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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Spiritual Beggars - Return To Zero [Review]

Procurando resgatar a sonoridade das bandas de rock dos anos 70 e todo o seu brilhantismo, o guitarrista Michael Amott (Arch Enemy) , depois de sua saída do Carcass fundou o Spiritual Beggars em 1994. E chamou um time de peso para isso, com músicos de qualidade indiscutível, como o baixista Sharlee D'Angelo (Mercyful Fate, Arch Enemy, Witchery), o baterista Ludwig Witt (Firebird) e o tecladista Per Wiberg (Opeth). E este disco conta ainda com a estreia de Apollo Papathanasio, vocalista do Firewind.

Este disco não tem tantas distorções quanto os anteriores, além de ter mais melodias, mas ainda assim é mais pesado e também mais voltado ao som setentista. Papathanasio contribui para isso, com sua voz potente e melódica, aliada às claras influências de Michael Schenker sobre Michael Amott, e à Per Wiberg, responsável pelo teclado e o nostálgico órgão Hammond.

O álbum começa com uma intro que leva o nome do disco, um pouco psicodélica, emendada em Lost In Yesterday, que dita o tom do disco com seu peso e melodias típicas dos anos 70. Star Born é um pouco mais alegre, mas segue a mesma linha. The Chaos Of Rebirth começa mais densa, com riffs arrastados, mas acelera do meio pro fim. We Are Free e Dead Weight são bem "sabbathicas", os riffs poderiam ter vindo diretamente de Tony Iommi. A bela e melancólica Spirit Of The Wind difere de todo o resto do álbum, mas é um dos destaques, com uma melodia simples de teclado do início ao fim. Coming Home e Concrete Horizon são ecos latentes de Deep Purple e Michael Schenker Group. A New Day Rising e a balada The Road Less Travelled, além da já citada The Chaos Of Rebirth, mostram uma sonoridade mais própria da banda, mas sem largar as influências setentistas. Believe In Me é o destaque do disco, com um riff sensacional que se estende por toda a música entre boas passagens de teclado. Na versão japonesa do álbum ainda encontramos um cover muito bem feito de Time To Live, do Uriah Heep.

No geral, o álbum não tem tantas novidades, o estilo que a banda se propõe a fazer também não permite muitas mudanças, exceto pela estreia de Papathanasio, que, sem dúvida alguma, faz a banda soar diferente, mas é um ponto positivo, pois o vocalista se entrega verdadeiramente às canções com uma emoção tangível, fazendo a banda soa ainda melhor do que antes. A qualidade das músicas é indiscutível, e o Sipritual Beggars ainda destila o seu som fino, com toda a pompa que o hard rock setentista merece, uma verdadeira homenagem à essa década tão importante para o Hard Rock e o surgimento do Heavy Metal.

Tracklist:

01. Return To Zero (intro)
02. Lost In Yesterday
03. Star Born
04. Chaos Of Rebirth
05. We Are Free
06. Spirit Of The Wind
07. Coming Home
08. Concrete Horizon
09. A New Dawn Rising
10. Believe In Me
11. Dead Weight
12. The Road Less Travelled

Japanese Bonus Track:

13. Time To Live (Uriah Heep Cover)


Não deixe de acessar o Forum Metal Is The Law para comentar sobre o Spiritual Beggars também sobre Rock, Jazz, Blues e Heavy Metal em geral

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 2

Como outro redator do blog já disse, "todos os admiradores da música estão fazendo suas listas de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas também". Semana passada eu ouvi muitos discos desse ano, e esse mês o que mais fiz foi isso. Me arrependi amargamente de não ter feito isso antes, pois algumas bandas que ouvi, não conhecia há uns 15 dias atrás, algumas muito boas e que mereciam estar na lista, e também ouvi discos que foram lançados no meio do ano, mas só cheguei a ouvir a pouco tempo, só pra fazer a lista...da próxima vez vou ter mais boa vontade em ouvir os lançamentos. Enfim, a lista é essa, não deixem de comentar se concordaram, não concordaram, o que vocês quiserem.

Lista de Rodrigo Luiz





10º) Blood Of The Nations - Accept

Riffs marcantes, refrãos com coros e ritmos contagiantes que nos fazem banguear feito loucos...O Accept está de volta! E o fato de seu membro mais importante não estar na banda não afetou em nada, Mark Tornillo mostrou que tem o seu valor e pode crescer muito. Com esse álbum a banda dá uma bela volta por cima, mostrando o mais puro Heavy Metal.


9º) The Obsidian Conspiracy - Nevermore

O álbum pode até ser estranho a primeira ouvida, é mais agressivo e direto, sem a complexidade dos anteriores, mas este álbum merece entrar nessa lista. Warrel Dane se destaca com fantásticas linhas vocais e Jeff Loomis mostra porque é um dos melhores guitarristas da atualidade, com riffs e solos matadores, além da produção cristalina de Peter Wichers.


8º) At The Edge Of Time - Blind Guardian

Nos últimos discos o Blind Guardian tem se distanciado um pouco do power metal que a consagrou, talvez Nightfall In Midle-Earth tenha sido o último nessa linha, e, apesar de a banda continuar agregando elementos que possam somar ao seu som, confesso que torci o nariz para o rumo que a banda estava tomando, mas esse disco...é brilhante! É repleto de momentos épicos, com orquestrações pomposas, solos arrepiantes, os coros já conhecidos, além de elementos folk que dão toda uma atmosfera mística. Sem contar Hansi Kürsch, com sua ainda incrível potência de voz aliada ao seu conhecido talento para interpretar as músicas.


7º) Afraid Of Me - Auvernia

Fiquei louco quando ouvi esse disco! A banda faz um som inconstante, com trocas de tempo constantes, lembrando até um pouco do death metal técnico, passagens de teclado que as vezes lembram hammonds, solos inteligentes, passagens folk, orquestrações e também passagens melódicas, além de um Interlúdio Porteño, uma canção latina com guitarras. Prog metal ao extremo!!


6º) Poetry For The Poisoned - Kamelot

Depois dos incríveis The Black Halo e Ghost Opera, o Kamelot se supera e mostra porque é a melhor banda de Symphonic Metal atualmente. Sempre agregando novos elementos a sua sonoridade, a banda construiu um som próprio e inconfundível, e neste álbum, além do sempre brilhante Roy khan, Thomas Youngblood está tocando como nunca.


5º) Sting In The Tail - Scorpions

O melhor álbum da carreira da banda! Foi justamente isso que achei assim que ouvi o álbum pela primeira, achei que fosse empolgação na hora, mas não...toda vez que o ouço tenho certeza disso. O disco que encerra a carreira do Scorpions faz jus a tudo o que a banda representa, com canções cheias de feeling, refrãos contagiantes, solos maravilhosos, além das famosas baladas. É uma pena que este seja o fim, pois com esse disco, fica claro que a banda ainda teria muito a mostrar.


4º) The Never Ending Way Of OrwarriOR - Orphaned Land


Depois de 6 anos da obra-prima "Mabool", a expectativa era muito grande em torno deste álbum e a pressão em cima da banda para fazer um disco a altura de seu predecessor era muito grande. E para felicidade geral, a banda conseguiu, e diria até que se superou. As inserções de música árabe e elementos orientais são muito bem feitas e extremamente cativantes e a criatividade da banda é inesgotável. Ouvir esse álbum é uma experiência única e indescritível, só ouvindo para entender.


3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Só de ouvir as duas primeiras músicas, já estava com vontade de botar este disco na lista. Depois que o ouvi inteiro, tinha obrigação de fazer isso! Não faz nem 15 dias que conheço a banda, ouvi este disco por recomendações de outros redatores do blog, e me impressionei com o som da dela, um "southern jam rock", uma mistura de Allman Brothers Band com Phish e Grateful Dead, além de um pouco de jazz e blues, tudo isso aliado a muita feeling que flui em melodias irresistíveis e gostosas de se ouvir. É até difícil acreditar que este disco tenha sido gravado em 2010.


2º) Black Country - Black Country Comuunion

Este álbum foi uma grata surpresa, não esperava muito dele, talvez por ser um supergrupo (apesar de serem bons, não são impressionantes), ou até por não conhecer o trabalho de Joe Bonamassa. Mas foi Bonamassa quem mais me impressionou, com muito feeling, excelentes solos e um trabalho pesado na guitarra, o álbum peca só na particpação discreta de Derek Sherinian. Glenn Hughes está ótimo como sempre, e Jason Bonham aparece na medida certa, batendo firme quando precisa. O melhor dos supergrupos.

1º) Return To Zero - Spiritual Beggars

Conheci a banda a pouco tempo, e, depois de ouvir o excelente Demons, vi que a banda tinha lançado um álbum esse ano e tive vontade de ouvir, ainda mais depois de saber que a banda era de um dos meus guitarristas preferidos, Michael Amott. Um hard rock misturado às veias metálicas dos integrantes fazem um som sensacional, com verdadeiras pérolas que fazem jus às inspirações claras da banda, como Black Sabbath e Deep Purple, e poderiam até vir diretamente delas. Uma verdadeira homenagem ao hard rock setentista. O melhor disco do ano!
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