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terça-feira, 19 de julho de 2011

Álbum da Semana: The Black Halo - Kamelot


"The Black Halo" é o sétimo álbum de estúdio lançado pelo Kamelot. Trata-se de um álbum conceitual baseado vagamente em Goethe's Faust. O disco continua a história iniciada em "Epica" (2003) e é a segunda e última parte sobre Ariel. O álbum também traz a participação especial de vários artistas como: Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir), Jens Johansson (Stratovarius), entre outros.

O álbum possui uma atmosfera bastante teatral e transita com muita facilidade entre o peso e a calmaria, sempre com um clima épico e inspirador. O vocalista Roy Khan dá simplesmente um show de interpretação e seu timbre se encaixa perfeitamente com os riffs de Thomas Youngblood.

Lançado em 2005, "The Black Halo" continua até hoje sendo o favorito de boa parte dos fãs da banda. Um álbum emblemático para a carreira do Kamelot e indispensável para qualquer um que goste de Power/Symphonic Metal.

DOWNLOAD

Tracklist:
01 - March of Mephisto
02 - When the Lights Are Down
03 - The Haunting (Somewhere In Time)
04 - Soul Society
05 - Interlude I: Dei Gratia
06 - Abandoned
07 - This Pain
08 - Moonlight
09 - Interlude II: Un Assassino Molto Silenzioso
10 - The Black Halo
11 - Nothing Ever Dies
12 - Memento Mori
13 - Interlude III: Midnight - Twelve Tolls For A New Day
14 - Serenade

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 2

Como outro redator do blog já disse, "todos os admiradores da música estão fazendo suas listas de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas também". Semana passada eu ouvi muitos discos desse ano, e esse mês o que mais fiz foi isso. Me arrependi amargamente de não ter feito isso antes, pois algumas bandas que ouvi, não conhecia há uns 15 dias atrás, algumas muito boas e que mereciam estar na lista, e também ouvi discos que foram lançados no meio do ano, mas só cheguei a ouvir a pouco tempo, só pra fazer a lista...da próxima vez vou ter mais boa vontade em ouvir os lançamentos. Enfim, a lista é essa, não deixem de comentar se concordaram, não concordaram, o que vocês quiserem.

Lista de Rodrigo Luiz





10º) Blood Of The Nations - Accept

Riffs marcantes, refrãos com coros e ritmos contagiantes que nos fazem banguear feito loucos...O Accept está de volta! E o fato de seu membro mais importante não estar na banda não afetou em nada, Mark Tornillo mostrou que tem o seu valor e pode crescer muito. Com esse álbum a banda dá uma bela volta por cima, mostrando o mais puro Heavy Metal.


9º) The Obsidian Conspiracy - Nevermore

O álbum pode até ser estranho a primeira ouvida, é mais agressivo e direto, sem a complexidade dos anteriores, mas este álbum merece entrar nessa lista. Warrel Dane se destaca com fantásticas linhas vocais e Jeff Loomis mostra porque é um dos melhores guitarristas da atualidade, com riffs e solos matadores, além da produção cristalina de Peter Wichers.


8º) At The Edge Of Time - Blind Guardian

Nos últimos discos o Blind Guardian tem se distanciado um pouco do power metal que a consagrou, talvez Nightfall In Midle-Earth tenha sido o último nessa linha, e, apesar de a banda continuar agregando elementos que possam somar ao seu som, confesso que torci o nariz para o rumo que a banda estava tomando, mas esse disco...é brilhante! É repleto de momentos épicos, com orquestrações pomposas, solos arrepiantes, os coros já conhecidos, além de elementos folk que dão toda uma atmosfera mística. Sem contar Hansi Kürsch, com sua ainda incrível potência de voz aliada ao seu conhecido talento para interpretar as músicas.


7º) Afraid Of Me - Auvernia

Fiquei louco quando ouvi esse disco! A banda faz um som inconstante, com trocas de tempo constantes, lembrando até um pouco do death metal técnico, passagens de teclado que as vezes lembram hammonds, solos inteligentes, passagens folk, orquestrações e também passagens melódicas, além de um Interlúdio Porteño, uma canção latina com guitarras. Prog metal ao extremo!!


6º) Poetry For The Poisoned - Kamelot

Depois dos incríveis The Black Halo e Ghost Opera, o Kamelot se supera e mostra porque é a melhor banda de Symphonic Metal atualmente. Sempre agregando novos elementos a sua sonoridade, a banda construiu um som próprio e inconfundível, e neste álbum, além do sempre brilhante Roy khan, Thomas Youngblood está tocando como nunca.


5º) Sting In The Tail - Scorpions

O melhor álbum da carreira da banda! Foi justamente isso que achei assim que ouvi o álbum pela primeira, achei que fosse empolgação na hora, mas não...toda vez que o ouço tenho certeza disso. O disco que encerra a carreira do Scorpions faz jus a tudo o que a banda representa, com canções cheias de feeling, refrãos contagiantes, solos maravilhosos, além das famosas baladas. É uma pena que este seja o fim, pois com esse disco, fica claro que a banda ainda teria muito a mostrar.


4º) The Never Ending Way Of OrwarriOR - Orphaned Land


Depois de 6 anos da obra-prima "Mabool", a expectativa era muito grande em torno deste álbum e a pressão em cima da banda para fazer um disco a altura de seu predecessor era muito grande. E para felicidade geral, a banda conseguiu, e diria até que se superou. As inserções de música árabe e elementos orientais são muito bem feitas e extremamente cativantes e a criatividade da banda é inesgotável. Ouvir esse álbum é uma experiência única e indescritível, só ouvindo para entender.


3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Só de ouvir as duas primeiras músicas, já estava com vontade de botar este disco na lista. Depois que o ouvi inteiro, tinha obrigação de fazer isso! Não faz nem 15 dias que conheço a banda, ouvi este disco por recomendações de outros redatores do blog, e me impressionei com o som da dela, um "southern jam rock", uma mistura de Allman Brothers Band com Phish e Grateful Dead, além de um pouco de jazz e blues, tudo isso aliado a muita feeling que flui em melodias irresistíveis e gostosas de se ouvir. É até difícil acreditar que este disco tenha sido gravado em 2010.


2º) Black Country - Black Country Comuunion

Este álbum foi uma grata surpresa, não esperava muito dele, talvez por ser um supergrupo (apesar de serem bons, não são impressionantes), ou até por não conhecer o trabalho de Joe Bonamassa. Mas foi Bonamassa quem mais me impressionou, com muito feeling, excelentes solos e um trabalho pesado na guitarra, o álbum peca só na particpação discreta de Derek Sherinian. Glenn Hughes está ótimo como sempre, e Jason Bonham aparece na medida certa, batendo firme quando precisa. O melhor dos supergrupos.

1º) Return To Zero - Spiritual Beggars

Conheci a banda a pouco tempo, e, depois de ouvir o excelente Demons, vi que a banda tinha lançado um álbum esse ano e tive vontade de ouvir, ainda mais depois de saber que a banda era de um dos meus guitarristas preferidos, Michael Amott. Um hard rock misturado às veias metálicas dos integrantes fazem um som sensacional, com verdadeiras pérolas que fazem jus às inspirações claras da banda, como Black Sabbath e Deep Purple, e poderiam até vir diretamente delas. Uma verdadeira homenagem ao hard rock setentista. O melhor disco do ano!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os Melhores Discos de 2010 - Parte 1

Está chegando o final do ano, todos admiradores da música estão fazendo sua lista de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas. Levamos umas duas ou três semanas para reouvir os discos que mais chamaram a nossa atenção e ouvir algumas novas descobertas.
Não fiquei muito contente com a minha lista, tive que deixar muitos nomes de fora, mas é isso aí, se fosse escolher dez discos desse ano pra comprar, seriam estes. Não deixe de opinar, não importa se você concorda comigo ou não.
Lista elaborada por Gabriel Albuquerque


10º) At The Edge Of Time - Blind Guardian
Sempre recebi muitas recomendações do Blind Guardian, mas nunca dei bola. No fim do ano, quando me bateu uma louca vontade de ouvir os lançamentos do ano, conferi esse disco. Percebi que era diferente do que pensei logo na primeira faixa: algumas orquestrações, solos arrepiantes e refrões colantes.
9º) I Fell Like Playing - Ron Wood
É a primeira vez que ouço um disco solo de Ron Wood, e achei um dos melhores do ano, muito simples. Fato é que o disco é tão descontraído, que é excelente, seja com um reggae, um blues ou um Rockão carregado.
8º) To The One - John McLaughlin & The 4th Dimension
Só vim saber que o guitarrista dessa última lançou um disco esse ano após ler a resenha postada por outro redator aqui no blog. É bom saber que John ainda é certeiro, com solos geniais e sempre acompanhado de bons músicos.
7º) Poetry For The Poisoned - Kamelot
Assim como o Blind Guardian, eu não conhecia a banda, e é totalmente diferente do que eu pensei. Gostei muito do estilo mais melódico do vocal e os solos de guitarra, que não são só rápidos, podem trazer 'feeling´', como em If Tomorrow Came.
6º) Innerspeaker - Tame Impala
Pela capa, é esperado uma psicodelia imensa, mas não é bem assim. O power trio é psicodélico sim, mas é um pouco mais limpo, algo como Cream. O seu instrumental é bem estudado, e ao mesmo tempo espontâneo. Simples, mas arrebatador.
5º) Wilderness Heart - Black Mountain

Um disco cheio de melodia, que encanta e prende o ouvinte com vocais femininos e masculinos se alternando. Baladas cativantes, levadas num violão limpo e conquistador e outras calcadas num Southern Rock intinerante. Agrada sem fazer muito esforço.

4º) Black Country - Black Country Communion

O melhor supergrupo da década! Não esperava ser tão bom, já que não conhecia uma música de Joe Bonamassa, e geralmente, os filhos de astros da música não honram o sobrenome. Mas só a primeira faixa deixa qualquer um de queixo caído. Hardão frenético e bem estruturado. Imperdível.

3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Southern Rock da década de 1970 com um forro mais atual, além de toques Country. Isso é, basicamente, o som do Widespread, que sabe ser delicado e forte. Impossível não gostar!

2º) Blood Of The Nations - Accept
Uma banda que estava apagada volta com tudo, e sem o seu principal componente, Eu esperava um disco razoável, mas ouvi uma pérola revigorante! É a reconstrução de um clássico.
1º) Phosphene Dream - The Black Angels
O melhor disco do ano! Seu som psicodélico cortante parece ter sido gravado a 50 anos, na década de 1960! Uma banda muito próspera. A verdadeira revelação internacional do ano!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Kamelot - Poetry For The Poisoned (Resenha)

Enfim, depois do excelente Ghost Opera, de 2007, está pronto o novo álbum do Kamelot, Poetry For The Poisoned. A espera era muito grande e prova disso é o fato de o álbum ser disponibilizado na internet dez dias antes do lançamento na Europa. Para os fãs da banda e para quem curte um bom metal, pode-se dizer que valeu a pena esperar.

O álbum começa com The Great Pandemonium, que tem uma atmosfera meio melancólica, até mais do que a presente em Ghost Opera. Isso não compromete em nada a música, que tem grande participação de Björn “Speed” Stridd, da banda Soilwork, o que faz lembrar March Of The Mephisto, onde Roy Khan é acompanhado por Shagrath (Dimmu Borgir) em uma sincronia de vozes incrível. A faixa abre muito bem o álbum, tendo um excelente solo do guitarrista Thomas Youngblood. Em seguida vem If Tomorrow Came, que soa quase industrial no começo e tem uma melodia mais rápida no refrão que lembra um pouco a banda nos seus primeiros discos.

As duas faixas seguintes tem uma história por trás. Primeiramente temos Dear Editor, um interlúdio que reproduz uma carta de um assassino conhecido como Zodíaco, endereçada a um jornal de São Francisco chamado The Chonicle, em 1974. A faixa seguinte, The Zodiac, trata a história desse assassino - que até hoje não teve sua identidade descoberta - mais a fundo. A faixa tem uma letra muito boa e um atrativo especial, a excelente participação de Jon Oliva (ex-Savatage, Jon Oliva's Pain).

Seguindo o disco, temos Hunter's Season, um dos destaques do album. A faixa é bem variada, com um toque até progressivo. Roy Khan manda muito bem, como de costume, e destaque para Oliver Palotai, no teclado e Youngblood na guitarra, com arranjos muito bons e a participação de Gus G. (Firewind, Ozzy Osbourne), com um solo excelente. Em House On A Hill, Roy Khan faz parceria com Simone Simons, cantora da banda de symphonic metal Epica, parceria já vista em The Haunting (Somewhere In Time). A faixa tem um pequeno, porém bom solo de Youngblood e um refrão bem emocionante que deve agradar bem aos fãs da banda. Destaque também para as orquestrações ditando o ritmo.

A faixa seguinte é Necropolis. A canção é bem pesada, embora mais lenta, e tem uns efeitos interesantes e diferentes, não tão usados em discos anteriores, e conta com mais uma grande atuação de Youngblood. My Train Of Thoughts segue bem o disco, com um começo de efeitos sonoros e um refrão bem cativante com um belo arranjo com orquestrações. Seal Of Woven Years mostra o poder da banda, com mais um destaque para o teclado.

A seguir a faixa título, mais uma grande obra da banda, que foi dividida em 4 partes. A primeira parte, Incubus, condiz com o que foi apresentado no restante álbum, embora tenha orquestrações mais evidentes. Em So Long, a segunda parte, Roy Khan é acompanhado mais uma vez pela bela Simone Simons, e também por Amanda Sommerville, que é responsável pelos corais. A bela canção tem uma atuação fantástica do trio. All Is Over, que também tem participação de Simone e Amanda, tem apenas 1:03. A seguir a última parte, Dissection, que fecha bem a quadrilogia, em um clima mais apocalíptico. Não havia a necessidade de dividir tanto música, a soma das canções não chega a 6 minutos, mas sem dúvida é um grande momento do disco, com grande destaque para as participações de Simone e Amanda e para o guitarrista Thomas Youngblood.

Once Upon A Time encerra o disco propriamente dito. É a mais rápida do disco, chega a lembrar When The Lights Are Down, de The Black Halo, e tem tudo pra virar hit. Em seguida vem a faixa-bônus Thespian Drama, uma instrumental excelente que mostra toda técnica da banda, numa performance impecável. Devia ter entrado para a tracklist do disco.

Mais uma vez a banda se supera. Não é de hoje que o Kamelot se sobressai nessa cena melódica, sempre buscando agregar novos elementos e sonoridades diferentes a suas canções e também consegue ter um som atmosférico, mas ao mesmo tempo direto, sem demontrações desnecessárias de habilidade e técnica. O álbum não chega a ser melhor que The Black Halo, um dos melhores da cena melódica dos últimos tempos, mas é mais um disco brilhante e muito bem produzido da banda.


Tracklist:

01 - The Great Pandemonium
02 - If Tomorrow Came
03 - Dear Editor
04 - The Zodiac
05 - Hunter's Season
06 - House On A Hill
07 - Necropolis
08 - My Train Of Thoughts
09 - Seal Of Woven Years
10 - Pt. I - Incubus
11 - Pt. II - So Long
12 - Pt. III - All Is Over
13 - Pt. IV - Dissection
14 - Once Upon A Time
15 - Thespian Drama

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