para fora dos padrões.


Tracklist:
01. The Ground Book
02. Fall to Rise
03. Death Before Dishonour
04. The Water Book
05. The Endless Path
06. The Wind Book
07. Purity
08. Rage Stained Blade
09. The Fire Book
10. Kusanagi
11. Shin-Ken Part 1
12. Shin-Ken part 2
13. The Void Book
14. Japanese Poem
15. Sword of The Warrior (Cacophony cover)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Álbum da Semana: Fused - Tony Iommi & Glenn Hughes


A primeira parceria entre os lendários Tony Iommi e Glenn Hughes aconteceu em 1985 quando Iommi foi abandonado pelo restante de seus parceiros no Black Sabbath. Iommi recrutou uma nova formação, que incluía Glenn Hughes, para o que seria seu primeiro álbum solo, "Seventh Star". Porém por pressão da gravadora, o disco foi lançado como um álbum do Black Sabbath e gerou uma certa polêmica entre os fãs, por se afastar um pouco da sonoridade tradicional do Sabbath.

Glenn Hughes foi demitido após alguns shows da turnê de "Seventh Star", sendo substituído por Ray Gillen. A dupla voltou a trabalhar novamente em 1996 quando gravaram algumas canções, porém sem a intenção de lançarem um álbum. As gravações logo caíram nas mãos de fãs e passaram a circular entre o público, o bootleg recebeu o nome de "Eighth Star". Somente em 2004 as gravações foram remixadas e lançadas no EP "The 1996 DEP Sessions".

Com a boa repercussão do EP, Iommi e Hughes se juntaram um ano depois e lançaram o ótimo "Fused". O casamento perfeito entre a grandeza da voz de Glenn Hughes e o peso dos riffs de Tony Iommi. Um disco avassalador do começo ao fim e talvez o auge da parceria desta dupla. Altamente recomendado!

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Tracklist:
01. Dopamine
02. Wasted Again
03. Saviour of the Real
04. Resolution Song
05. Grace
06. Deep Inside a Shell
07. What You're Living For
08. Face Your Fear
09. The Spell
10. I Go Insane

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Álbum da Semana: Wyllt - Black Math Horseman

Wyllt, lançado em 2009, foi o debut do quarteto norte-americano Black Math Horseman. Calcado em uma sonoridade sombria, misteriosa e pesada, o álbum dentre outras, chama a atenção pelo vocal intenso e encorpado da bela Sera Timms, também baixista da banda.

Como não poderia deixar de ser as influências do grupo se mostram com bases na década de 70, em especial Black Sabbath e Led Zeppelin. Adicionaram a essa, várias referências dos mais contemporâneos rock/metal progressivo, atmospheric doom metal e rock psicodélico, tornando o som devastador e sutil.

Se gostar desse, fique no aguardo, em breve estarão lançando um novo disco.




Tracklist:

01. Tyrant
02. Deerslayer
03. A Barren Cause
04. Origin of Savagery
05. Torment of the Metals
06. Bird Of All Faiths And None - Bell From Madrone

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Álbum da Semana: Nighmares Made Flesh - Bloodbath

Lançado em 2004, Nightamares Made Flesh é o segundo álbum de estúdio do supergrupo de death metal Bloodbath. A banda é formada atualmente por Mikael Åkerfeldt (Opeth), Anders Nyström (Katatonia, Diabolical Masquerade, Bewitched), Jonas Renkse (Katatonia, Long Distance Calling), Per "Sodomizer" Eriksson (Katatonia) e Martin Axenrot (Opeth, Witchery, Satanic Slaughter). Neste álbum, Mikael é substituído por Peter Tagtgrën (Hypocrisy, The Abyss) e Dan Swanö (Edge Of Sanity, Nightingale) vai para as guitarraa para dar lugar a Martin Axenrot na bateria.

Se no Opeth e no Katatonia temos alguns momentos de calmaria e belas passagens acústicas, no Bloodbath temos uma sonoridade mais clássica do death metal, brutalidade do início ao fim. As canções são diretas, rápidas (a maior faixa tem 4:33), mas estão longe de soarem cruas, os riffs são bem trabalhados e tem boas melodias, como já é de se esperar de uma banda de death metal da Suécia. Outro ponto positivo é que os músicos levam o projeto a sério e mostram muita categoria, mas sem nenhum exibicionismo, como costuma acontecer com alguns supergrupos.

Todas as canções seguem a mesma fórmula, e é impossível dar um destaque, simplesmente todas são boas, uma verdadeira aula de death metal. Disco indispensável a qualquer fã de metal extremo.

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Tracklist:

1. Cancer Of The Soul
2. Brave New Hell
3. Soul Evisceration
4. Outnumbering the Day
5. Feeding the Undead
6. Eaten
7. Bastard Son of God
8. Year of the Cadaver Race
9. The Ascension
10. Draped in Disease
11. Stillborn Saviour
12. Blood Vortex
13. Breeding Death (demo) (Bonus Track)
14. Omnious Bloodvomit (demo) (Bonus Track)
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Álbum da semana: Titus Groan - ...Plus

O primeiro e único disco do combo inglês Titus Groan foi lançado originalmente pela Dawn Records em 1970, e com apenas cinco faixas e sendo do cast de um selo pequeno, conseguiu arrancar elogios da impressa musical britânica e ainda criar uma das músicas temas mais famosas da história. O ponto forte do Titus Groan é o instrumental ousado, versátil e agregador de inúmeros gêneros musicais, indo de hard rock até jazz fusion, com uma aura mística acrescentada especialmente pelos instrumentos de sopro - saxofone, flauta e oboé - que lembram, em algumas passagens, grupos como o Jethro Tull e Van der Graaf Generator.

''It Wasn´t For You'' tem um tom mais funk e condução rítmica arrojada, enquanto ''It´s All Up With Us'' é uma sutil balada e a mais ''acessível'' da tracklist. Mas a cereja do bolo é a virtuosa suíte ''Hall Of Bright Carvings'' (título do primeiro capítulo do livro gótico que deu nome a banda), uma virtuosa suíte com pouco mais de dez minutos divididas em quatro partes, onde denotam a habilidade e entrosamento dos músicos e uma excelente combinação dos fraseados da guitarra e os instrumentos de sopro. ''Hall...'' ainda apresentou ao mundo a célebre música tema de Missão em Possível, que pode ser ouvida em volta de seus oito minutos e quarenta segundos.

Em 2000 a gravadora Get Back relançou esse clássico obscurecido em uma versão turbinada com três faixas bônus: ''Open The Door Homer'', com um refrão grudente que ecoa na mente por um longo tempo, ''Liverpool'' onde o baixo e o teclado se sobressaem dos demais, e uma versão ótima versão para ''Open The Door, Homer'', originalmente de Bob Dylan. ...Plus reúne as canções originais mais essas três faixas bônus.


Tracklist:

01.It Wasn´t For You
02. Hall Of Bright Carvings
03. I Can´t Change
04. It´s All Up With Us
05. Fuschia
06. Open The Door, Homer
07. Woman Of The World
08. Liverpool

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Álbum da Semana: Hex - Bigelf


Formado na Califórnia por Damon Fox em 1991, o Bigelf é mais uma daquelas bandas que sabem resgatar a sonoridade do bom e velho Rock 'n Roll que tanto gostamos. A banda pega o que grupos como Black Sabbath, Pink Floyd, Deep Purple, King Crimsom e Beatles tem de melhor e misturam tudo com a identidade musical própria.

"Hex" é o terceiro álbum da carreira do quarteto e foi lançado em 2003. O disco é recheado de riffs fortes, Mellotron, Hammond e músicas grudendas com um belo toque de psicodelismo. Pode até não ser uma das coisas mais originais do mundo, mas funciona bem e não soa tão datado quanto pode parecer. A faixa final do disco, $, é uma espécie de take alternativo para o que viria a se tornar o single Money It's Pure Evil, presente no álbum seguinte da banda, "Cheat The Gallows" (2008).

Rock energético tocado da maneira que realmente deve ser tocado. Boa pedida!

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Tracklist:
01. Madhatter
02. Bats In The Bulfry II
03. Pain Killers
04. Disappear
05. Rock & Roll Contract
06. Sunshine Suicide
07. Falling Bombs
08. Black Moth
09. Carry The Load
10. Burning Bridges
11. Bats In The Belfry I
12. $

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Álbum da Semana: Suspicious Package - Earl Greyhound



Earl Greyhound é um power trio nova iorquino, formado em 2003, no Brooklyn, constituído por Matt Whyte (vocal, guitarra), Kamara Thomas (baixo, teclado, vocal) e Ricc Sheridan (bateria). Suspicious Package é o segundo álbum de estúdio da banda e foi lançado em 2010.

A grande influência do blues rock e do hard rock produzidos nas décadas de 70 e 90, presentes em Soft Targets (álbum anterior) continua com a adição de novos elementos trazidos de diversos gêneros, entre eles o folk, o pop, a música latina e a psicodelia. Com essas novas sonoridades, as contribuições de Kamara Thomas e Ricc Sheridan se tornaram mais presentes e destacáveis. Em The Eyes of Cassandra, por exemplo, a introdução feita nos teclados de Kamara e a percurssão de Ricc Sheridan criam uma textura que passeia sutilmente pela bossa nova até terminar explodindo na música psicodélica com as guitarras distorcidas de Matt Whyte. Outras como Shotgun apresentam uma face mais contemporânea: a potente voz de Kamara cria belos arranjos entrelaçando-se ao vocais de Matt e o instrumental pesado, mas envolvente.

Earl Greyhound não faz menção há nada do que anda sendo feito atualmente. Seu som é moderno e original, mas com as bases no velho rock 'n' roll.


Tracklist:


1. The Eyes of Cassandra (Part 1)
2. The Eyes of Cassandra (Part 2)
3. Oye Vaya
4. Ghost and the Witness
5. Shotgun
6. Holy Immortality
7. Sea of Japan
8. Black Sea Vacation
9. Bill Evans
10. Out of Air
11. Misty Morning
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Álbum da Semana: The Gathering - Testament


Depois de um tempo lançando álbuns um pouco erráticos, o Testament lançou em 1999 The Gathering, um dos mais importantes da carreira da banda, e considerado por muitos um dos melhores do thrash metal.

The Gathering é thrash em sua essência, desde os primeiros momentos de D.N.R. (Do Not Ressucitate), que começa o álbum de forma super explosiva, até o fim da magnífica Fall of Sipledome. Possui riffs excelentes por parte de Eric Peterson, que tem como companheiro nas guitarras James Murphy, compensando a limitação de Peterson nos solos. A cozinha, que neste álbum tem a ilustre participação de Dave Lombardo (Slayer), é impecável, com bastantes variações e uma pegada bem precisa, e Chuck Billy mostra uma voz mais grave e variada, até urrando por vezes.

Este álbum é obrigatório
para qualquer fã de thrash metal, e altamente recomendável a quem quiser começar a ouvir o estilo.

Tracklist:
  1. D.N.R. (Do Not Resuscitate)
  2. Down for Life
  3. Eyes of Wrath
  4. True Believer
  5. 3 Days in Darkness
  6. Legions of the Dead
  7. Careful What You Wish For
  8. Riding the Snake
  9. Allegiance
  10. Sewn Shut Eyes
  11. Fall of Sipledome
  12. Hammer Of The Gods

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Álbum da Semana: Cactus - Cactus

Com o fim do Vanilla Fudge, o baixista Tim Bogert e o baterista Carmine Appice foram contratados por Jeff Beck para formar um supergrupo ao lado de Rod Stewart. Contudo, Beck sofreu um grave acidentente de carro e teve que ficar sem tocar por um tempo. Para não ficarem parados, Bogert e Appice resolveram formar o Cactus, que ainda contava com Rusty Day (que já havia tocado na banda do guitarrista Ted Nugent, The Amboy Dukes) nos vocais e Jim McCarty na guitarra.

O Cactus mesclava o hard rock pesado, à la Led Zeppelin, MC5, Sir Lord Baltimore, com elementos do blues. You Can´t Judge A Book By The Cover denota essa característica: um blues de Willie Dixon, que também foi regravado pelos Yardbirds, em um arranjo se reveza entre verdadeiros golpes de ataque na guitarra e um som suingado da gaita de Rusty Day. Apertar o play de Cactus é como acender o pavio de uma bomba: Parchman Farm é um rock veloz, que ameaça explodir, até que os primeiros acordes da balada de refrão grudento, My Lady From South Of Detroit, soam nas caixas de som.

E com uma das cozinhas mais respeitadas e competentes até os dias atuais, já era de se esperar um solo de baixo e/ou bateria; e eles acontecem justamente no final do álbum, em Oleo e Feel So Good. O blues de No Need To Worry, Let Me Swin e seu excelente gancho e Bro. Bill, com uma ótima harmonia na gaita e uma letra que fala sobre a morte de um amigo traficante de Rusty Day completam a tracklist de uma das melhores estréias do rock e referência e marco absoluto dos primeiros anos da música pesada, harmonizando os extremos de uma guitarra com uma harmonia cheia de groove de uma gaita e do blues, tudo isso de forma tão natural e espontânea que dá a impressão de que o quarteto estava apenas fazendo uma brincadeira.

Tracklist:

1. Parchman Farm (3:07)
2. My Lady From South Of Detroit (4:26)
3. Bro. Bill (5:12)
4. You Can’t Judge A Book By The (6:31)
5. Let Me Swin (3:51)
6. No Need To Worry (6:14)
7. Oleo (4:51)
8. Feel So Good (6:04)

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sábado, 26 de março de 2011

Joe Bonamassa - Dust Bowl [Review]


Joe Bonamassa já era bem conhecido do público do blues desde seus 8 anos, mas foi com Black Country, lançado ano passado, que seus horizontes realmente se ampliaram: agora o músico atrai também olhares mais atentos dos rockers.

Dust Bowl é seu 12º álbum de estúdio e veio para surpreender e agradar ambos os ouvintes. O som mantém a base na década de 70 - sonoridade bem explorada em seus discos anteriores e no BCC - no entanto, a performance de Joe é tão arrebatadora que esse pode ser considerado um de seus melhores registros.

Os arranjos estão cada vez melhores, é o que se pode perceber em Black Lung Heartache, por exemplo. A faixa passeia pelo folk, pelo blues e pelo hard com um riff desconcertante. No Love On The Street também se destaca, mais moderna, com belas linhas vocais e um solo intenso.

Os fãs mais apegados ao lado blues tradicional do artista poderão se deliciar com Tennesee Plates (part. de John Hiatt), The Meaning Of The Blues, You Better Watch Yourself e Sweet Rowena (part. de Vince Gill).

Em Heartbreaker Glenn Hughes aparece e canta junto com Bonamassa, um dos melhores trechos da faixa é o final, quando ambos alternam os vocais sobre um solo brilhante.

Lançando novamente uma obra-prima do Blues Rock, com vocais, solos e riffs nada menos do que sensacionais, Joe Bonamassa nos deixa mais uma vez esperando ansiosamente pela sua atuação com seus parceiros do Black Country Communion, lançamento previsto para Junho desse ano.

Nota: 9




Tracklist:

1. Slow Train
2. Dust Bowl
3. Tennessee Plates (feat. John Hiatt)
4. The Meaning Of The Blues
5. Black Lung Heartache
6. You Better Watch Yourself
7. The Last Matador Of Bayonne
8. Heartbreaker (feat. Glenn Hughes)
9. No Love On The Street
10. The Whale That Swallowed Jonah
11. Sweet Rowena (feat. Vince Gill)
12. Prisoner

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Van Der Graaf Generator - A Grounding In Numbers [Review]



Aguardado a tempos, A Grounding In Numbers foi lançado no dia 14/3, ou, tomando como base a língua inglesa, 3, 14. A data não foi escolhida por acaso, pois esses são os três primeiros dígitos do numeral pi (π). Além da arte da capa e da data de lançamento, são várias as referências 'matemáticas' do álbum. Na sugestiva Mathematics, por exemplo, temos várias menções a Identidade de Euler, o "poema matemático".

O álbum já é o segundo lançado como trio, depois da saída do saxofonista e flautista David Jackson em 2005. A sonoridade, tende portanto a ser mais parecida com Trisector, porém é melhor preenchida, demonstrando uma melhor adaptação à nova formação, e mais diversificada que o antecessor. Entre as 13 faixas do disco, podemos ver composições mais enérgicas e simplistas, que não ultrapassam a marca de 7 minutos. Portanto, não há nenhuma canção épica, uma das características da banda. The Quiet Zone/The Pleasure Dome de 77 é, além desse, o único com essa particularidade.

Os destaques ficam por conta de Bunsho, uma das poucas que enfatizam o trabalho nas guitarras de Peter Hammil, Mr. Sands com belos arranjos e a imponente All Over The Place, escolhida para o encerramento. Outras faixas interessantes são Smoke e 5533. Hugh Banton assume a guitarra na primeira e Guy Evans na seguinte.

A intensa repetição de determinados trechos faz com que o álbum se torne um pouco maçante em seu decorrer. Mesmo assim, A Grounding in Numbers não desvalorizará a carreira do grupo, mas também não acrescentará muito a mesma. É um álbum consistente e ao mesmo tempo diferente. Vale a pena conferir, pois ele tráz em si bons momentos e referências para a modernização do prog.

Nota: 8




Tracklist:

1. Your Time Starts Now
2. Mathematics
3. Highly Strung
4. Red Baron
5. Bunsho
6. Snake Oil
7. Splink
8. Embarassing Kid
9. Medusa
10. Mr. Sands
11. Smoke
12. 5533
13. All Over the Place

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terça-feira, 15 de março de 2011

Álbum da Semana: Fictionary - Lyle Mays

Mais conhecido como o fiel escudeiro do guitarrista Pat Metheny, o pianista/tecladista Lyle Mays sempre foi meio esquecido entre os grandes fãs de jazz. E a razão por esse "esquecimento" com certeza não é falta de talento, e Mays provou isso com o próprio Pat Metheny, sendo seu principal parceiro em composições.

Em 1992, Mays lançou seu terceiro disco solo, Fictionary, ao lado do baterista Jack DeJohnette e do baixista Marc Johnson. Contrariando as expectativas, Mays apostou na formação clássica do jazz (piano, baixo e bateria), e não investiu nos seus teclados, como de costume, deixando um pouco de lado a atmosfera elétrica do Pat Metheny Group e investindo num som mais acústico e suave, com delicadas tessituras sonoras repletas de sensibilidade

Um dos destaques do disco é a faixa de abertura, um tributo a Bill Evans, considerado um dos mais importante músicos de jazz da história, e inclusive tem o nome do músico como título. A canção soa como um verdadeiro e emocionante agradecimento ao pianista. Na faixa-título, Mays toca solo o seu piano durante os dois primeiros minutos, com o baixo e a bateria entrando em seguida, com destaque pra bateria de DeJohnette. Outros destaques do disco são as animadas Trio #1, Trio # 2 e Hard Eights, com Johnson roubando a cena, e as relaxantes Siena, Something Left Unsaid e On The Other Hand, esta com apenas Lyle no piano além de Falling Grace, música do baixista Steve Swallow e Where Are You From Today com sua delicada melodia.

Lyle Mays deixa claro com este disco que não é apenas o "músico que sempre acompanha Pat Metheny". Sem dúvida, a fama do guitarrista não se deve somente ao seu virtuosismo e originalidade, mas também à parceria com seu talentoso pianista.


Tracklist:

1. Bill Evans
2. Fictionary
3. Sienna
4. Lincoln Reviews His Notes
5. Hard Eights
6. Something Left Unsaid
7. Trio #1
8. Where Are You From Today
9. Falling Grace
10. Trio #2
11. On the Other Hand


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domingo, 13 de março de 2011

Tom Principato - A Part Of Me [Review]


A Part Of Me é o primeiro trabalho completamente autoral de Tom Principato. O guitarrista e vocalista que já acumula 40 anos de carreira, é famoso nos atuais circuitos de blues pelos seus shows fervorosos. Para a gravação do álbum ele se juntou a músicos de renome do Blues e do Jazz como Willie Weeks, Brian Augers, Chuck Leavell e Sonny Landreth.

A faixa de abertura, Don't Wanna Do It, ganha os ouvidos com o evidente trabalho de slide guitar de Landreth se sobrepondo à guitarra de Principato, que cria um brilhante pano de fundo acompanhado pelo órgão Hammond de Chuck Leavell.

Fundindo Blues e Soul em um feeling descomunal, algumas nunces vocais e um instrumental suave e intricado com direito a um riff de sax cativante e um belo solo de guitarras, Part Of Me é a balada que intitula o álbum.

Down The Road e Back Again And Gone, são duas faixas inteiramente instrumentais. A primeira conta com uma levada mais rápida e diversificada, com alguns toques de improviso. A segunda funciona como uma vitrine para Principato, com um timbre sutil, ela passeia por arranjos tradicionais e pelo jazz.

Homenageando a tradicional cultura musical de Nova Orlenas, Down In Lou'Siana é caótica e valoriza a liberdade dos músicos, criando um instrumental arrojado e agressivo, sem perder sua característica dançante.

Orientada mais ao rock e com bastante energia, a dobra simples, mas elegante de Stranger's Eyes e Stranger's Eyes Pt. 2 (também instrumental) encerra o álbum.

Apostando em um caminho já conhecido, Principato apresenta um trabalho seguro graças a sua vasta experiência acumulada em mais de 4 décadas. Suas composições junto a qualidade dos músicos envolvidos, tornam a obra agradável e de fácil assimilação, apesar do álbum acabar se tornando muito curto, com pouco menos de 40 minutos. Nada que desmeraça uma atenta audição.

Nota: 8


Tracklist:

Don’t Wanna Do It
Sweet Angel
Part Of Me
Down The Road
Down In Lou’Siana
Back Again And Gone
Stranger’s Eyes
Stranger’s Eyes Pt. 2

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terça-feira, 8 de março de 2011

Álbum da Semana: Stand! - Sly & The Family Stone

O grupo multi-racial liderado por Sly Stone é, sem dúvidas, um dos mais importantes e influentes da década de 1960. Além da sua apresentação inigualável no famoso festival de Woodstock e dezenas de hits, a Family Stone conseguiu reunir rock, soul, funk, psicodelia e protestar sobre o racismo.

Stand!, gravado em 1969 foi o ápice da criatividade da banda. A faixa homônima que também abre o play é singela, mas ao mesmo tempo, uma espécie de hino contra o conformismo. I Wanna Take You Higher e Don´t Call Me Nigher, Whitey são dois grandes clássicos, comandados por metais envolventes que tanto convidam para dançar quanto aumentam a tensão da música. ''Don´t Call Me Nigger...'' e o maior sucesso da banda, Everyday People defende a união das pessoas, independentemente de suas prefêrencias ou etnias, como diz a própria canção, ''Makes no difference what group I'm in. I am everyday people''.

As ensolaradas e dançantes Somebody´s Watching You, Sing e You Can Make It If You Try são o contrapeso perfeito para o heavy funk psicodélico de Sex Machine, uma faixa instrumetal com mais de dez minutos.

Sly Stone ainda produziram outros discos excelentes, como Thre´s A Riot Going On e Fresh, mas nenhum é tão primoroso quanto Stand!, uma das maiores refêrencias da música negra e um retrato otimista do fim da década mais revolucionária da história. Obrigatório!

Download

Tracklist:

1. Stand!
2. Don’t Call Me Nigger, Whitey
3. I Want to Take You Higher
4. Somebody’s Watching You
5. Sing a Simple Song
6. Everyday People
7. Sex Machine
8. You Can Make It If You Try

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domingo, 6 de março de 2011

Classic Albums: Cowboys From Hell - Pantera


Imagine bandas como Poison, Cinderella ou Ratt renegando tudo o que já fizeram e passando a fazer um som completamente avassalador, com uma distorção ensurdecedora e com seu vocalista urrando ferozmente. Sim, é totalmente inimaginável. Entretanto, não o foi para uns certos caras do Texas. O Pantera era mais uma dessas bandas de glam metal com visual extravagante, exibindo cabeleiras armadas no melhor estilo Slash/Bon Jovi... até a sua virada de mesa em 1990 com o clássico absoluto "Cowboys From Hell".

Coincidentemente, foi após a chegada de Phil Anselmo que as coisas começaram a tomar outro rumo. O vocalista entrou para a banda substituindo Terry Glaze, que não havia aceitado assinar contrato com uma gravadora ligada à Gene Simmons do Kiss, entrando assim em conflito com os demais membros e resultando na sua demissão. A estreia de Anselmo foi em "Power Metal", de 1988, ainda não revolucionário, mas já dando mostras do que viria futuramente. Mas o grande fator responsável pela transição radical foi a mudança de postura dos músicos. Dimebag Darrell conseguiu imprimir um timbre único para sua guitarra, tornando-se uma lenda; seu irmão, Vinnie Paul, sentava as baquetas com vontade e violência, sem falar que tinha uma grande técnica de bumbo; e Rex Brown mandava bases de baixo tão fortes e pesadas, que fazia com que Darrell não sentisse falta nenhuma de um companheiro para a guitarra rítmica.

O disco se transformou em uma pérola. Aliás, pérola é uma palavra sensível e inadequada para defini-lo, devido seu potente formato thrash. A cada faixa sente-se a fúria groove esmagadora pulsando em suas caixas de som. Darrell apresentou-se como um gênio ao criar solos tão complexos e ao mesmo tempo era uma fábrica de riffs. Como não enlouquecer com os riffs de Domination (um desfile deles), Heresy e da faixa-título? Além delas, ainda temos petardos como Message In Blood, Psycho Holiday e a magnífica Cemetery Gates, uma viagem extasiante ao longo dos seus sete minutos de duração.

Capa do single "Cemetery Gates", de 1990

Mas qual foi a verdadeira importância histórica de Cowboys From Hell? Bem, foi nos anos 90 que surgiram e explodiram movimentos como o rock alternativo, o hard rock "farofa" e principalmente o grunge, ocupando os holofotes e jogando o metal/rock tradicional um pouco no ostracismo. Tanto é que bandas gigantes como Judas Priest, Motörhead, Metallica, Megadeth, AC/DC, Iron Maiden e tantas outras passaram seus piores momentos nessa exata década (com exceção de alguns discos como Painkiller e Rust In Peace que sairam já bem no início), após brilharem intensamente nos anos 70 e 80. Enquanto isso, o Pantera fazia o caminho inverso, vindo de uma fase mal sucedida para o reconhecimento mundial em meio às novas linhas musicais. Nisso consiste o legado do Pantera, em manter viva a chama do heavy metal, em produzir um disco tão ousado e agressivo numa época adversa para tal.

E para comemorar os 20 anos deste trabalho, em 2010 a banda (agora infelizmente extinta devido ao trágico assassinato de Dimebag) resolveu lançar uma versão tripla do álbum para colecionadores. O primeiro CD é uma remasterização de todas as faixas; o segundo traz apresentações ao vivo nos EUA e em Moscou (Alive In Hostile); e o terceiro agrupa demos das músicas, além da canção The Will To Survive, gravada durante as sessões do álbum (confira ela no vídeo abaixo), trazendo um som que distoa um pouco do resto do disco em termos de peso, pegando mais para um lado hard rock bem groove.



Produzido por Terry Date e editado pela gravadora Atco Records, que pela primeira vez trabalhava com a banda, Cowboys From Hell alcançou em 1993 o disco de Ouro e em 1997 o disco de Platina por chegar a 1 milhão de cópias vendidas só nos EUA. O sucesso comercial também levou a galgar a posição 117 na Billboard 200, a posição 27 na Top Heatseekers e a ficar em oitavo na Catalog Albums.

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Tracklist:

Cowboys From Hell
Primal Concrete Sledge
Psycho Holiday
Heresy
Cemetery Gates
Domination
Shattered
Clash With Reality
Medicine Man
Message In Blood
The Sleep
The Art Of Shredding


Integrantes:

Phil Anselmo - Vocalista
Dimebag Darrell - Guitarrista e vocal de apoio
Rex Brown - Baixista
Vinnie Paul - Baterista

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terça-feira, 1 de março de 2011

Álbum da Semana: Fire Down Under - Riot


Natural de New York, o Riot foi fundado em 1975 pelo guitarrista Mark Reale e o baterista Peter Bitelli.
Lançado em 1981, Fire Down Under foi um álbum marcante na extensa carreira do grupo que já conta com 13 álbuns de estúdio e diversas mudanças de formação.

Na época, a banda possuia um contrato com a Capitol Records, gravadora ao qual o relacionamento se tornava cada vez mais desgastado com o Riot. Relacionamento que se tornou ainda pior durante o lançamento do terceiro álbum da banda, Fire Down Under.
Após ouvir o resultado final pela primeira vez, a Capitol considerou o álbum "pesado demais", portanto
iniviável comercialmente. Além de se negar a lançar o álbum, a gravadora não permitiu que a banda rescindisse seu contrato, dizendo que se eles desejassem se ver livres do contrato teriam que processá-los.
Os produtores Billy Arnell e Steve Loeb organizaram uma campanha com fãs do mundo inteiro, especialmente no Reino Unido, e fizeram vários protestos em frente a escritorios da EMI Records (gravadora ao qual a Capitol pertence). Com toda a pressão, a banda conseguiu se livrar do antigo contrato e assinou um novo com a Elektra Records, que imediatamente lançou o álbum no mercado, figurando no Top 100 da Billboard e se tornando o maior sucesso comercial do Riot.

Este também foi o último disco da banda a contar com o vocalista Guy Speranza, que deixou a banda por não conseguir conciliar suas crenças religiosas ao seu papel como músico. Guy faleceu em 2003 devido a um câncer no pâncreas.

Todo o esforço para o lançamento valeu a pena devido à enorme qualidade musical de Fire Down Under. Cativante do ínicio até o fim o Hard Rock/Heavy Metal da banda também dá espaço para uma pegada NWOBHM (mesmo a banda sendo americana).
Energético e emblemático, este trabalho é sem dúvidas uma excelente pedida para qualquer fã do estilo.

DOWNLOAD

Tracklist:
 1. Swords And Tequila
 2. Fire Down Under
 3. Feel The Same
 4. Outlaw
 5. Don't Bring Me Down
 6. Don't Hold Back
 7. Altar Of The King
 8. No Lies
 9. Run For Your Life
10. Flashbacks
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Álbum da Semana: Argus - Wishbone Ash

Lançado em 1972, Argus foi o terceiro álbum da carreira do Wishbone Ash e, sem dúvidas, o mais popular. Contando com Derek Lawrence e Martin Birch nos processos de produção, o disco recebeu ótimas críticas na época de seu lançamento, assim como, atualmente, é também bastante aclamado.

Percorrendo o Folk, o Prog e o Hard o álbum exerceu grande importância no desenvolvimento das twin guitars, através do preciso trabalho de Andy Powell e Ted Turner nas 6 cordas.

Logo na primeira faixa, Time Was, já é notável a incursão do som do grupo nos três estilos citados anteriormente: inicia-se com uma levada sutil, torna-se mais pesada e swingada e depois mergulha em extensos e poderosos solos de guitarra. Sometime World, segunda faixa, também segue uma estrutura semelhante a faixa anterior, porém com um caráter mais intimista e melódico. Em Blowin' Free, diferentemente de todas as outras faixas que contém os vocais feitos por Martin Turner/Andy Powell ou Martin Turner/Ted Turner, Martin Turner e os dois guitarristas cantam juntos.

Argus é considerada a obra-prima da banda e ponto de referência para qualquer grupo que queira ter em sua música a grandeza de duas guitarras bem entrosadas.


Tracklist:

Time Was
Sometime World
Blowin' Free
The King Will Come
Leaf and Stream
Warrior
Throw Down the Sword

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Álbum da Semana: Mind Abduction - Nox Eterna


Nox Eterna é uma banda brasileira de Heavy Metal que está na ativa desde o ano de 1996, porém, devido às dificuldades que existem na cena do gênero no país, só veio a lançar o seu debut, Mind Abduction, em 2009.

Ao ouvir o álbum, você pode automaticamente ser levado direto aos anos 80, época em que os grandes titãs do heavy tradicional imperavam em sua melhor forma. Isso se deve porque o som da banda é totalmente calcado no metal oitentista, principalmente no gigante Iron Maiden, aparentemente sua maior influência (o que se percebe com as melodias de cada riff e solo). O trabalho de cada membro soa muito bem, com guitarras em boa sintonia, um baixo com pegada, bateria no ritmo certo e o vocal muito bem encaixado. Fazem um som compassado e cheio de energia.

A excelente Corporate Mind Abduction abre muito bem num ritmo característico, trazendo um refrão bastante à la Maiden. 10.000 Points Of Light se destaca pela grande sequência de solos, são mais de dois minutos seguidos só neles. A maior faixa, On And On, é também a melhor, a mais trabalhada e a que tem mais cara de Nox Eterna, uma "meia balada" com ótima melodia. Novamente caminhando sobre o heavy tradicionalíssimo, Behind e ...And Lost My Will To Live trazem mais solos de muita inspiração. Para o final foi deixada a mais pesada, Flirting With The Devil, para finalizar com muita competência.

Esta é mais uma ótima banda surgindo, em meio à dificuldades é claro, mas com boas idéias para mostrar. Faz parte do nosso metal nacional e deverá, com a sequência de discos, ganhar mais espaço na mídia e nos palcos. Indicado.


Tracklist:

Abd#666
Corporate Mind Abduction
10.000 Points Of Light
On And On
Behind
Lady In White
A Romantic Act Of Tragedy
...And Lost My Will To Live
Flirting With The Devil


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