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terça-feira, 5 de abril de 2011

Obscura - Omnivium [Review]

Eis mais um dos álbuns que estão no grupo dos mais esperados do ano. Depois do excelente Cosmogenesis, o Obscura volta com Omnivium, seu terceiro álbum de estúdio, tentando cumprir as expectativas geradas pelo álbum anterior. Nesse disco, a banda continua com o seu som super-hiper-ultra-mega técnico, que muitos gostam, mas muitos odeiam. Os que odeiam dizem que as bandas de Technical Brutal Metal não sabem fazer música, porque a estrutura musical é quase inexistente e muitas vezes repetitiva, assim como as guitarras. Por um lado, é compreensível, algumas das bandas que se propõem a tocar esse estilo não tem a técnica necessária e realmente cansam, mas muitos dos que odeiam vão ter que dar o braço a torcer para este álbum.

Em Omnivium, a maturidade da banda é perceptível, pois apesar de ele se parecer com Cosmogenesis em muitos aspectos, neste disco há abordagens de diferentes estilos e instrumentos pouco tradicionais para o estilo, como as guitarras acústicas que surgem logo na faixa de abertura, Septuagint.

Septuagint, aliás, é uma das que mais impressionam, tem excelentes alternâncias entre passagens calmas e outras pesadas e rápidas, repletas de ondas de blast beats. Uma das passagens calmas tem um curto solo de baixo que logo dá lugar a outra passagem mais melódica, com vocais limpos. O resultado é surpreendente. E assim como essa faixa, o álbum todo é repleto de surpresas, desde o baixo deslisando em Ocean Gateways até o solo de baixo numa passagem "jazzística" em Celestial Spheres. A faixa mais diferente do disco é Velocity, e também a mais difícil de ser digerida, perde um pouco do rumo na sua complexidade, sendo muito tecnicista, assim como A Transcedental Serenade, que tem boas guitarras, mas também perde o rumo.

Tecnicamente a banda é impecável, Steffen Kummerer e Christian Müenzner arrebentam nas guitarras, com ótimos riffs e solos, principalmente Müenzner, com certeza um dos melhores guitarristas da atualidade. Jeroen Thesseling continua atacando no seu baixo fretless, com ótimos licks, talvez o destaque técnico da banda. Hannes Grossmann não impressiona como os outros integrantes, mas segura bem a onda nas diversas quebras de ritmo do disco.

Omnivium é um álbum excelente, e que cumpre as expectativas. Certamente agradará aos já adeptos ao estilo e também pode quebrar algum preconceito contra o metal técnico, pois há uma tentativa de ambrangir o som a novos horizontes dentro desse estilo tão criticado pela mesmice. Outro lançamento que vale a pena ouvir.

Nota 9,0


Tracklist:

01. Septuagint
02. Vortex Omnivium
03. Ocean Gateways
04. Euclidean Elements
05. Prismal Dawn
06. Celestial Spheres
07. Velocity
08. A Transcendental Serenade
09. Aevum
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