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domingo, 14 de agosto de 2011

Iron Maiden: dois novos livros a caminho!


O jornalista musical e escritor croata, Stipe Juras, anunciou que está trabalhando em mais dois livros relacionados ao Iron Maiden. Trata-se de um livro sobre o guitarrista Adrian Smith, chamado "Stranger in a Strange Land", e um livro especial sobre os fãs da banda, "No Matter How Far". O livro sobre Adrian Smith deve ser lançado em 27 de Fevereiro de 2012, dia em que o guitarrista completará 55 anos de idade.

Aqueles que adquirirem os livros na pré-venda receberão cópias personalizadas, com seu nome impresso em uma das primeiras páginas do livro.

Para mais informações e fazer a encomenda de seu exemplar e/ou comprar o já lançado "The Clairvoyant", livro sobre Steve Harris, basta clicar aqui.

sábado, 30 de julho de 2011

Iron Maiden: veja prévia do livro "On Board Flight 666"


Como alguns fãs já sabem, o fotógrafo oficial do Iron Maiden, John McMurtrie, viajou com a banda em 2008 durante a "Somewhere Back In Time World Tour" e também na "Round The World In 66 Days" no início deste ano, que faz parte da "The Final Frontier World Tour". Toda a sua cobertura dos shows e bastidores poderá ser vista no livro de fotografias "On Board Flight 666", que será publicado pela Orion Books. O livro trará centenas de fotos de altíssima qualidade e textos explicativos, dando aos fãs uma visão exclusiva dos bastidores de ambas as turnês.

Para comemorar a apresentação que o Iron Maiden fará na O2 Arena, em Londres, o museu British Music Experience oferecerá, por tempo limitado, uma amostra de fotos selecionadas do livro aos seus visitantes, durante o mês de Agosto. Porém não há motivo de desânimo para aqueles que não querem esperar ou que não moram em Londres, pois uma prévia de 18 páginas do livro foi disponibilizada online para qualquer fã conferir.

Para visualizar e/ou fazer o download em PDF da prévia basta visitar o seguinte link: http://www.ironmaiden.com/OnBoardFlight666_Teaser.pdf

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Music Matters

Quem gosta de música talvez já tenha se perguntado: ''Por que eu ouço música?'' ou ainda ''Qual a importância da música?''. Achar uma resposta para essas perguntas é complicado, mas todos nós sabemos, mesmo sem saber explicar, que a música é importante. Recentemente surgiu uma campanha na internet chamada Music Matters, que mostra através de vídeos animados a importância da música através de determinado artista. Tem pra todos os gostos, já sairam do forno vídeos do Louis Armstrong, Nick Cave, Kate Bush, Nina Simone, Elbow, entre outros. Também foi criado um vídeo introdução, que explica a ideia do projeto.
Abaixo você confere os vídeos que foram feitos com bandas de rock, o combo de hard rock irlandes Thin Lizzy, o pré punk/mod inglês The Jam e a banda mais bem sucedida da NWOBHM, Iron Maiden.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Iron Maiden (Arena Expotrade, Curitiba, 05/04/11)



Uma verdadeira aula de Heavy Metal. É assim que pode ser definida a última apresentação do Iron Maiden no Brasil pela The Final Frontier World Tour. A apresentação foi realizada em Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba, na Arena Expotrade, que nada mais é do que a área externa do centro de convenções Expotrade, ou seja, no estacionamento do local. Formada por Steve Harris (baixo), Bruce Dickinson (vocal), Dave Murray (guitarra), Adrian Smith (guitarra), Janick Gers (guitarra) e Nicko McBrain (bateria), a última passagem da banda em terras paranaenses foi em 2008, pela Somewhere Back In Time Tour, que se focava nos clássicos da banda da década de 80. Dessa vez, o repertório está renovado com canções dos álbuns mais recentes do grupo.

Os curitibanos do Motorocker foram os responsáveis por abrirem a noite para os mais de 11 mil fãs presentes no local. Tocando músicas como Blues do Satanás e Igreja Universal do Reino do Rock, o Motorocker teve uma recepção rara para bandas de abertura, com uma grande parte do público cantando as músicas da banda, que se mostrava bastante surpresa e empolgada com tamanha receptividade.


Pontualmente às 21:00 horas, os acordes de Doctor Doctor do UFO entoavam nas caixas de som do local, esta era a deixa para o show começar. As luzes se apagaram e um vídeo foi passando no telão ao som da introdutória Satellite 15, antes da banda subir ao palco para abrir o show com The Final Frontier, do álbum de mesmo nome lançado no ano passado. El Dorado, manteve os fãs alvoroçados antes do local ir abaixo de vez com a clássica 2 Minutes to Midnight.


The Talisman e Coming Home, ambas do novo álbum da banda, deram uma diminuída no empurra-empurra das primeiras músicas, mas ainda tiveram seus refrões cantados alto pelo público. Dance Of Death veio em seguida com um plano de fundo que remetia à capa do álbum de mesmo nome. O local veio abaixo de novo com The Trooper, cantada por Bruce Dickinson vestido de soldado e erguendo a bandeira britânica.

The Wicker Man e Blood Brothers foram cantadas a todos os pulmões, sendo que esta última foi dedicada às vitmas dos terremotos no Japão e Nova Zelândia e também para todos os fãs da Donzela espalhados pelo mundo, independentemente da raça ou religião. When The Wild Wind Blows foi a quinta e última música de "The Final Frontier" executada, além de se mostrar muito eficiente ao vivo.

A partir daí, o show deu lugar apenas para clássicos, iniciando com The Evil That Man Do. Fear of the Dark teve seu famoso "ôôô" cantado por todos antes de Iron Maiden encerrar a primeira parte do show. A música ainda teve direito a um enorme Eddie alien que andou pelo palco e ainda tocou guitarra, além de ter uma câmera acoplada em seu olho, mostrando a "visão da criatura" nos telões. Já o Eddie de oito metros que aparecia atrás do palco acabou ficando uma exclusividade apenas dos shows de São Paulo e Rio de Janeiro. Foi quando a banda deixava o palco que todos realmente puderem ver o baterista Nicko McBrain, que fica praticamente todo escondido atrás de seu enorme kit de bateria.


Não demorou muito para a banda retornar ao palco para a execução de The Number of the Beast e Hallowed Be Thy Name, ambas muito celebradas pelos presentes. Running Free, do primeiro álbum do grupo tratou de encerrar a noite com chave de ouro.

No geral, um show impecável. A qualidade de som estava clara e a banda se mostrou extremamente carismática e energética. O único porém é à respeito do local do show, o Expotrade havia recebido outro evento musical no sábado e o palco ainda não havia sido desmontado, o que forçou a produção do show a montar o palco em uma região do estacionamento mais estreita e que ficava de frente para a rua de trás do local. Ou seja, alguns que passavam pela rua no momento da apresentação puderam acompanhar o show na calçada pelo telão, de muito longe é verdade, mas o suficiente para poderem dizer "eu assisti um showzaço do Iron Maiden de graça". Em um momento da apresentação Bruce até cumprimentou estes fãs e curiosos. Já em termos de produção, o que preocupa é a tal da Pista Vip, que além de ficar mais cada vez mais cara, agora é quase tão grande quanto a pista comum.
De uma forma ou de outra, um show para ficar na memória dos fãs das diferentes gerações presentes no local, que iam desde pré-adolescentes até cinquentões que acompanham o Maiden desde o início da carreira.

Setlist:
1. Satellite 15... The Final Frontier
2. El Dorado
3. 2 Minutes to Midnight
4. The Talisman
5. Coming Home
6. Dance of Death
7. The Trooper
8. The Wicker Man
9. Blood Brothers
10. When The Wild Wind Blows
11. The Evil That Man Do
12. Fear Of The Dark
13. Iron Maiden
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14. The Number Of The Beast
15. Hallowed Be Thy Name
16. Running Free

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Iron Maiden (Centro de Convenções, Recife, 03/04/11)

Em 2009 o Iron Maiden se apresentou no nordeste do país pela primeira vez. Com o show da turnê Somewhere Back In Time, que focava as músicas de 1980 até 1989, a banda lotou o Jockey Club do Recife; e naquela mesma noite, o vocalista Bruce Dickinson disse que iria gravar um novo disco em 2010 e que voltaria a mesma cidade para fazer um novo show durante a turnê de promoção do álbum. E a promessa foi cumprida. The Final Frontier foi lançado e a banda retornou a solo pernambucano.
Desta vez, a apresentação ocorreu em um bem menor em relação ao anterior, a área externa (leia-se estacionamento) do Centro de Convenções de Pernambuco. Apesar do mérito da produtora Raio Lazer em trazer uma das bandas mais influêntes do Heavy Metal pela segunda vez ao estado e outros artistas internacionais como Amy Winehouse, deve ser citada a falha na instalação da torre de som, que cobria a visão de uma boa parte do lado direito do palco, ponto onde costuma fixar-se o eterno criticado e subestimado guitarrista Janick Gears.
Depois do show de abertura da banda pernambucana Terra Prima, foram executadas diversas músicas diferentes, escolhidas pelo próprio Iron Maiden, entre elas, Deep Purple, Jethro Tull, Metallica e Doctor Doctor, do UFO, e foi no riff dessa que todos voltaram suas atenções ao palco. Em seguida, um excelente vídeo ilustrou a enigmática intro Satellite 15..., que eclodiu com o hit instantâneo The Final Frontier, cantado em uníssono pelo público. El Dorado também teve seu refrão entoado pelos headbanguers presentes, que em seguida provaram conhecer cada verso de 2 Minutes To Midnight.
A extensa Dance Of Death foi seguida do hino The Trooper e dos eternos clássicos The Wicker Man e Blood Brothers, esta última composta pelo baixista Steve Harris após a morte de seu pai, teve o solo executado por Janick Gears, que esbanjou feeling. Até o momento as músicas do novo álbum tinham sido muito bem recebidas, mas quando When The Wild Wind Blows e The Talisman entraram em cena, pouquíssimos cantavam e as reconheciam. A banda já tinha conhecimento prévio disso, e para não perder o ânimo do público, as sucedeu, respectivamente com The Evil That Men Do e Fear Of The Dark, quando uma velha senhora decidiu tirar o vestido e ficar pulando sem roupa por alguns segundos. O riff Iron Maiden aumentou a ansiedade para ver o novo Eddie, mascote do grupo que costuma invadir os palcos durante essa canção. Ele entrou, falou com o baterista Nicko Mcbrain e como de costume, tocou na guitarra de Janick Gears.

A banda sai, e alguns minutos depois a narração do ator inglês Barry Clayton arranca aplausos anunciando The Number Of The Beast, que como já era de se esperar, cantada por todos que estavam no recinto. Na sequência, a dramática Hallowed Be Thy Name, com direito ao lendário ''scream for me'' de Bruce, que mostrou que não foi vencido pelo tempo e ainda alcança notas mais altas e longas. A noite terminou com Running Free, do primeiro disco da banda, onde a banda foi apresentada.

Ainda que uma parcela vá ao show apenas para conferir The Number Of The Beast e ver os astros do rock da sua época, o Iron Maiden atinge um público das mais variadas idades e que conhece a carreira da banda por completo. Essa nova tour serviu para a banda soltar as correntes de músicas que estavam se tornando rotina, como Run To The Hills e Wasted Years. E como sempre, a banda subiu ao palco cheia de energia, esbanjando entrosamento e técnica, principalmente entre os três guitarristas.


Setlist:

01 - Satellite 15... The Final Frontier (Intro)
02 - El Dorado
03 - 2 Minutes to Midnight
04 - Coming Home
05 - Dance of Death
06 - The Trooper
07 - The Wicker Man
08 - Blood Brothers
09 - When the Wild Winds Blows
10 - The Evil That Men Do
11 - The Talisman
12 - Fear of the Dark
13 - Iron Maiden
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14 - The Number of the Beast
15 - Hallowed Be Thy Name
16 - Running Free

domingo, 3 de abril de 2011

Vídeo clipe do mês

O vídeo clipe do mês voltou, e agora tem novidade: são dois vídeos, sendo um mais novo, 'lançamento' e um antigo. O primeiro clipe é da banda The Black Keys, com a música Tighten Up, extraída do seu disco mais recente, Brothers.
Já o segundo é Rainmaker, do controverso álbum Dance Of Death, preparando para a turnê do Iron Maiden pelo Brasil.

sábado, 27 de novembro de 2010

Classic Albums: Piece Of Mind - Iron Maiden

No dia 16 de maio de 1983, chegava às lojas Piece Of Mind, o quarto disco de estúdio, um dos melhores, e certamente, o mais representativo do Iron Maiden. A pressão em cima da banda para lançar esse disco era imensa, pois depois de uma sequência de obras primas da música pesada - Iron Maiden, Killers e The Number Of The Beast -, todos estavam esperando anciosamente pelo próximo movimento do grupo de Steve Harris.

O baterista Clive Burr foi substituído por Nicko McBrain, que era baterista da banda Trust e também trabalhava como Eddie em alguns shows da banda. A primeira aparição de Nicko na banda, foi vestido de Eddie. Clive tinha se machucado e havia uma apresentação em um programa de TV. Nicko o substituíu e foi ficando na banda até hoje. A mudança foi positiva para o grupo, e isso fica claro em Piece Of Mind, a melhor performance de bateria de McBrain, com temas como The Trooper e Where Eagles Dare, a melhor faixa de abertura do Maiden ?

O álbum também marca o debut de Bruce Dinckinson como compositor, nas faixas Flight Of Icarus, Die Whit Your Boots On, Sun And Steel e Revelations. Todas escritas com o guitarrista Adrian Smith, com exceção da última, que tem uma bela letra, como se fosse um apelo, um pedido de socorro a Deus. Essa música caiu muito bem na época, já que acusações de satanismo aparecer, principalmente depois do The Number Of The Beast - álbum anterior ao Piece Of Mind.

A capa do disco mostra Eddie após uma cirurgia de lobotomia (usada antigamente em pessoas com graves casos de esquizofrenia), e o título Piece Of Mind é um trocadilho a expressão ''Peace Of Mind'' (paz de espírito) - existe até músicas do Boston e Bee Gees com esse nome.

Banda após show da turnê do álbum

Em Piece Of Mind encontramos o Maiden em seu auge. Todos os instrumentos se encaixam perfeitamente, e com o ápice da carreira vocal de Bruce Dinckinson. Essas características ficam em evidência ao ouvirmos Where Eagles Dare, Sun And Steel, Quest For Fire e Die Whit Your Boots On. Além disso, temos uma das melhores músicas do Iron: The Trooper, com um dos melhores riffs de guitarra da banda aliado a um baixo galopante e um refrão fácil. Essa melodia que fica na cabeça transformou The Trooper em um hino, obrigatória nos shows da banda até hoje.

Os dois singles do clássico

A música foi sigle do disco, juntamente com Flight Of Icarus, que reza a lenda, que Steve Harris queria que fosse mais pesada, mas a vontade de Dinckinson de que ela puxassem um pouco mais para o lado radiofônico venceu, e foi outra a virar hit da época.

A importância e qualidade de Piece Of Mind é tão grande, que em 2006, a Vitamin Records lançou o disco The Hand Of Doom Orchestra, que toca todas as músicas do classic album (algumas com cortes) usando violinos, violoncelos, harpas, tímpanos e etc. Tudo isso sem excluir os solos geniais e sem ignorar o peso de Piece Of Mind.

Se você ainda não ouviu o Piece Of Mind, ou o seu tributo orquestrado, clique nos links abaixo, faça o download e desfrute dessa obra prima da música pesada:

Piece Of Mind (1983)

The Hand Of Doom Orchestra Plays Iron Maiden´s Piece Of Mind: A Orchestral Tribute

Lembramos que para baixar os discos, é necessário se cadastrar no fórum para fazer os downloads. Aproveite para debater sobre o Maiden e outras bandas de Rock e Metal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Iron Maiden - The Final Frontier (Resenha)

Quatro anos após A Matter Of Life and Death, seu último disco, o Iron Maiden lança o álbum mais complexo e desafiador de sua carreira. Não, The Final Frontier não é um álbum de rock ou metal progressivo, como muito se tem dito por aí. O álbum tem, sim, músicas longas, passagens "espaciais", trocas de tempo frequentes, além das influências progressivas de alguns integrantes mostradas ao longo da gloriosa carreira da banda, principalmente nos últimos discos, mas ainda não é o bastante para dizer que é um álbum de rock/metal progressivo. Apesar disso, neste álbum, é evidente a busca da banda pela experimentação.

A faixa que abre o disco, na verdade, são duas músicas diferentes que a banda resolveu juntar e dar um nome, Satelite 15...The Final Frontier. A primeira parte é uma intro muito diferente do que a banda costuma fazer, ela tem um um clima meio caótico em meio a guitarras distorcidas gemendo ao fundo e uma bateria constante em um ritmo marcial. Nicko McBrain se sai muito bem nessa parte. Passada a intro, que termina com um pequeno riff, quando esperamos algo explosivo e apocalíptico, surge uma canção meio hard rock e com um ritmo cadenciado, um enorme contraste à primeira parte, diria até que foi bobagem juntá-las. A segunda parte tem ótimos solos e carrega o nome do disco em seu grudento refrão, mas tem uma bridge fraca. 

El Dorado, o primeiro single, apesar de ser uma boa música, não convence. Tem uma boa introdução, como se estivesse ao fim de uma música e segue em um andamento estranho, com Steve Harris cavalgando no baixo. A bridge ficou um pouco deslocada da música, que tem um bom refrão, cantado bem alto, mas que não se encaixa muito com o contexto da música. Os bons solos da canção pendem bem para o prog.

Em seguida temos Mother Of Mercy, um dos destaques do disco, porém, negativo. Tem uma introdução bem prog, com um começo mais cadenciado. A música tem um clima obscuro e bons solos, mas o refrão traz um timbre um pouco forçado de Bruce Dickinson, e se repete algumas vezes, deixando a canção arrastada. Coming Home é uma power-ballad que não cai na chatice. Lembra bastante o trabalho solo de Bruce e o solo tranquilo de Dave Murray seguido de outro mais agressivo de Adrian Smith depois do retorno ao tema da introdução que sucede o refrão remete até a sonoridade de 7th Son. O refrão é maravilhoso e os solos são fantásticos.

Seguindo o disco, The Alchemist. É a faixa mais rápida, bem ao estilo da banda, Maiden por excelência. É um faixa bem direta, lembra um pouco Man On The Edge, do X Factor. Tem um bom solo, mas não tem muito peso. A bateria é rápida, mas não tem o acompanhamento das guitarras, e tem um final seco. 

Agora chegamos à parte épica do álbum, onde as influências progressivas na sonoridade do disco se tornam bem evidentes. Isle Of Avalon marca essa virada. Como muitas canções épicas do Maiden, a faixa tem uma intro lenta com guitarra e baixo e um vocal calmo de Bruce, num clima bem íntimo. Lembra um pouco Rime Of Ancient Mariner. Então chega a parte mais forte, com Bruce cantando lá no alto e com um solo numa base bem progressiva. A música tem boas pausas no ritmo e solos vindos de todos os lados em cima de riffs complexos. Uma das melhores músicas da banda no últimos tempos.

Starblind também tem uma intro calma, bem inferior a da faixa anterior, mas é curta e com alguns coros. A música tem um andamento incrível com várias mudanças de intensidade e excelentes passagens instrumentais. Na metade da música, a guitarra solta uma melodia muito igual a de Rock Bottom, do UFO, citado algumas vezes por Steve Harris como uma das principais influências da banda. A complexidade e a densidade da soma dos elementos, talvez, pode não ser digerida na primeira ouvida.

A faixa seguinte The Talisman, tem uma intro céltica, onde Bruce declama acompanhado por um violão, num clima que remete a Dance Of Death, e até algumas músicas do Blind Guardian. De repente a música explode, com Harris cavalgando no baixo. No refrão, a voz de Dickinson soa um pouco forçada, mas não compromete a música, que tem um ótimo coro de guitarra que surge em algumas partes da música. Tem ótimos solos, que remetem a The Apparition, do Fear Of The Dark, e também tem uma melodia de guitarra que lembra um pouco o de Virtual XI. Um dos pontos altos do álbum, embora pudesse ser mais curta.

The Man Who Would Be King tem uma bela introdução, e lenta, assim como as anteriores e uma linda melodia vocal. Tem um andamento cadenciado e um aumento constante de intensidade, que cai um pouco no refrão. Depois do refrão, surge um solo espetacular, acompanhado pela bateria de Nicko. A harmonia entre as guitarras e a bateria é fantástica nessa música.

Fechando o disco temos a faixa mais longa, com seus 11:02, e é outra faixa com uma bela introdução, com uma linda melodia vocal, que se repete no decorrer da música, e é substiuída por outra não menos bela em um momento. A música tem um andamento contínuo e melodias marcantes, cheias de feeling, e consegue ter uma atmosfera leve, apesar das guitarras surgirem de todos os lados. Um belo trabalho instrumental, preciso, fantástico, que termina na melodia vocal da introdução seguida pelo som do vento. A música fecha muito bem o álbum, sendo o ponto alto.

The Final Frontier é um discaço. Não é uma unanimidade, os fãs certamente esperavam algo menos experimental, menos inesperado, com músicas fáceis e cheias de energia, que o faz sair "bangueando" por aí e, provavelmente, não verão mais discos assim da banda, mas ainda assim é um disco excelente. A produção do disco, porém, está um pouco fraca, mas isso é um pouco recorrente no caso do Iron Maiden. Não sabemos até onde a banda dá liberdade ao produtor, mas em alguns casos ele tem que se impor, principalemente quando se fala no trabalho vocal, que soa forçado em algumas músicas e poderia ser facilmente ajustado, descendo um ou meio tom. É preciso muito mais cuidado com o vocal.

Dave foi o grande destaque dentre os guitarristas, que tem um incrível entrosamento, sendo responsável por solos fantásticos. Steve Harris mandou muito bem como sempre, apesar de estar um pouco discreto. Bruce é um dos melhores cantores de heavy metal da história, não tem o que discutir, interpreta as letras como ninguém. O grande destaque individual do disco foi Nicko McBrain, que se mostrou muito à vontade nesse estilo que a banda se propôs a tocar, com trocas de tempo, pausas no ritmo e tudo mais. Talvez a melhor atuação desde Piece Of Mind.

Resumindo tudo isso, The Final Frontier é um disco excelente, onde a banda consegue explorar de maneira incrível novas sonoridades. Como eu disse no começo do post, é o disco mais desafiador da carreira da banda, é muito contraditório e paradoxal, e isso é o que torna o álbum excelente, mas ao mesmo tempo, pode formar inúmeras divergências. Os fãs mais radicais podem até torcer o nariz a princípio, mas The Final Frontier é um álbum a se ouvir ouvir com a mente aberta e sem preconceitos. Para quem gosta de ouvir música prestando atenção nos detalhes, este disco é um prato cheio. E por favor, não parem de ouvir em Mother Of Mercy...Garanto que o disco melhora bastante!


Tracklist:

1 - Satellite 15… The Final Frontier
2 - El Dorado
3 - Mother Of Mercy
4 - Coming Home
5 - The Alchemist
6 - Isle Of Avalon
7 - Starblind
8 - The Talisman
9 - The Man Who Would Be King
10 - When The Wild Wind Blows

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sábado, 7 de agosto de 2010

Paul Di'Anno (John Bull, Florianópolis, 05/08/10)

Na última quinta-feira (05/08) Florianópolis recebeu Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden. O show fez parte da turnê de comemoração dos 30 anos do primeiro álbum da Donzela e foi o show que abriu a atual turnê brasileira que passará por 20 cidades.

Por volta da meia-noite a banda brasileira Scelerata subiu ao palco. Vale destacar o ótimo show da banda que tocou composições próprias e a música Master Of Puppets do Metallica.

Alguns minutos após o término do show de abertura os músicos do Scelerata, com exceção do vocalista obviamente, voltaram ao palco para tocarem The Ides Of March. Paul sobe ao palco e mantém a sequência que abre o álbum Killers do Iron Maiden com Wrathchild, clássico da banda matido nos setlists até hoje, o local quase foi abaixo de tanta empolgação do público.

Se alguém ainda estava parado com certeza não conseguiu ficar na música seguinte, Prowler, também bem recebida pelo público.
Marshall Lockjaw de sua outra banda, Killers, deu sequência ao show seguida de mais uma do Maiden, Murders In The Rue Morgue.

Depois disso o músico dedicou a música seguinte, Mad Man In The Attic, ao seu time do coração, o Corinthians. Strange World, do álbum Iron Maiden, foi tocada em seguida.
The Beast Arises do Killers (banda) e Children Of Madness do Battlezone foram tocadas e pôde-se notar o público esfriando muito, com algumas pessoas conversando ao invés de assistir ao show e quase ninguém cantava as músicas. Paul ficou visivelmente incomodado com isso, mas reagiu com bom humor dizendo que se o público não cooperace eles tocariam uma música das Spice Girls.

Genghis Khan foi seguida por Remember Tomorrow, este foi um dos pontos altos do show e o melhor desempenho vocal de Paul na noite, o público também se animou bastante durante esta música cantando-a em uníssono.

O show seguiu com mais duas músicas da banda Killers, Faith Healer e A Song For You, e novamente o público esfriou demais, com exceção dos que estavam perto do palco, estes cantaram e pularam durante o show inteiro, porém o que todos queriam ouvir era Iron Maiden. Fato comprovado com a reação nas duas músicas seguintes: Killers e Phantom Of The Opera.

Nem preciso dizer que as duas músicas seguintes também foram um dos pontos altos da noite: Iron Maiden e Running Free. Estranho Paul ter anunciado que ele não tocava a música Iron Maiden há mais de trinta anos, sendo que ela vem sendo constantemente tocada nas últimas turnês.

Após poucos minutos a banda voltou ao palco para o bis com Transylvania. Para encerrar, dois clássicos: Blitzkrieg Bop dos Ramones e Sanctuary do Iron Maiden.

No geral o show foi um tanto quanto irregular, a banda tocou bem o tempo inteiro, porém a voz de Paul Di'Anno não estava boa, sendo que o próprio se desculpou por isso, cheio de altos e baixos apesar dele ter se esforçado o máximo para cantar. O som ruim da casa de shows também prejudicou a apresentação. O público que só se animava durante músicas do Iron Maiden, o que foi uma pena, pois as músicas que não eram da Donzela também são ótimas, mostrou que querendo ou não, Paul Di'Anno sempre será conhecido como 'ex-vocalista do Iron Maiden'.
Outro ponto negativo foi que havia sido anunciado que o álbum 'Iron Maiden' seria tocado na íntegra, porém justo uma das músicas mais esperadas, Charlotte The Harlot, foi omitida do setlist.

Apesar dos problemas o show foi compensado pelo carisma de Paul sempre falando com os presentes e contando piadas. E só o fato de poder ver a lenda de perto cantando músicas como Phantom Of The Opera e Remember Tomorrow fez a noite valer a pena.

Setlist:

1. The Ides Of March
2. Wrathchild
3. Prowler
4. Marshall Lockjaw
5. Murders In The Rue Morgue
6. Mad Man in the Attic
7. Strange World
8. The Beast Arises
9. Children Of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song For You
14. Killers
15. Phantom of the Opera
16. Iron Maiden
17. Running Free
18. Transylvania
19. Blitzkrieg Bop
20. Sanctuary
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Acesse o Forum Metal Is The Law para debater sobre este show e tudo relacionado ao rock e heavy metal.

sábado, 31 de julho de 2010

Vídeo Clipe do Mês: Iron Maiden - Satellite 15...The Final Frontier

O vídeo clipe escolhido para o mês de julho é o mais recente do Iron Maiden, Satellite 15.....The Final Frontier, que fará parte do novo álbum da banda, The Final Frontier.
Confira abaixo:


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Iron Maiden no Forum Metal Is The Law.

domingo, 4 de abril de 2010

Iron Maiden - Maiden Japan


Maiden Japan é um EP ao vivo da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. O título é um trocadilho com o álbum ao vivo do Deep Purple, Made in Japan, também gravado no Japão.

Todas as faixas foram gravadas no Kosei Nenkin Hall, em Nagóia, em 23 de maio de 1981. Foi a gravação da primeira turnê mundial do Iron e apresenta, originalmente, cinco faixas. A versão original japonesa apresenta apenas quatro faixas. A banda não tinha a intenção de lançar o álbum, porém o fez por exigências do mercado japonês. (o que o torna raro)

A capa original, da qual somente cerca de 25.000 cópias foram produzidos (apenas na Venezuela), mostravam o mascote da banda, Eddie, segurando a cabeça de Paul Di'Anno. Uma capa substituta foi feita de última hora, depois que o empresário da banda, Rod Smallwood, vetou a anterior ao saber que a banda queria demitir o tal vocalista.

Até hoje os fãs esperam um relançamento vinil e um lançamento em cd (pois nunca foi lançado nesse formato) desse maravilhoso disco ao vivo, que diferente do Rock In Rio e Death On The Road não sofreu nenhum overdub, afinal de contas, essa ''técnica'' não exixtia naquela época

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