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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Jeff Loomis se preparando para gravar novo disco solo

O guitarrista do Nevermore, Jeff Loomis, vai entrar no estúdio no dia 23 de agosto para começar as gravações do seu segundo disco solo. Dirk Verbeuren, da banda de death metal melódico Soilwork, vai tocar bateria no CD.

O álbum terá três ou quatro músicas com vocais, que ficarão a cargo de Christine Rhoades, que já trabalhou com o Nevermore em Dreaming Neon Black. Guitarristas convidados serão anunciados num futuro próximo.

O primeiro trabalho solo de Loomis foi Zero Order Phase, de 2008.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 2

Como outro redator do blog já disse, "todos os admiradores da música estão fazendo suas listas de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas também". Semana passada eu ouvi muitos discos desse ano, e esse mês o que mais fiz foi isso. Me arrependi amargamente de não ter feito isso antes, pois algumas bandas que ouvi, não conhecia há uns 15 dias atrás, algumas muito boas e que mereciam estar na lista, e também ouvi discos que foram lançados no meio do ano, mas só cheguei a ouvir a pouco tempo, só pra fazer a lista...da próxima vez vou ter mais boa vontade em ouvir os lançamentos. Enfim, a lista é essa, não deixem de comentar se concordaram, não concordaram, o que vocês quiserem.

Lista de Rodrigo Luiz





10º) Blood Of The Nations - Accept

Riffs marcantes, refrãos com coros e ritmos contagiantes que nos fazem banguear feito loucos...O Accept está de volta! E o fato de seu membro mais importante não estar na banda não afetou em nada, Mark Tornillo mostrou que tem o seu valor e pode crescer muito. Com esse álbum a banda dá uma bela volta por cima, mostrando o mais puro Heavy Metal.


9º) The Obsidian Conspiracy - Nevermore

O álbum pode até ser estranho a primeira ouvida, é mais agressivo e direto, sem a complexidade dos anteriores, mas este álbum merece entrar nessa lista. Warrel Dane se destaca com fantásticas linhas vocais e Jeff Loomis mostra porque é um dos melhores guitarristas da atualidade, com riffs e solos matadores, além da produção cristalina de Peter Wichers.


8º) At The Edge Of Time - Blind Guardian

Nos últimos discos o Blind Guardian tem se distanciado um pouco do power metal que a consagrou, talvez Nightfall In Midle-Earth tenha sido o último nessa linha, e, apesar de a banda continuar agregando elementos que possam somar ao seu som, confesso que torci o nariz para o rumo que a banda estava tomando, mas esse disco...é brilhante! É repleto de momentos épicos, com orquestrações pomposas, solos arrepiantes, os coros já conhecidos, além de elementos folk que dão toda uma atmosfera mística. Sem contar Hansi Kürsch, com sua ainda incrível potência de voz aliada ao seu conhecido talento para interpretar as músicas.


7º) Afraid Of Me - Auvernia

Fiquei louco quando ouvi esse disco! A banda faz um som inconstante, com trocas de tempo constantes, lembrando até um pouco do death metal técnico, passagens de teclado que as vezes lembram hammonds, solos inteligentes, passagens folk, orquestrações e também passagens melódicas, além de um Interlúdio Porteño, uma canção latina com guitarras. Prog metal ao extremo!!


6º) Poetry For The Poisoned - Kamelot

Depois dos incríveis The Black Halo e Ghost Opera, o Kamelot se supera e mostra porque é a melhor banda de Symphonic Metal atualmente. Sempre agregando novos elementos a sua sonoridade, a banda construiu um som próprio e inconfundível, e neste álbum, além do sempre brilhante Roy khan, Thomas Youngblood está tocando como nunca.


5º) Sting In The Tail - Scorpions

O melhor álbum da carreira da banda! Foi justamente isso que achei assim que ouvi o álbum pela primeira, achei que fosse empolgação na hora, mas não...toda vez que o ouço tenho certeza disso. O disco que encerra a carreira do Scorpions faz jus a tudo o que a banda representa, com canções cheias de feeling, refrãos contagiantes, solos maravilhosos, além das famosas baladas. É uma pena que este seja o fim, pois com esse disco, fica claro que a banda ainda teria muito a mostrar.


4º) The Never Ending Way Of OrwarriOR - Orphaned Land


Depois de 6 anos da obra-prima "Mabool", a expectativa era muito grande em torno deste álbum e a pressão em cima da banda para fazer um disco a altura de seu predecessor era muito grande. E para felicidade geral, a banda conseguiu, e diria até que se superou. As inserções de música árabe e elementos orientais são muito bem feitas e extremamente cativantes e a criatividade da banda é inesgotável. Ouvir esse álbum é uma experiência única e indescritível, só ouvindo para entender.


3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Só de ouvir as duas primeiras músicas, já estava com vontade de botar este disco na lista. Depois que o ouvi inteiro, tinha obrigação de fazer isso! Não faz nem 15 dias que conheço a banda, ouvi este disco por recomendações de outros redatores do blog, e me impressionei com o som da dela, um "southern jam rock", uma mistura de Allman Brothers Band com Phish e Grateful Dead, além de um pouco de jazz e blues, tudo isso aliado a muita feeling que flui em melodias irresistíveis e gostosas de se ouvir. É até difícil acreditar que este disco tenha sido gravado em 2010.


2º) Black Country - Black Country Comuunion

Este álbum foi uma grata surpresa, não esperava muito dele, talvez por ser um supergrupo (apesar de serem bons, não são impressionantes), ou até por não conhecer o trabalho de Joe Bonamassa. Mas foi Bonamassa quem mais me impressionou, com muito feeling, excelentes solos e um trabalho pesado na guitarra, o álbum peca só na particpação discreta de Derek Sherinian. Glenn Hughes está ótimo como sempre, e Jason Bonham aparece na medida certa, batendo firme quando precisa. O melhor dos supergrupos.

1º) Return To Zero - Spiritual Beggars

Conheci a banda a pouco tempo, e, depois de ouvir o excelente Demons, vi que a banda tinha lançado um álbum esse ano e tive vontade de ouvir, ainda mais depois de saber que a banda era de um dos meus guitarristas preferidos, Michael Amott. Um hard rock misturado às veias metálicas dos integrantes fazem um som sensacional, com verdadeiras pérolas que fazem jus às inspirações claras da banda, como Black Sabbath e Deep Purple, e poderiam até vir diretamente delas. Uma verdadeira homenagem ao hard rock setentista. O melhor disco do ano!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Álbum da Semana: Enemies Of Reality - Nevermore

Enemies Of Reality é o quinto álbum de estúdio da banda norte-americana Nevermore, lançado em 2003 e remixado em 2004.

Aqui está presente o trabalho mais pesado da banda, sem deixar de lado a complexidade das composições e arranjos bem feitos. O incrível peso pode ser conferido em músicas como a faixa título, Ambivalent, Create The Infinite, Seed Awakening, etc.

A faixa que dá o título ao álbum é sem dúvida um dos grandes clássicos do Nevermore com seu poderoso riff. Tomorrow Turned Into Yesterday é a mais tranquila, porém também é marcante. Who Decides também sai um pouco da linha de peso do restante, apesar dos riffs devastadores no final. I, Voyager é uma das mais complexas em termos de arranjo, excelente na parte instrumental.

Riffs devastadores, solos impressionantes, cozinha bem feita. Todos os instrumentos estão marcantes. Jeff Loomis prova porque é considerado um dos melhores guitarristas do mundo atualmente, se superando neste disco. A baterial de Van Williams está brutal e o baixista Jim Sheppard executa muito bem sua função. Já o vocal de Warrel Dane merece muito destaque, pois está brilhante e raivoso na medida certa. As letras, por sua vez, tem o velho tom crítico e são bem escritas.

Apesar da criticada produção do álbum, devido à gravadora Century Media, este é um grande disco de Heavy Metal, mantendo o bom nível de Dead Heart In A Dead World, seu antecessor.


Tracklist:

Enemies Of Reality
Ambivalent
Never Purify
Tomorrow Turned Into Yesterday
I, Voyager
Create The Infinite
Who Decides
Noumenon
Seed Awakening



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domingo, 6 de junho de 2010

The Obsidian Conspiracy - Nevermore (Resenha)

A banda norte-americana Nevermore lançou este ano seu sétimo álbum de estúdio, The Obsidian Conspiracy, um dos mais aguardados do ano.

Sua tarefa era manter o nível dos seus três antecessores, missão nada fácil, visto que os ditos antecessores eram os melhores trabalhos do grupo, "Dead Heart In A Dead World", "Enemies Of Reality" e "This Godless Endeavor". O resultado foi mais um bom trabalho de uma das melhores bandas que surgiram nos últimos quinze anos. Não supera a tríade predecessora, mas no mínimo se iguala a eles, se o ouvinte tiver um pouco de paciência. Digo isso porque à primeira ouvida ele me pareceu "estranho", e ainda agora uma ou outra música me soa mal, mas tem sua qualidade.

As três primeiras canções, "The Termination Proclamation", "Your Poison Throne" e "Moonrise (Through Mirrors Of Death)" iniciam muito bem o disco. Entre as melhores, mostram boas passagens vocais do bom Warrel Dane, com refrões cheios de feeling, além da competente performance instrumental, principalmente do único guitarrista Jeff Loomis. Excelente pontapé.

"And The Maiden Spoke" não me agradou de início, mas após algumas ouvidas veio a sua redenção. Não é uma das melhores, mas tem o seu lugar merecido dentre as outras. "Emptiness Unobstructed" é daquelas que você gosta logo de cara, típica para ficar entre as mais tocadas no rádio durante semanas. Refrão que pega rápido e fica na sua cabeça por um bom tempo, pode até ser considerada a comercial do disco.

A sexta e a oitava faixa são as que ainda não consegui digerir. "The Blue Marble And The New Soul" e "The Day You Built The Wall" respectivamente, me parecem estar ali só pra efeito de preenchimento. A primeira é uma balada meio "sombria" e estranha. A segunda também é uma balada até a sua metade, depois entra um riff para por um pouco de peso na história. Talvez com algum esforço esta possa ser engolida. Mas realmente achei que poderiam ser melhores.

A que se interpõe entre as duas é a excelente "Without Morals", com um solo incrível e muito bem trabalhada. Warrel faz novamente um grande trabalho. "She Comes In Colors" tem quase dois minutos de forma tranquila, com direito a um solo lento e bem executado, como pedia a música. Depois entra a parte pesada com riffs espetaculares.

O desfecho não poderia ser melhor. "The Obsidian Conspiracy" dá o nome ao álbum de forma merecida. Essa me fez soltar um palavrão, pois o caras resolveram caprichar. Loomis destrói nessa música que já é uma das top do Nevermore. Estará nas setlists vindouras dos shows com certeza.



Tracklist:

The Termination Proclamation
Your Poison Throne
Moonrise (Through Mirrors Of Death)
And The Maiden Spoke
Emptiness Unobstructed
The Blue Marble And The New Soul
Without Morals
The Day You Built The Wall
She Comes In Colors
The Obsidian Conspiracy

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