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domingo, 19 de junho de 2011

Black Country Communion - 2 [Review]


Há menos de um ano atrás, o Black Country Communion apresentava ao mundo o seu ótimo debut, "Black Country", conseguindo uma ótima repercussão tanto com os fãs quanto com a mídia especializada. Logo a banda voltou ao estúdio para gravar um novo álbum, intitulado apenas de "2". Para aqueles que ainda não sabem, o Black Country Communion é uma banda formada por Glenn Hughes (baixo, vocal), Joe Bonamassa (guitarra, vocal), Derek Sherinian (teclado) e Jason Bonham (bateria), ou seja, a soma de músicos deste calibre e a amostra que tivemos em "Black Country" tornou iminente a qualidade musical esperada em "2", provando novamente que o Black Country Communion não veio apenas para dar mais volume à lista dos chamados "supergrupos".

No geral, não houveram grandes mudanças no estilo do Black Country, é em sua maior parte o mesmo Hard/Blues Rock presente no primeiro disco, porém o que fica claro logo de cara é que há uma melhor distribuição instrumental em "2", especialmente em relação aos teclados de Derek Sherinian, que deixaram de servir apenas como plano de fundo e se tornaram muito mais presentes nas composições. Não é necessário ir muito longe para perceber isso, basta conferir a primeira faixa, The Outsider, uma paulada perfeita para abrir o disco e que conta com solos de teclado no melhor estilo Deep Purple.

Há algumas fortes influências do Led Zeppelin, seja nos riffs de guitarra ou na forma de tocar de Jason Bonham, que se assemelha a forma que seu pai (John Bonham) tocava. Porém, o que deixará os fãs de Led Zeppelin realmente interessados é a música Save Me, que é uma espécie de faixa inacabada do Zeppelin. Jason começou a compor a música com Jimmy Page e John Paul Jones na época do show de reunião do Led Zeppelin em 2007. O baterista pegou a ideia inicial da canção e terminou de escrevê-la com seus companheiros de banda, o resultado está presente em "2".

Glenn Hughes novamente rouba a cena com seu baixo pulsante e a potência impressionante de sua voz, dando um show de técnica vocal e interpretação, seja em faixas mais agressivas como Man in the Middle (confira o clipe da música aqui) ou em outras mais melancólicas como Little Secret. Esta última, uma música mais bluseira onde Joe Bonamassa simplesmente faz a guitarra chorar. O guitarrista também assume os vocais principais em duas faixas, The Battle for Hadrian's Wall e An Ordinary Son, duas músicas que conseguem se sobressair por suas atmosferas diferenciadas do restante do álbum. Porém, o ápice chega na faixa final, a dramática e viajante Cold.

Pela segunda vez seguida, o Black Country Communion brinda os fãs do bom e velho Rock 'n Roll com um trabalho que resgata o tipo de sonoridade que muitos sentiam falta. Mais uma vez a banda cumpre o que se propõe a fazer com maestria, portanto se você gostou do primeiro não hesite em ir atrás de "2" e aumentar o volume!

Nota: 9,5


Tracklist:
01. The Outsider
02. Man In The Middle
03. The Battle For Hadrian's Wall
04. Save Me
05. Smokestack Woman
06. Faithless
07. An Ordinary Son
08. I Can See Your Spirit
09. Little Secret
10. Crossfire
11. Cold

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 5

O ano de 2010 vai se acabando e deixando a sensação de que a música continua firme e forte, lançando diversos músicos competentíssimos, de muita qualidade e criatividade.

Se um top 20 de melhores álbuns do ano ainda deixaria um tanto de bons trabalhos de fora, um top 10 é quase martirizante de se fazer. Na minha lista, entraram e sairam vários álbuns, por várias vezes, e quando eu achava que ela estava finalmente pronta, tinha que fazer mais alguma mudança.

Tive que deixar bandas e álbuns que gosto muito de fora, mas estou satisfeito com o produto final. Então, confira abaixo a última lista de "Melhores de 2010" pelo Metal Is The Law, e não se esqueça de comentar, mesmo que a lista destoe da sua opinião.

Lista elaborada por Douglas Paraguassú



10°) Witchkrieg - Witchery

Álbum super pesado mas com muito mais qualidade do que um "death metal podrão". Aqui você encontra riffs beirando o thrash metal e solos habilidosos, com direito a participações especiais de Kerry King (Slayer), Gary Holt e Lee Altus (Exodus) e Hank Shermann (ex-Mercyful Fate). É o melhor álbum da carreira do Witchery.


9°) The Seraphic Clockwork - Vanden Plas

Metal Progressivo competentíssimo do Vanden Plas, mostrando que sabe o que faz ao trabalhar com um estilo musical tão difícil. Álbum cheio de melodia e momentos de ápice.


8°) Blood Of The Nations - Accept

Por incrível que pareça, eu detestei esse álbum nas primeiras vezes que eu ouvi, quando foi lançado. Mas como eu vi a quantidade de elogios que "Blood Of The Nations" estava recebendo, resolvi por ele para tocar mais vezes e percebi o enorme erro que cometi ao renegá-lo. O Accept simplesmente produziu uma das maiores obras-primas de sua carreira.


7°) Axioma Ethica Odini - Enslaved

O Enslaved produziu um grande disco. Músicas marcadas por incríveis guturais, passagens acústicas, melodia e peso. Para quem é fã de música pesada, vale a pena ouvir.


6°) Sting In The Tail - Scorpions

Encerram a longa estrada com esse álbum, mas ao menos encerram por cima. O Scorpions foi mais uma banda que produziu um dos melhores discos de sua discografia. Hard rock que muitas vezes lembra a história gloriosa dos alemães, repleto de músicas realmente poderosas.


5°) The Fallen Grace - The Archetype

Os italianos do The Archetype fizeram um álbum sensacional. Uniram vocais guturais e vocais limpos, partes melódicas surpreendentes, músicas fortes e baladas formidáveis, inclusive uma delas cantada na língua nativa dos músicos. Agora, foi só eu que vi na capa a bandeira da Itália na janela?


4°) Black Country - Black Country Communion

Aí está um supergrupo para dar o que falar e muito o que ouvir. Músicos de qualidade desconhecida por muitos como Bonamassa e Jason Bonham (ainda tinha que honrar o nome) se uniram aos aclamados Derek Sherinian e Glenn Hughes para lançar um álbum majestoso. Quem ainda não ouviu, deve correr imediatamente.


3°) Order Of The Black - Black Label Society

O guitarrista e dono da banda, Zakk Wylde, voltou com tudo após sua saída da banda de Ozzy Osbourne. Metal como só o guitarrista sabe fazer, bem poderoso e selvagem. Só para se tornar repetitivo, um dos melhores da história do grupo.


2°) Ironbound - Overkill

Esses caras parecem ter voltado aos 20 anos, que petardo! Não só a cozinha e as guitarras soam muito bem, como o vocalista Bobby "Blitz" canta demais com seus vocais hostis e animalescos. Clássico!


1°) Discipline Of Hate - Korzus

O primeiro lugar da minha lista vai para os brasileiros do Korzus, de forma muito merecida. A muito tempo que o Brasil não lançava algo tão bom dentro do thrash metal. "Discipline Of Hate" é primoroso e com ele esperamos que essa banda tão esquecida ganhe o devido reconhecimento, nacional e também internacional.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Os Melhores Discos de 2010 - Parte 4

Finalmente chegamos no final de 2010, ano que ao meu ver foi um muito positivo para a música em termos de lançamentos. Tivemos bandas clássicas retornando com novos álbuns e o Brasil mostrando que entrou de vez na rota dos grandes shows. Infelizmente o ano também foi marcado por notícias ruins como a morte de Ronnie James Dio e bandas como o Scorpions anunciaram o fim de suas atividades, nos fazendo lembrar que tudo um dia chega ao fim. Por outro lado, novas bandas surgiram e mostraram que sim, a música ainda está em boas mãos.

Como só há lugar para 10 discos, alguns bons lançamentos tiveram que ficar de fora da lista, o mais difícil nessas horas era escolher quem tirar da lista. No fim das contas acredito que consegui selecionar os 10 lançamentos que mais me agradaram ao longo do ano. Sem mais enrolações, vamos ao que interessa:

Lista por Pedro Kirsten.

10º) Marrow of the Spirit - Agalloch
 A longa espera para este lançamento valeu a pena. Novamente a banda de Black Metal, Agalloch, conseguiu surpeender, incorporando novamente elementos do Doom e Folk Metal e ainda encontrando espaço para belas passagens acústicas e de violoncelos. Instrumental excelente. A capa resume bem o clima presente no álbum mesmo em seus momentos mais leves: sombrio e enigmático.
 
9º) The Seraphic Clockwork - Vanden Plas
Metal Progressivo com tudo que se tem direito. O Vanden Plas prova que continua sendo uma das bandas que mais interessam no estilo em um dos melhores álbuns de sua carreira. "The Seraphic Clockwork" mostra que os músicos nada deixam a desejar, tanto no quesito técnica quanto em capacidade musical.

8º) Black Country - Black Country Communion
Glenn Hughes, Derek Sherinian, Joe Bonamassa e Jason Bonham juntos na mesma banda. Sério, o que poderia dar errado?

7º) The Crown of Creation - Lucifer Was
Desta vez o Lucifer Was se juntou a uma orquestra sinfônica e apostou no álbum conceitual "The Crown of Creation". O álbum é uma espécie de Metal Opera, as vezes mais opera do que metal devido ao clima teatral que as músicas proporcionam. Os duetos de vocais masculinos e femininos harmonizam muito bem com a sutileza da sinfônia e o peso das guitarras. Trabalho belíssimo.
6º) The Living Tree - Jon Anderson & Rick Wakeman
O debut da parceria de Jon Anderson e Rick Wakeman pode não ter sido uma unanimidade entre os fãs do rock progressivo, mas pessoalmente foi um álbum que me agradou demais. "The Living Tree" mostra um lado ainda mais melódico dos músicos. Ele pode não parecer tão significante no ínicio, mas mostra uma bela química entre a dupla em belas composições que lhe fazem querer ouvir o disco repetidamente.

5º) A Child In The Mirror - Ciccada
A melhor estréia do ano ficou por conta da banda grega Ciccada. Em seu debut, "A Child In The Mirror", as influências folk estão por todos os cantos do rock progressivo da banda. A banda me lembrou alguns nomes conhecidos do progressivo como Gryphon, Gentle Giant e Jethro Tull, provavelmente três fortes influências para a os músicos. A bela voz da vocalista Evangelia Kozoni é um dos destaques, assim como o ecletismo musical que além dos gêneros já citados também possui características do jazz e do symphonic prog.

4º) Orchestrion - Pat Metheny
Não é novidade que Pat Metheny continua sendo um dos maiores nomes do Jazz atual, também não é novidade que ele não tem medo de arriscar em seus discos. Neste álbum Pat faz o uso do chamado Orchestrion, deixarei para me estender sobre o assunto outra hora, mas resumidamente ele pegou o conceito de "álbum solo" e elevou ao extremo. Como? Substituindo sua banda por músicos "robôs" controlados por ele. Por incrível que pareça os instrumentos não soam mecânicos e em certos momentos você até esquece que só há um humano tocando tudo. Mesmo com uma perda na parte de dinâmica é impossível não resistir ao fraseado inteligente do guitarrista que resulta em um álbum complexo, mas mesmo assim fácil de se assimilar até mesmo por aqueles desacostumados com o estilo.
3º) Distorted Memories - Life Line Project
Parece que o Life Line Project atingiu o que pode ser o pico de sua carreira com "Distorted Memories". O álbum é bastante influênciado por bandas progressivas da década de 70, mas ainda possuí um toque moderno. O trabalho de teclados de Erik de Beer é simplismente sensacional, um show de timbres e originalidade.

2º) Bateless Edge - Frogg Café
Jazz Fusion de altíssima qualidade, soando bastante avant-garde e atmosférico. Impossível deixar de fora um trabalho feito por músicos tão profissionais e criativos como estes.

1º) The Never Ending Way of ORwarriOR - Orphaned Land
Fiquei com o pé atrás para este lançamento, mas os israelenses do Orphaned Land conseguiram o que poucos conseguem atualmente: lançar duas obras-primas seguidas. Este álbum consegue ser tão bom quanto seu sucessor, "Mabool", e foi um dos lançamentos que mais ouvi ao longo do ano, além de ter se mantido firme em minha lista de melhores do ano desde seu lançamento (em Janeiro). O som alterna entre guitarras distorcidas com vocais guturais e trechos com vocais limpos e elementos da música oriental. Não há como descrever exatamente este álbum, portanto ouça-o!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 3



2010 foi um ano muito produtivo para a música.

Bandas novas apostaram em seus debuts, assim como as bandas já denominadas "clássicas", apostaram em novas sonoridades para seus recentes trabalhos. O fanatismo, pelo menos eu, tentei deixar de lado. Logicamente alguns álbuns foram omitidos e poderiam, assim como esses, estar em qualquer outra lista. Portanto, aqui estão os 10 Melhores Discos de 2010, na minha opinião. Concorda com ela, ou discorda? Não se esqueça de comentar.

Lista por Guilherme Cruz.



10º) Blood of the Nations - Accept
Álbum impecável. Na primeira audição já se tem idéia do que a banda pretendia com o álbum: retornar para ficar. Totalmente True Heavy Metal.

9º) Wilderness Heart - Black Mountain
Apostando em uma sonoridade mais heavy e construída através de melodias elaboradas por violões limpos, guitarras lisérgicas e teclados bem atmosféricos, o Black Mountain vem construindo sua própria identidade musical baseada, em partes, na nostalgia.
8º) Black Country - Black Country Communion
Entre os recentes lançamentos dos tão falados supergrupos, é do Black Country o que mais surpreende. Graças às particularidades de cada integrante - o Soul/Funk de Hughes, o Blues de Boanamassa, o apelo Progressivo de Shirinian e o Hard de Jason Bonham - aliadas a ótima produção por parte de Kevin Shirley, o álbum se torna envolvente e poderoso.

7º) Ironwood - Hogjaw
Com o segundo álbum a banda consegue transpor o status de apenas promessa. Fazendo um Southern Rock de qualidade e apesar de beber da mesma fonte de Lynyrd Skynyrd e ZZ Top, o Hogjaw consegue criar uma característica própria com os vocais de Jon Boat Jones e uma sonoridade criativa com músicas marcantes, algumas vezes puramente arrastadas, outrora verdadeiros hardões.
6º) Dirty Side Down - Widespread Panic
Nos arranjos iniciais de Saint Ex, o ouvinte já se impressiona com as delicadas melodias sendo quebradas por um trecho denso, dissonante e logo após com o retorno aos vocais sutis cantados em dueto. Widespread Panic é um álbum maravilhoso e sobretudo atemporal.
5º) The Crown of Creation - Lucifer Was
Com seu quinto álbum de estúdio, os veteranos do Lucifer Was mostram mais uma vez o que melhor sabem fazer: Rock Progressivo de qualidade. Dessa vez, uma orquestra inteira foi parar com a banda no estúdio, resultando em composições épicas e como já é de praxe, aliando o peso descomunal de guitarras e teclados a leveza dos instrumentos eruditos.
4º) Skyground - Langfinger
Hard/Heavy contemporâneo e apesar de, logicamente, se basear nas pérolas dos anos 60 e 70, não as copia, como se pode ouvir em muitos álbuns atuais. O álbum é composto de um petardo atrás do outro, todos frescos e originais. Power trio incrivelmente criativo.

3º) Aquarius - Haken

Aquarius é o debut da banda Haken. O álbum já era ansiosamente esperado e não decepcionou em nada, foi altamente elogiado pelas mídias especializadas em prog rock/metal e música em geral, fundindo perfeitamente jazz e metal. Prog complexo, virtuoso e original.

2º) Suspicious Package - Earl Greyhound
O que há de melhor no Hard, Blues e Psicodelic, com muito peso e acréscimo de sonoridades diversas, entre pequenas incursões na música latina, no folk e no experimentalismo. Esse é o som do power trio Earl Greyhound. Dosados de pura originalidade, não se parecem com nada do que anda sendo feito por aí.
1º) Itaca - The Soulbreaker Company

Apresentando grandes evoluções a cada álbum lançado, o Soulbreaker vem ganhando destaque ao incorporar novos elementos as suas composições. As melodias intensas e vibrantes deixam o instrumental passar do Prog ao Psicodélico com grande maestria, mantendo o som nostálgico e espontâneo. O melhor álbum do ano! Não deixe de ouvi-lo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 2

Como outro redator do blog já disse, "todos os admiradores da música estão fazendo suas listas de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas também". Semana passada eu ouvi muitos discos desse ano, e esse mês o que mais fiz foi isso. Me arrependi amargamente de não ter feito isso antes, pois algumas bandas que ouvi, não conhecia há uns 15 dias atrás, algumas muito boas e que mereciam estar na lista, e também ouvi discos que foram lançados no meio do ano, mas só cheguei a ouvir a pouco tempo, só pra fazer a lista...da próxima vez vou ter mais boa vontade em ouvir os lançamentos. Enfim, a lista é essa, não deixem de comentar se concordaram, não concordaram, o que vocês quiserem.

Lista de Rodrigo Luiz





10º) Blood Of The Nations - Accept

Riffs marcantes, refrãos com coros e ritmos contagiantes que nos fazem banguear feito loucos...O Accept está de volta! E o fato de seu membro mais importante não estar na banda não afetou em nada, Mark Tornillo mostrou que tem o seu valor e pode crescer muito. Com esse álbum a banda dá uma bela volta por cima, mostrando o mais puro Heavy Metal.


9º) The Obsidian Conspiracy - Nevermore

O álbum pode até ser estranho a primeira ouvida, é mais agressivo e direto, sem a complexidade dos anteriores, mas este álbum merece entrar nessa lista. Warrel Dane se destaca com fantásticas linhas vocais e Jeff Loomis mostra porque é um dos melhores guitarristas da atualidade, com riffs e solos matadores, além da produção cristalina de Peter Wichers.


8º) At The Edge Of Time - Blind Guardian

Nos últimos discos o Blind Guardian tem se distanciado um pouco do power metal que a consagrou, talvez Nightfall In Midle-Earth tenha sido o último nessa linha, e, apesar de a banda continuar agregando elementos que possam somar ao seu som, confesso que torci o nariz para o rumo que a banda estava tomando, mas esse disco...é brilhante! É repleto de momentos épicos, com orquestrações pomposas, solos arrepiantes, os coros já conhecidos, além de elementos folk que dão toda uma atmosfera mística. Sem contar Hansi Kürsch, com sua ainda incrível potência de voz aliada ao seu conhecido talento para interpretar as músicas.


7º) Afraid Of Me - Auvernia

Fiquei louco quando ouvi esse disco! A banda faz um som inconstante, com trocas de tempo constantes, lembrando até um pouco do death metal técnico, passagens de teclado que as vezes lembram hammonds, solos inteligentes, passagens folk, orquestrações e também passagens melódicas, além de um Interlúdio Porteño, uma canção latina com guitarras. Prog metal ao extremo!!


6º) Poetry For The Poisoned - Kamelot

Depois dos incríveis The Black Halo e Ghost Opera, o Kamelot se supera e mostra porque é a melhor banda de Symphonic Metal atualmente. Sempre agregando novos elementos a sua sonoridade, a banda construiu um som próprio e inconfundível, e neste álbum, além do sempre brilhante Roy khan, Thomas Youngblood está tocando como nunca.


5º) Sting In The Tail - Scorpions

O melhor álbum da carreira da banda! Foi justamente isso que achei assim que ouvi o álbum pela primeira, achei que fosse empolgação na hora, mas não...toda vez que o ouço tenho certeza disso. O disco que encerra a carreira do Scorpions faz jus a tudo o que a banda representa, com canções cheias de feeling, refrãos contagiantes, solos maravilhosos, além das famosas baladas. É uma pena que este seja o fim, pois com esse disco, fica claro que a banda ainda teria muito a mostrar.


4º) The Never Ending Way Of OrwarriOR - Orphaned Land


Depois de 6 anos da obra-prima "Mabool", a expectativa era muito grande em torno deste álbum e a pressão em cima da banda para fazer um disco a altura de seu predecessor era muito grande. E para felicidade geral, a banda conseguiu, e diria até que se superou. As inserções de música árabe e elementos orientais são muito bem feitas e extremamente cativantes e a criatividade da banda é inesgotável. Ouvir esse álbum é uma experiência única e indescritível, só ouvindo para entender.


3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Só de ouvir as duas primeiras músicas, já estava com vontade de botar este disco na lista. Depois que o ouvi inteiro, tinha obrigação de fazer isso! Não faz nem 15 dias que conheço a banda, ouvi este disco por recomendações de outros redatores do blog, e me impressionei com o som da dela, um "southern jam rock", uma mistura de Allman Brothers Band com Phish e Grateful Dead, além de um pouco de jazz e blues, tudo isso aliado a muita feeling que flui em melodias irresistíveis e gostosas de se ouvir. É até difícil acreditar que este disco tenha sido gravado em 2010.


2º) Black Country - Black Country Comuunion

Este álbum foi uma grata surpresa, não esperava muito dele, talvez por ser um supergrupo (apesar de serem bons, não são impressionantes), ou até por não conhecer o trabalho de Joe Bonamassa. Mas foi Bonamassa quem mais me impressionou, com muito feeling, excelentes solos e um trabalho pesado na guitarra, o álbum peca só na particpação discreta de Derek Sherinian. Glenn Hughes está ótimo como sempre, e Jason Bonham aparece na medida certa, batendo firme quando precisa. O melhor dos supergrupos.

1º) Return To Zero - Spiritual Beggars

Conheci a banda a pouco tempo, e, depois de ouvir o excelente Demons, vi que a banda tinha lançado um álbum esse ano e tive vontade de ouvir, ainda mais depois de saber que a banda era de um dos meus guitarristas preferidos, Michael Amott. Um hard rock misturado às veias metálicas dos integrantes fazem um som sensacional, com verdadeiras pérolas que fazem jus às inspirações claras da banda, como Black Sabbath e Deep Purple, e poderiam até vir diretamente delas. Uma verdadeira homenagem ao hard rock setentista. O melhor disco do ano!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os Melhores Discos de 2010 - Parte 1

Está chegando o final do ano, todos admiradores da música estão fazendo sua lista de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas. Levamos umas duas ou três semanas para reouvir os discos que mais chamaram a nossa atenção e ouvir algumas novas descobertas.
Não fiquei muito contente com a minha lista, tive que deixar muitos nomes de fora, mas é isso aí, se fosse escolher dez discos desse ano pra comprar, seriam estes. Não deixe de opinar, não importa se você concorda comigo ou não.
Lista elaborada por Gabriel Albuquerque


10º) At The Edge Of Time - Blind Guardian
Sempre recebi muitas recomendações do Blind Guardian, mas nunca dei bola. No fim do ano, quando me bateu uma louca vontade de ouvir os lançamentos do ano, conferi esse disco. Percebi que era diferente do que pensei logo na primeira faixa: algumas orquestrações, solos arrepiantes e refrões colantes.
9º) I Fell Like Playing - Ron Wood
É a primeira vez que ouço um disco solo de Ron Wood, e achei um dos melhores do ano, muito simples. Fato é que o disco é tão descontraído, que é excelente, seja com um reggae, um blues ou um Rockão carregado.
8º) To The One - John McLaughlin & The 4th Dimension
Só vim saber que o guitarrista dessa última lançou um disco esse ano após ler a resenha postada por outro redator aqui no blog. É bom saber que John ainda é certeiro, com solos geniais e sempre acompanhado de bons músicos.
7º) Poetry For The Poisoned - Kamelot
Assim como o Blind Guardian, eu não conhecia a banda, e é totalmente diferente do que eu pensei. Gostei muito do estilo mais melódico do vocal e os solos de guitarra, que não são só rápidos, podem trazer 'feeling´', como em If Tomorrow Came.
6º) Innerspeaker - Tame Impala
Pela capa, é esperado uma psicodelia imensa, mas não é bem assim. O power trio é psicodélico sim, mas é um pouco mais limpo, algo como Cream. O seu instrumental é bem estudado, e ao mesmo tempo espontâneo. Simples, mas arrebatador.
5º) Wilderness Heart - Black Mountain

Um disco cheio de melodia, que encanta e prende o ouvinte com vocais femininos e masculinos se alternando. Baladas cativantes, levadas num violão limpo e conquistador e outras calcadas num Southern Rock intinerante. Agrada sem fazer muito esforço.

4º) Black Country - Black Country Communion

O melhor supergrupo da década! Não esperava ser tão bom, já que não conhecia uma música de Joe Bonamassa, e geralmente, os filhos de astros da música não honram o sobrenome. Mas só a primeira faixa deixa qualquer um de queixo caído. Hardão frenético e bem estruturado. Imperdível.

3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Southern Rock da década de 1970 com um forro mais atual, além de toques Country. Isso é, basicamente, o som do Widespread, que sabe ser delicado e forte. Impossível não gostar!

2º) Blood Of The Nations - Accept
Uma banda que estava apagada volta com tudo, e sem o seu principal componente, Eu esperava um disco razoável, mas ouvi uma pérola revigorante! É a reconstrução de um clássico.
1º) Phosphene Dream - The Black Angels
O melhor disco do ano! Seu som psicodélico cortante parece ter sido gravado a 50 anos, na década de 1960! Uma banda muito próspera. A verdadeira revelação internacional do ano!
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