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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Classic Albuns: Reign Blood - Slayer

Depois de Show No Mercy e Hell Waits (dois bons discos), a saída do Slayer da Metal Blade Records para a Def Jam preocupou os fãs, que temiam que a banda aliviasse o sem som pesado em uma gravadora que estava lançando bandas de rap como Run DMC e Beastie Boys. Mas foi justamente o oposto: naquele ano o Slayer gravou o melhor trabalho de sua carreira e definiu o som do trash metal com apenas dez furiosos clássicos e em menos de meia hora.

Reign Blood foi a estréia de Rick Rubin na produção de um disco de rock. E que estréia! Rubin conseguiu dar voz a todos os instrumentos sem tirar o aspecto sujo e violento, e alguns boatos dizem que o eterno grito de Tom Araya em ''Angel Of Death'' foi sugestão de Rubin. "Após ouvir Reign In Blood, eu ficava dizendo que queria um som igual nos nossos discos. Nunca tinha ouvido um disco tão cristalino.", declarou Lars Ulrich, o baterista e dono do Metallica. E Kerry King completa: ''Ninguém nunca tinha ouvido uma produção tão bom disco desse estilo. Era como wow-você pode ouvir tudo, e esses caras não estão só tocando rápido; as notas estão no tempo.''

Todos os integrantes do Slayer eram fãs de hardcore rápido e seco (o que foi provado mais tarde com o disco-tributo Undisputed Attitude). Hanneman disse que o grupo andava ouvindo Metallica e Megadeth, mas que achou a repetição de riffs cansativa. Então eles perceberam que podiam cortar algumas partes das músicas e fazer um disco muito mais intenso. Quando terminaram de gravar, a banda encontrou-se com Rick Rubin, que os perguntou: ''Vocês tem noção do qual curto é?'' e os rapazes responderam: ''E daí?!''.

Capa do único single, ''Postmortem''

A ilustração túrbida e diabólica criada por Larry Carroll - que trabalharia com a banda novamente criando as capas de South of Heaven, Season In The Abyss e a polêmica Christ Illusion - fez com que a CBS se recusasse a distribuir o LP, ficando a cargo da Geffen. Os músicos também foram acusados de nazismo devido à má interpretação de ''Angel Of Death'', que fala sobre o médico Joseph Mengele e suas experiências em humanos nos campos de concentração. Isso somado ao fato de Jeff Hanneman, autor da letra, colecionar artigos da segunda grande guerra e usar uma cruz em sua jaqueta durante os shows atrapalhou no agendamento de shows e fez com que o álbum não recebesse nenhuma divulgação nas rádios. Mesmo sem nenhum apoio da grande mídia, o disco foi o primeiro da banda a entrar no top 200 da Billboard, alcançando a 97ª posição e a 47ª colocação no Reino Unido.

A qualidade de Reign Blood é certificada até por quem não é fã de metal extremo. O renomado crítico Robert Christgau já assumiu que não gosta de alguns gêneros músicais, entre ele o heavy metal, mas avaliou bem o clássico do Slayer, B-. A Pianista Tori Amos fez uma versão quase irreconhecível da épica faixa título em seu disco Strange Little Girls, de 2001. Kerry King disse que ouviu o cover e só percebeu que era ''Reign Blood'' depois de um minuto e meio de música.A crítica ao álbum foi só elogios. A Styluss Magazine disse que era ''o melhor disco de metal de todos os tempos''; a Kerrang! disse que era ''o álbum mais pesado já lançado''.

Em 2004 a banda fez um turnê onde tocava o na íntegra, resultando no DVD Still Reigning, prova viva de que a música crua e direta do Slayer, aperfeiçoada e ainda mais raivosa em Reign Blood com músicas curtas e explosivas que não dão trégua para o pescoço do ouvinte. Uma verdadeira revolução no modo de se fazer e de se ouvir heavy metal.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Classic Albuns: Dark Side Of The Moon - Pink Floyd

Anciosos para se desprender da densa nuvem do rock psicodélico, o Pink Floyd se reuniu na cozinha do baterista Nick Mason e fez uma lista de coisas que os preocupavam; entre elas, dinheiro, morte, tempo e loucura. Todas essas questões foram combinadas e criou-se uma música, intitulada Eclipse (A Piece For Assorted Lunatics), que foi tocada durante um anos nas apresentações da banda.

Quando os quatro jovens ingleses entraram no lendário estúdio Abbey Road em junho de 1972, já sabiam que iriam fazer um disco com um tema (naquela época não havia o termo ''disco conceitual'') e que falasse sobre as pressões de viver no mundo moderno, mas que fosse, simultaneamente, pop e que pudesse ser cantado por multidões; afinal de contas, como disse o próprio Roger Waters, ''ainda tinha um objetivo comum, que era ficar rico e famoso''.

Desde a trágica saída de Syd Barret, fundador e principal compositor da banda, em 1968, o Pink Floyd fez músicas abordando a loucura, de certa forma, inspirados pelos acontecimentos com o ex-colega de banda. A quase esquizofrênica Echoes, retrata bem isso com os versos ''Estranhos passando na rua/Dois olhares se cruzam acidentalmente/ Eu sou você e o que eu vejo sou eu. Essa influência iria aparecer mais tarde em Wish You Were Here e é parte crucial do enredo de Dark Side Of The Moon.

Um fator que chama atenção no álbum é a sua notável capacidade de harmonizar extremos: enquanto Money, um blues rock com solo de sax, era o primeiro hit single do Floyd, On The Run foi uma das primeiras tentativas de se fazer música do futuro, com sons de carros espaciais, batimentos cardíacos, gritos e passos, que iam aumentando a velocidade até ser tudo finalizado numa grande explosão. Essa canção foi feita em um sintetizador VCS3 por David Gilmour e Roger Water após o guitarrista tocar uma sequência nesse teclado. Waters gostou do som e foi acelerando a velocidade e adicionando efeitos sonoros. Poucos sabem, mas On The Run deriva de uma música que a banda tocava em shows antes do Dark Side. Ela era chamada The Travel Section, uma jam entre o guitarrista Gilmour e o tecladista Richard Wright. Apesar dessa versão primitiva ser excelente, os integrantes a viam apenas como uma ponte entre Breathe, uma cópia descarada de Down By The River, de Neil Young e Time; essa insatisfação foi embora após a criação de On The Run.

Time, por sua vez, formada uma composição fria de Waters, com a reflexiva linha ''Aguentando um desespero quieto é o jeito inglês'' e um dos maiores solos de guitarra do conjunto inglês, recheado de feeling, é uma das músicas mais emblemáticas do clássico. Aqui as virtudes da produção são mais notáveis, com vários relógios alarmando em uníssono. Vale lembrar que em 1971 não haviam os mesmos artifícios tecnológicos que estão disponível nos estúdios de hoje em dia.

Cinco mulheres fizeram os backing vocals em diversas faixas do disco, mas apenas uma foi genial: Clare Torry, que improvisou sobre a apoteótica The Great Gig In The Sky e acabou se tornando uma das maiores performances vocais da história da música. Us And Them é outro ponto alto; um belíssimo tema com instrumental criado pro Richard Wright, um grande admirador de Jazz, para o filme Zabriskie Point, mas que foi rejeitada pelo diretor Michelangelo Antonioni por ser ''muito triste''.

As enigmáticas Brain Damage, frequentemente chamada de ''Lunatic Song'' durante as sessões de gravações e Eclipse encerram o disco. Nesta última, é ouvido batimentos cardíacos, que tabém abrem a audição na intro Speak To Me, e uma voz, dizendo ''não há lado escuro da lua, na verdade. De fato, é tudo escuro''. Essa voz é do porteiro do estudio Abbey Road, Jerry ODriscoll. Outras pessoas foram entrevistadas, incluindo Paul McCartney, sendo que este não teve sua entrevista publicada por conter respostas demasiadamente cautelosas. Nessas conversas, eram feitas das mais variadas perguntas; Roger Waters lembra que começavam com ''qual a sua cor preferida?'' e ia até ''quando foi a última vez que você ficou violento? Você tinha razão?'' ''você já pensou que pode enlouquecer?''.

Roger Waters em 1972. Quando perguntado sobre o Dark Side, ele respondeu: ''Este disco era uma expressão de empatia política, filosófica e humanitária que estava louca pra sair.''

Dark Side Of The Moon ficou 741 semanas nas paradas, vendeu 45 milhões de cópias e é o terceiro disco mais vendido do mundo, perdendo apenas para Thriller (Michael Jackson) e Back In Black (AC/DC). Ele não é apenas o melhor disco de uma banda clássica, é uma das maiores manifestações culturais; levou a música underground e o rock progressivo de maneira geral ao mainstream com um disco de temas pesados e indigestos com uma sonoridade ambígua: apresenta os valores da música pop mas também pode criar novos caminhos em sua mente.

DOWNLOAD

Tracklist:

01 - Speak to me
02 - Breathe
03 - On the run
04 - Time
05 - The great gig in the sky
06 - Money
07 - Us and them
08 - Any colour you like
09 - Brain damage
10 - Eclipse

domingo, 6 de março de 2011

Classic Albums: Cowboys From Hell - Pantera


Imagine bandas como Poison, Cinderella ou Ratt renegando tudo o que já fizeram e passando a fazer um som completamente avassalador, com uma distorção ensurdecedora e com seu vocalista urrando ferozmente. Sim, é totalmente inimaginável. Entretanto, não o foi para uns certos caras do Texas. O Pantera era mais uma dessas bandas de glam metal com visual extravagante, exibindo cabeleiras armadas no melhor estilo Slash/Bon Jovi... até a sua virada de mesa em 1990 com o clássico absoluto "Cowboys From Hell".

Coincidentemente, foi após a chegada de Phil Anselmo que as coisas começaram a tomar outro rumo. O vocalista entrou para a banda substituindo Terry Glaze, que não havia aceitado assinar contrato com uma gravadora ligada à Gene Simmons do Kiss, entrando assim em conflito com os demais membros e resultando na sua demissão. A estreia de Anselmo foi em "Power Metal", de 1988, ainda não revolucionário, mas já dando mostras do que viria futuramente. Mas o grande fator responsável pela transição radical foi a mudança de postura dos músicos. Dimebag Darrell conseguiu imprimir um timbre único para sua guitarra, tornando-se uma lenda; seu irmão, Vinnie Paul, sentava as baquetas com vontade e violência, sem falar que tinha uma grande técnica de bumbo; e Rex Brown mandava bases de baixo tão fortes e pesadas, que fazia com que Darrell não sentisse falta nenhuma de um companheiro para a guitarra rítmica.

O disco se transformou em uma pérola. Aliás, pérola é uma palavra sensível e inadequada para defini-lo, devido seu potente formato thrash. A cada faixa sente-se a fúria groove esmagadora pulsando em suas caixas de som. Darrell apresentou-se como um gênio ao criar solos tão complexos e ao mesmo tempo era uma fábrica de riffs. Como não enlouquecer com os riffs de Domination (um desfile deles), Heresy e da faixa-título? Além delas, ainda temos petardos como Message In Blood, Psycho Holiday e a magnífica Cemetery Gates, uma viagem extasiante ao longo dos seus sete minutos de duração.

Capa do single "Cemetery Gates", de 1990

Mas qual foi a verdadeira importância histórica de Cowboys From Hell? Bem, foi nos anos 90 que surgiram e explodiram movimentos como o rock alternativo, o hard rock "farofa" e principalmente o grunge, ocupando os holofotes e jogando o metal/rock tradicional um pouco no ostracismo. Tanto é que bandas gigantes como Judas Priest, Motörhead, Metallica, Megadeth, AC/DC, Iron Maiden e tantas outras passaram seus piores momentos nessa exata década (com exceção de alguns discos como Painkiller e Rust In Peace que sairam já bem no início), após brilharem intensamente nos anos 70 e 80. Enquanto isso, o Pantera fazia o caminho inverso, vindo de uma fase mal sucedida para o reconhecimento mundial em meio às novas linhas musicais. Nisso consiste o legado do Pantera, em manter viva a chama do heavy metal, em produzir um disco tão ousado e agressivo numa época adversa para tal.

E para comemorar os 20 anos deste trabalho, em 2010 a banda (agora infelizmente extinta devido ao trágico assassinato de Dimebag) resolveu lançar uma versão tripla do álbum para colecionadores. O primeiro CD é uma remasterização de todas as faixas; o segundo traz apresentações ao vivo nos EUA e em Moscou (Alive In Hostile); e o terceiro agrupa demos das músicas, além da canção The Will To Survive, gravada durante as sessões do álbum (confira ela no vídeo abaixo), trazendo um som que distoa um pouco do resto do disco em termos de peso, pegando mais para um lado hard rock bem groove.



Produzido por Terry Date e editado pela gravadora Atco Records, que pela primeira vez trabalhava com a banda, Cowboys From Hell alcançou em 1993 o disco de Ouro e em 1997 o disco de Platina por chegar a 1 milhão de cópias vendidas só nos EUA. O sucesso comercial também levou a galgar a posição 117 na Billboard 200, a posição 27 na Top Heatseekers e a ficar em oitavo na Catalog Albums.

Para baixar o álbum, basta clicar AQUI, caso já seja cadastrado no fórum Metal Is The Law.


Tracklist:

Cowboys From Hell
Primal Concrete Sledge
Psycho Holiday
Heresy
Cemetery Gates
Domination
Shattered
Clash With Reality
Medicine Man
Message In Blood
The Sleep
The Art Of Shredding


Integrantes:

Phil Anselmo - Vocalista
Dimebag Darrell - Guitarrista e vocal de apoio
Rex Brown - Baixista
Vinnie Paul - Baterista

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Classic Albums: Highway To Hell - AC/DC


Quando se pensa em Rock N' Roll, a primeira palavra que vem em sua cabeça, provavelmente, é AC/DC. Pois bem, falando nos australianos, neste post vamos tratar da sua obra propulsora, Highway To Hell.

O ano era o de 1979, o rock em plena efervescência. O AC/DC já havia lançado no mercado alguns discos de grande qualidade como Let There Be Rock (1977) e Powerage (1978), começava a galgar lugar de destaque no cenário, abrindo concertos de bandas como Black Sabbath, Aerosmith e Kiss. Até que em Julho deste derradeiro ano da década de 70, Highway To Hell estava pronto e preparado para alavancar a ascensão definitiva da banda.

O disco emplacou vários hits como a faixa título, Touch Too Much e If You Want Blood. As letras falavam principalmente sobre mulheres, bebida e luxúria, como é o caso da já citada Touch Too Much, Girls Got Rhythm e Walk All Over You. Musicalmente apresentou elementos de rock puro; heavy metal que surgira das mãos criadoras do Sabbath e outros; e blues, juntando tudo num caldeirão e formando um som fervente e inovador, animado e empolgante. Nele há uma amostra da potência vocal de Bon Scott e o porque de ser considerado um dos maiores cantores da história do rock. A cozinha é simples e fica no básico. Nas guitarras, os irmãos Young também não são dois dos mais virtuoses, porém a eficiência de Malcolm com os riffs e bases e a forma com que Angus coloca a alma na música compensam qualquer falta de incríveis habilidades. A tonalidade deste álbum vai de rock frenético à melodias sensuais como a de Night Prowler (curiosamente encerrada com Scott pronunciando a frase "Shazboz nano-nano", uma expressão do TV show "Mork and Mindy" do ator Robin Williams). É inegável a influência da banda e dessa obra, milhões de músicos estão aí para comprovar isso.

Highway To Hell marcou também a entrada de um novo responsável pela produção. Originalmente, quem começou capitaneando o projeto foi o renomado produtor de rock Eddie Kramer, mas Kramer e a banda não chegaram a um consenso sobre alguns métodos de gravação. O posto acabou passando para o então novato na área, Robert John "Mutt" Lange, que devido ao sucesso do álbum, foi mantido para os consagrados "Back In Black" e "For Those About To Rock Salute You". As principais contribuições de Lange para o som do quinteto foi aumentar um pouco os decibéis, principalmente para a bateria de Phil Rudd, além de dar mais espaço tanto para Bon Scott quanto para os vocais de apoio de Malcolm Young e Cliff Williams, ouvidos abundantemente nos refrões.

Capas dos singles Girls Got Rhythm (1979) e Touch Too Much (1980)

Entretanto, dois acontecimentos marcaram negativamente essa era. O primeiro deles é que o álbum não repercutiu somente no campo da música, mas também na área do ocultismo e da religião. O quinteto recebeu muitas acusações de satanismo, muito pela letra de Highway To Hell (Autoestrada Para o Inferno) que supostamente (segundo fanáticos religiosos) fazia apologia ao demônio, quando na verdade a música é uma metáfora ao desejo de acabar com os valores ultrapassados da sociedade, um grito de uma juventude que queria mais liberdade e menos regras. E não parou por aí; a gota d'água foi a história do serial killer Richard Ramirez, grande fã dos australianos. Ramirez costumava vestir uma camisa do AC/DC quando cometia seus crimes, chegando inclusive a deixar um chapéu da banda no local onde atacou uma de suas vítimas. Durante seu julgamento, ele murmurava "Hail Satan" e exibiu o pentagrama gravado na sua palma da mão. Também foi alcunhado de Night Stalker (Perseguidor da Noite), claramente devido ao fato de que sua música favorita era Night Prowler. Tudo isso gerou uma imagem extremamente negativa para o AC/DC, que mais tarde alegou que a referida música falava sobre um rapaz que entrava furtivamente no quarto de sua namorada, sem os pais da garota saberem. De qualquer forma, tiveram que encarar protestos de pais durante seus concertos em Los Angeles, na época. O resultado foi que a sigla AC/DC logo recebeu um falso significado pelos puritanos de plantão: Anti Christ/Devil's Children (Anti-Cristo/Filhos do Demônio). A origem do nome, na realidade, veio das iniciais da parte de trás de uma máquina de costura da irmã mais velha dos Young, significando alternating current/direct current (corrente alternada/corrente contínua).

A outra baixa foi a morte de Bon Scott, em fevereiro de 1980. Consta que Scott passou a noite inteira na bebedeira em Londres, sendo declarado morto no dia seguinte, devido a intoxicação por álcool. Apesar da enorme perda, o grupo decidiu continuar com o então novo vocalista, Brian Johnson, marcando uma nova era para o AC/DC.

Mesmo com essas indesejáveis ocorrências, "Highway To Hell" ficou gravado na história e obteve importantes marcas: foi o primeiro álbum da banda a entrar no top 100 Americano, com o 17° lugar; é o 58° colocado na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame; e alcançou o n° 199 na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista especializada Rolling Stones. Sem contar que sua canção título é uma das mais tocadas nos funerais que ocorrem na Austrália!

Para baixar esse clássico imperdível, você deve ser cadastrado no nosso fórum. Se já é, basta clicar AQUI.


Tracklist:

Highway To Hell
Girls Got Rhythm
Walk All Over You
Touch Too Much
Beating Around The Bush
Shot Down In Flames
Get It Hot
If You Want Blood (You've Got It)
Love Hungry Man
Night Prowler


Integrantes:

Bon Scott - Vocalista
Angus Young - Guitarrista
Malcolm Young - Guitarrista e vocal de apoio
Cliff Williams - Baixista e vocal de apoio
Phil Rudd - Bateria

sábado, 27 de novembro de 2010

Classic Albums: Piece Of Mind - Iron Maiden

No dia 16 de maio de 1983, chegava às lojas Piece Of Mind, o quarto disco de estúdio, um dos melhores, e certamente, o mais representativo do Iron Maiden. A pressão em cima da banda para lançar esse disco era imensa, pois depois de uma sequência de obras primas da música pesada - Iron Maiden, Killers e The Number Of The Beast -, todos estavam esperando anciosamente pelo próximo movimento do grupo de Steve Harris.

O baterista Clive Burr foi substituído por Nicko McBrain, que era baterista da banda Trust e também trabalhava como Eddie em alguns shows da banda. A primeira aparição de Nicko na banda, foi vestido de Eddie. Clive tinha se machucado e havia uma apresentação em um programa de TV. Nicko o substituíu e foi ficando na banda até hoje. A mudança foi positiva para o grupo, e isso fica claro em Piece Of Mind, a melhor performance de bateria de McBrain, com temas como The Trooper e Where Eagles Dare, a melhor faixa de abertura do Maiden ?

O álbum também marca o debut de Bruce Dinckinson como compositor, nas faixas Flight Of Icarus, Die Whit Your Boots On, Sun And Steel e Revelations. Todas escritas com o guitarrista Adrian Smith, com exceção da última, que tem uma bela letra, como se fosse um apelo, um pedido de socorro a Deus. Essa música caiu muito bem na época, já que acusações de satanismo aparecer, principalmente depois do The Number Of The Beast - álbum anterior ao Piece Of Mind.

A capa do disco mostra Eddie após uma cirurgia de lobotomia (usada antigamente em pessoas com graves casos de esquizofrenia), e o título Piece Of Mind é um trocadilho a expressão ''Peace Of Mind'' (paz de espírito) - existe até músicas do Boston e Bee Gees com esse nome.

Banda após show da turnê do álbum

Em Piece Of Mind encontramos o Maiden em seu auge. Todos os instrumentos se encaixam perfeitamente, e com o ápice da carreira vocal de Bruce Dinckinson. Essas características ficam em evidência ao ouvirmos Where Eagles Dare, Sun And Steel, Quest For Fire e Die Whit Your Boots On. Além disso, temos uma das melhores músicas do Iron: The Trooper, com um dos melhores riffs de guitarra da banda aliado a um baixo galopante e um refrão fácil. Essa melodia que fica na cabeça transformou The Trooper em um hino, obrigatória nos shows da banda até hoje.

Os dois singles do clássico

A música foi sigle do disco, juntamente com Flight Of Icarus, que reza a lenda, que Steve Harris queria que fosse mais pesada, mas a vontade de Dinckinson de que ela puxassem um pouco mais para o lado radiofônico venceu, e foi outra a virar hit da época.

A importância e qualidade de Piece Of Mind é tão grande, que em 2006, a Vitamin Records lançou o disco The Hand Of Doom Orchestra, que toca todas as músicas do classic album (algumas com cortes) usando violinos, violoncelos, harpas, tímpanos e etc. Tudo isso sem excluir os solos geniais e sem ignorar o peso de Piece Of Mind.

Se você ainda não ouviu o Piece Of Mind, ou o seu tributo orquestrado, clique nos links abaixo, faça o download e desfrute dessa obra prima da música pesada:

Piece Of Mind (1983)

The Hand Of Doom Orchestra Plays Iron Maiden´s Piece Of Mind: A Orchestral Tribute

Lembramos que para baixar os discos, é necessário se cadastrar no fórum para fazer os downloads. Aproveite para debater sobre o Maiden e outras bandas de Rock e Metal.

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