sexta-feira, 20 de maio de 2011

10 discos fundamentais do início do heavy metal

É quase impossível definir com precisão quando algum movimento artístico se inicia. Apesar de ter um determinado momento chave e crucial, tudo se dá por um conjunto de fatores e pessoas. Com o heavy metal é a mesma coisa. As opiniões sobre a primeira música e álbum do estilo variam.
Inúmeros discos foram lançados nos últimos anos da década de 1960 e no começo da década seguinte que, juntos, definiram uma boa parte do heavy metal e da música pesada em geral. A lista que você vai ver a seguir pode não conter os melhores discos do que veio a se chamar proto-metal - som pesado que veio antes do metal em si, também sendo rotulado algumas vezes como hardão -, mas sim álbuns essenciais, que ajudaram na formação e lhe ajudará, de certo modo, a enteder esse gênero tão complexo e diversificado que é o heavy metal.

The Beatles - The Beatles (White Album) (1968)

O White Album, como é mais conhecido, não é bem um disco de proto-metal. Tem até várias baladas, tais como ''While My Guitar Gently Weeps'', ''Dear Prudence'' e ''Blackbird'', e até uma peça cômica (''Ob-La-Di, Ob-La-Da''), mas trazia a primeira canção de heavy metal da história, seu nome é ''Helter Skelter''. Esse divisor de águas surgiu após Paul McCartney ler uma entrevista de Pete Townshend na revista Melody Maker, onde o guitarrista do The Who afirma que ''I Can See For Miles'' era a música mais alta, suja e barulhenta que sua banda já havia feito. McCartney descordou, acho que tudo não passava de um ''caos organizado'' e resolveu criar sua canção mais alta, suja e barulhenta. Assim surgiu o primeiro heavy metal - ainda que o termo só fosse inventado anos depois. O famoso assasino Charles Manson adotou ''Helter Skelter'' como um hino, e disse também que a letra fazia profecias de uma ''apocalíptica guerra racional''.
Até hoje, o metal é mal visto pela mídia de massa, que quando descobre que algum assassino gosta do gênero, persegue todos os headbanguers e estampa capas de revistas com títulos similares a ''Música para matadores'', ''O som do capeta'' e etc.

Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

O Blue Cheer é uma espécie de heavy Cream norte-americano. Sua coluna dorsal é o blues, mas desconfigurado com distorções e feedbacks. A versão sujona - e definitiva - de ''Summertime Blues'', tazia o vocal cru de Dickie Peterson aliado com som denso da bateria de Paul Whaley. ''Out Of Focus'' e ''Parchment Farm'' demostravam a força destruidora das seis cordas Leigh Stephens com riffs cadenciados e solos distorcidos. Não apenas um dos melhores discos de estréia da história, mas ''um marco dos primeiros tempos do heavy metal'', como diria Tom Hughes, co-editor da bíblia da música ''1001 discos para ouvir antes de morrer''. Curiosidade: na primeira vez que o trio tentou gravar Vincebus Eruptum, a mesa de mixagem estourou.

Steppenwolf - Steppenwolf (1968)

Apesar de hoje estar associado a grupos de motocliclistas em suas Harley Davidson´s, os canadenses do Steppenwolf já foram um grupo de muito sucesso, com 23 discos de ouro. O grupo teve início com o nome de Sparrow, tocando blues e em seguida folk, até que o produtor Gabriel Mekler sugeriu que a banda tomasse o rumo do hard rock. Seguindo o caminho apontado por Makler, o Steppenwolf gravou Born To Be Wild, que foi usada como música tema do filme Easy Rider (Sem Destino). Trazia em sua letra a passagem ''Heavy Metal Thunder'', a primeira vez que o termo ''heavy metal'' era usado na música - já havia sido usado na literatura e ''heavy'' era uma gíria usada pelos hippies. Também é considerada por muitos o primeiro heavy metal.

Jeeff Beck - Truth (1968)

Após saírem dos Yardbirds, Jimmy Page e Eric Clapton tiveram uma carreira de sucesso. Com Jeff Beck não foi bem assim, mas sua genialidade sempre esteve presente, o que gerou discos históricos, como é o caso de Truth, onde Beck pôs em prática as experimentações que tinha em mente. O que chama atenção é o super time reunido pelo guitarrista: Rod Stewart (na época, um ilustre desconhecido), Ron Wood (que depois entraria para o Rolling Stones) no baixo e os convidados especiais Jimmy Page e Keith Moon, que tocaram na famosa ''Beck´s Bolero''.
Truth poderia ser rotulado como ''essencial'' uma banda dessas tocando, mas ainda há excelentes momentos sem os convidados, como ''Shapes Of Things'', ''Rock My Plimsoul'' e ''Morning Dew''.

MC5 - Kick Out The Jams (1969)

O MC5 foi descoberto por acaso. A Elektra estava interessada em contratar o Stooges, até que a diretora da gravadora, Danny Fields, assistiu a um show do grupo em Chicago e deu uma chance aos rapazes. O disco de estréia foi gravado ao vivo, o que captou toda a energia destrutiva do MC5 em faixas como ''Come Together'', ''Ramblin´Rose'' e o clássico que dá nome ao álbum, eternizada pela frase que o vocalista Rob Tyner usava para anunciá-la ''Kick out the jams, motherfuckers'', quase como um chamado para a guerra.
Na época, a imprensa musical detonou o álbum. O famoso crítico Lester Bangs disse que era ''ridículo, arrogante e pretencioso''. Hoje, está em listas de ''álbuns definitivos do rock n´roll'' e tem nota máxima no site All Music Guide, onde qualquer usuários avaliam tal disco e o site cria uma média com os votos; ou seja, todos que avaliaram Kick Out The Jams lhe deram nota máxima.

Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969)

As maiores influências do Led Zeppelin eram o folk (que seria mais explorado no seu terceiro disco) e o blues, como fica claro em ''You Shook Me'' e ''I Can´t Quit You, Baby'', duas canções do bluesman Willie Dixon. Entretanto, a guitarra afiada, límpida e direta de Jimmy Page, a voz aguda de Robert Plant e os sucessivos ataques de John Bonham e John Paul Jones em faixas como ''Communication Breakdown'', ''Good Times, Bad Times'' e ''Dazed and Confused'' elevaram o Led para referência da música pesada até os dias atuais. Em seu disco de estréia, o que se ouve é apenas uma prévia de uma banda prestes a dominar o mundo e que definiu a música da década seguinte.

Sir Lord Baltimore - Kingdom Come (1970)

O Sir Lord Baltimore teve apenas três discos lançados - sendo um em 2006 com uma reunião do power trio que o formava -, mas o seu debut, Kingdom Come foi, junto com o Vincebus Eruptum, do Blue Cheer, a pedra fundamental do início do metal, e é o disco de estúdio mais pesado nesse top 10. O som do ''Sir Lordão'', como é carinhosamente chamado pelos fãs, conquista pela sua descontração típica do rock da década de 50, como ''Helium Head'' e ''I Got A Woman'' e os riffs alucinógenos, como ''Kingdom Come''.

Mountain - Climbing! (1970)

Considerado por muitos como o melhor disco do Mountain, Climbing! foi a estréia do quarteto americano que contava com duas figuras já conhecidas: o baixista Felix Lappardi, que foi produtor do Cream, e o guitarrista e vocalista Leslie West, que gravou outra pélora do hard pesado no anterior, chamado Leslie West Mountain.
A emocionante "Theme For An Imaginary Western", e as acústicas ''To My Friend'' e ''Laird'' podem fazer as pessoas se perguntarem por qual motivo esse disco é tão aclamado pelos fãs de hard rock setentista, mas os riffs trovejantes de ''Silver Paper'', ''Never In My Life'' e clássica ''Mississipi Queen'', a canção mais famosa do quarteto, fazem jus a recomendação do verso do LP: ''This Record Was Made To Be Played Loud'', em bom português, ''Este disco foi feito para ser tocado alto''.

Black Sabbath - Black Sabbath (1970)

A reação do pai de Ozzy ao ouvir o primeiro LP do Sabbath foi: ''Você tem certeza que só anda fumando cigarro?'', e ainda fez uma corrente com uma cruz de alumínio para cada um dos integrantes da banda. O pai do lendário vocalista não foi o único a se assustar com o som da banda, Ozzy e o baixista Geezer Butler disseram que quando começavam a tocar, as pessoas saim correndo com medo. Eles tinham começado como um grupo de blues, o Mithology, mas mudaram seu estilo após Butler, fã de filmes de terror, ter a ideia de fazer ''música de terror''.
A faixa título, que narra uma ''invasão'' do demônio à terra, se tornou um verdadeiro hino, e a atmosfera tensa e sombria criada pela banda definiu, basicamente, o som do heavy e inventara o doom metal.

Deep Purple - In Rock (1970)

O Deep Purple já havia lançado três discos de estúdio e um ao vivo, todos transitando pelo universo pop e até leves doses de psicodelia. In Rock foi uma total virada de mesa, com a banda a investindo no rock pesado. Faixas como ''Bloodsucker'', ''Hard Lovin´Man'' e ''Flight Of The Rat'' deram ao Purple um lugar no hall das bandas mais barulhentas de sua época, mas com instrumentistas de muita técnica, como mostra ''Child In Time'', um improviso que o tecladista Jon Lord fazia sobre ''Bombay Calling'', da banda psicodélica It´s A Beautiful Day. A impecável interpretação de Ian Gillian em ''Child...'', lhe rendeu o papel de Jesus na primeira versão da ópera-rock Jesus Christh Superstar após os diretores ouvirem uma versão ainda não lançada da canção.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Álbum da semana: Titus Groan - ...Plus

O primeiro e único disco do combo inglês Titus Groan foi lançado originalmente pela Dawn Records em 1970, e com apenas cinco faixas e sendo do cast de um selo pequeno, conseguiu arrancar elogios da impressa musical britânica e ainda criar uma das músicas temas mais famosas da história. O ponto forte do Titus Groan é o instrumental ousado, versátil e agregador de inúmeros gêneros musicais, indo de hard rock até jazz fusion, com uma aura mística acrescentada especialmente pelos instrumentos de sopro - saxofone, flauta e oboé - que lembram, em algumas passagens, grupos como o Jethro Tull e Van der Graaf Generator.

''It Wasn´t For You'' tem um tom mais funk e condução rítmica arrojada, enquanto ''It´s All Up With Us'' é uma sutil balada e a mais ''acessível'' da tracklist. Mas a cereja do bolo é a virtuosa suíte ''Hall Of Bright Carvings'' (título do primeiro capítulo do livro gótico que deu nome a banda), uma virtuosa suíte com pouco mais de dez minutos divididas em quatro partes, onde denotam a habilidade e entrosamento dos músicos e uma excelente combinação dos fraseados da guitarra e os instrumentos de sopro. ''Hall...'' ainda apresentou ao mundo a célebre música tema de Missão em Possível, que pode ser ouvida em volta de seus oito minutos e quarenta segundos.

Em 2000 a gravadora Get Back relançou esse clássico obscurecido em uma versão turbinada com três faixas bônus: ''Open The Door Homer'', com um refrão grudente que ecoa na mente por um longo tempo, ''Liverpool'' onde o baixo e o teclado se sobressaem dos demais, e uma versão ótima versão para ''Open The Door, Homer'', originalmente de Bob Dylan. ...Plus reúne as canções originais mais essas três faixas bônus.


Tracklist:

01.It Wasn´t For You
02. Hall Of Bright Carvings
03. I Can´t Change
04. It´s All Up With Us
05. Fuschia
06. Open The Door, Homer
07. Woman Of The World
08. Liverpool

Para fazer o download é necessário ser cadastrado no fórum

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Marbin - Breaking The Cycle [Review]

Marbin é uma banda israelense de jazz-rock, formada pelo saxonista Danny Markovitch e o guitarrista Dani Rabin em 2007. Em 2008 os músicos mudaram para Chicago e lá se estabeleceram. Logo Markovitch e Rabin se juntaram ao baterista Paul Wertico e participaram de Impressions Of a City, um álbum de Wertico com sua banda, a Mideast-Midwest Alliance. Breaking The Cycle é o segundo álbum do Marbin, e, além de Paul Wertico, conta também com a participação de Steve Rodby - que já havia trabalhado com Wertico no Pat Metheny Group - além de outros convidados nos vocais e na percussão.

Podemos dizer que o estilo da banda no geral é o fusion, mas cada faixa apresenta suas particularidades e o álbum conta com inúmeros estilos e referências diferentes, como os ecos de Passport e Soft Machine no jazz-rock europeu de Claire’s Indigo e Snufkin, o blues nervoso de Bar Stomp, a melodia árabe de Loopy, e até resquícios da nossa bossa nova em A Serious Man. A sonoridade da guitarra de Dani Rabin - mais agressiva e lembrando muito Terje Rypdal - casa perfeitamente com o sax melodioso de Danny Markovitch, gerando um bom contraste, como podemos ver em Burning Match.

No disco há também baldadas, como Outdoor Revolution e a misteriosa The Old Silhouette, que tem grande performance de Markovitch e é outra canção com uma linguagem diferente, uma batida africana meio rudimentar. Duas faixas apresentam vocais, Mom's Song, uma canção de ninar apenas cantarolada por
Leslie Beukelman e Winds Of Grace - cantada por Daniel White - uma balada folk/medieval que analisando friamente até fica um pouco fora de contexto, mas mostra bem a diversidade do disco e o fecha de forma belíssima, com um agradável solo de sax apoiado por sons da natureza escondido no final da faixa.

Diferente do autointitulado disco de estreia, Breaking The Cycle surpreende por sua variedade musical e pelo experimentalismo, indo da bossa nova até música árabe. Isso mostra um fato interessante, pois Israel teve uma abertura nos últimos anos para conceitos e modos de vida mais ocidentais, não só da Europa, como do mundo. Isso tem refletido na música feita no país, além do Marbin temos exemplos no metal, como as bandas Orphaned Land, Melechesh e Distort, que fazem um som pedominantemente ocidental, mas sem deixar suas raízes médio-orientais. Enfim, disco recomendado a qualquer fã de jazz-rock, ou qualquer um que goste de música.

Nota 10





Tracklist:

1. Loopy
2. A Serious Man
3. Moms Song
4. Bar Stomp
5. Outdoor Revolution
6. Western Sky
7. Burning Match
8. Claires Indigo
9. Snufkin
10. The Old Silhouette
11.Winds of Grace

_______________________________
Acesse o Fórum Metal is the Law e debata sobre tudo referente ao rock, metal, blues e jazz.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Álbum da Semana: Hex - Bigelf


Formado na Califórnia por Damon Fox em 1991, o Bigelf é mais uma daquelas bandas que sabem resgatar a sonoridade do bom e velho Rock 'n Roll que tanto gostamos. A banda pega o que grupos como Black Sabbath, Pink Floyd, Deep Purple, King Crimsom e Beatles tem de melhor e misturam tudo com a identidade musical própria.

"Hex" é o terceiro álbum da carreira do quarteto e foi lançado em 2003. O disco é recheado de riffs fortes, Mellotron, Hammond e músicas grudendas com um belo toque de psicodelismo. Pode até não ser uma das coisas mais originais do mundo, mas funciona bem e não soa tão datado quanto pode parecer. A faixa final do disco, $, é uma espécie de take alternativo para o que viria a se tornar o single Money It's Pure Evil, presente no álbum seguinte da banda, "Cheat The Gallows" (2008).

Rock energético tocado da maneira que realmente deve ser tocado. Boa pedida!

DOWNLOAD

Tracklist:
01. Madhatter
02. Bats In The Bulfry II
03. Pain Killers
04. Disappear
05. Rock & Roll Contract
06. Sunshine Suicide
07. Falling Bombs
08. Black Moth
09. Carry The Load
10. Burning Bridges
11. Bats In The Belfry I
12. $

(Para visualizar o link é necessário estar cadastrado no Forum Metal Is The Law)

sábado, 7 de maio de 2011

Symfonia - In Paradisum [Resenha]


Acaba de chegar às lojas brasileiras o álbum de estreia do Symfonia, supergrupo de Power Metal formado por: André Matos, Timo Tolkki, Mikko Härkin, Jari Kainulainen e Uli Kusch. Desde o anúncio da formação da banda, no fim do ano passado, muita expectativa foi gerada na cena metálica, afinal, uma banda com músicos deste calibre e renome juntos não passaria em branco de forma alguma.

"In Paradisum" tem a sonoridade mais do que típica do Metal Melódico, nos remetendo especialmente ao Stratovarius. Um comentário um tanto quanto óbvio se levarmos em consideração que o principal compositor do Stratovarius, Timo Tolkki, faz parte do Symfonia, logo não teríamos como escapar de suas características musicais. Porém, o estilo das composições de Tolkki está muito mais evidente do que o de qualquer outro membro da banda, soa em certos momentos como um álbum de Tolkki. Talvez o resultado fosse mais interessante se o restante da banda tivesse um pouco mais de espaço nas composições.

São composições redondas, acessíveis e bem executadas, porém previsíveis. Aqueles que acompanham o estilo a mais tempo e buscam algo novo e revolucionário não encontrarão muita coisa aqui. Porém, o fato do álbum ser previsível em certos momentos não o torna descartável. Não há como negar que há consistência em "In Paradisum", principalmente após ouvirmos faixas como a emocional Alayna, Santiago e Rhapsody In Black. A produção é bastante cristalina e a performance dos músicos se destaca, apesar de não haver nada realmente interessante nas percussões, até mesmo porque as composições não dão muito espaço para o desenvolvimento das mesmas.

Ainda que traga uma sonoridade que vem se desgastando constantemente desde a explosão do Power Metal na década de 90, "In Paradisum" cumpre seu papel. Não está no nível de comparações com grandes clássicos lançados anteriormente pelos membros do grupo, porém tem de tudo para agradar especialmente os fãs mais saudosistas do estilo.

Nota: 7,0


Tracklist:
01. Fields of Avalon
02. Come by the Hills
03. Santiago
04. Alayna
05. Forevermore
06. Pilgrim Road
07. In Paradisum
08. Rhapsody in Black
09. I Walk in Neon
10. Don't Let Me Go

Top 3: Chico Buarque


Quando se pensa nos grandes nomes da MPB, a figura de Chico Buarque logo surge em nossa mente. Começou a se destacar após vencer o Festival de Música Brasileira em 1966 com a canção A Banda. A partir daí, Chico tornou-se um ídolo pop, tocando em todas as radios incessavelmente.

As músicas dessa fase inicial da carreira de Chico continham mensagens criticas, como Pedro Pedreiro, que falava sobre o conformismo social, mas o conteúdo lírico passava despercebido pelos jovens da época, que durante a ditadura, queriam apenas aliviar a pressão curtindo um pouco de boa música.

Chico poderia ter se acomodado com a fama que batia a sua porta e com o status de menino bonito e comportado; entretanto, resolveu transcender tudo isso, sofisticou seu som e fez com que as suas letras tornassem verdadeiras denúncias, com uma linguagem e ritmo popular. Os três disco dessa lista formam uma pequena fatia da extensa discografia desse mestre da música nacional.

Construção (1971)
Depois de anos levando a fama de moçinho bem-vestido e de rosto bonito, com discos de bons a razoáveis, Chico lançou o seu disco mais famoso. Construção marcou a transição estilística do compositor. Logo nos primeiros minutos de Deus Lhe Pague, já é sentida a diferenca; um clima pesado, carregado e tenso, que capturava a sensação de se viver em um regime militar. A faixa-título tem um impressionante e cativante arranjo, feito pelo produtor/arranjador Rogério Duprat e com vocais de apoio da MPB-4, narra a historia de um operário que trabalha até a morte, e em Samba de Orly, composta em parceria com Toquinho, Chico canta sobre o exílio, o que fez a música ser parcialmente censurada.

Em faixas como Cordão, Olha Maria, Valsinha e Minha História, o clima fica mais leve, e o lirismo e força poética de Chico entram em primeiro plano. O álbum é tão impressionante que está presente no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer e foi eleito o terceiro melhor disco nacional em uma lista da revista Rolling Stone.

Meus Caros Amigos (1976)

Meus Caros Amigos foi quase todo escrito para o cinema, com cinco das dez faixas do álbum integrando trilhas sonoras de filmes brasileiros e outra para a peça Lisa, a Mulher Libertadora. O disco traz uma das melhores parcerias de Chico Buarque: O Que Será?(À Flor da Terra), um dueto com o companheiro de gravadora, Milton Nascimento.
Aqui o ''eu-lírico feminino'', uma das principais e mais conhecidas característica de Chico como compositor, fica evidente na melodramática Olhos Nos Olhos, que por sua vez, é o contra-peso perfeito para Meu Caro Amigo, Corrente e Vai Trabalhar, Vagabundo.

Ópera do Malandro (1979)

Desde 1965, quando o escritor Roberto Freire pediu à Chico para musicar o poema Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, para a peça de mesmo nome, Chico teve grande participação no teatro. Ópera do Malandro foi a sua obra teatral mais célebre, e o LP duplo trazia a trilha sonora dessa peça, que depois também se tornaria filme.
O disco é temperado com inúmeras participações especiais, gerando excelentes momentos, como o samba saudosista Doze Anos, com Moreira da Silva, e Hino de Duran, com A Cor do Som.

O modo como Chico Buarque retrata a sociedade de sua época é digno de aplausos. O Malandro e O Malandro nº 2 destacam o individualismo e narram a vida de um ''malandro'' pela cidade do Rio de Janeiro. Geni e o Zepelim apresenta toda a capacidade narrativa de Chico, e Folhetim, com uma interpretação pessoal e cheia de alma de Nara Leão, tornou-se um verdadeiro clássico.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Video clipe do mês

No ano passado, o Accept lançou o excelente Blood of The Nations, e sem o seu vocalista e original. Agora os olhares dos headbanguers passaram para a banda de Udo Dirkschneider, que em poucas semanas apresenta o seu novo álbum, entitulado Rev Raptor. Enquanto disco não sai, vamos com o clipe da ótima ''Leatherhead''.

Em seguida, o eterno Deep Purple com ''Call Of The Wild'', um dos melhores clipes da banda; lançado em 1987.




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Álbum da Semana: Suspicious Package - Earl Greyhound



Earl Greyhound é um power trio nova iorquino, formado em 2003, no Brooklyn, constituído por Matt Whyte (vocal, guitarra), Kamara Thomas (baixo, teclado, vocal) e Ricc Sheridan (bateria). Suspicious Package é o segundo álbum de estúdio da banda e foi lançado em 2010.

A grande influência do blues rock e do hard rock produzidos nas décadas de 70 e 90, presentes em Soft Targets (álbum anterior) continua com a adição de novos elementos trazidos de diversos gêneros, entre eles o folk, o pop, a música latina e a psicodelia. Com essas novas sonoridades, as contribuições de Kamara Thomas e Ricc Sheridan se tornaram mais presentes e destacáveis. Em The Eyes of Cassandra, por exemplo, a introdução feita nos teclados de Kamara e a percurssão de Ricc Sheridan criam uma textura que passeia sutilmente pela bossa nova até terminar explodindo na música psicodélica com as guitarras distorcidas de Matt Whyte. Outras como Shotgun apresentam uma face mais contemporânea: a potente voz de Kamara cria belos arranjos entrelaçando-se ao vocais de Matt e o instrumental pesado, mas envolvente.

Earl Greyhound não faz menção há nada do que anda sendo feito atualmente. Seu som é moderno e original, mas com as bases no velho rock 'n' roll.


Tracklist:


1. The Eyes of Cassandra (Part 1)
2. The Eyes of Cassandra (Part 2)
3. Oye Vaya
4. Ghost and the Witness
5. Shotgun
6. Holy Immortality
7. Sea of Japan
8. Black Sea Vacation
9. Bill Evans
10. Out of Air
11. Misty Morning
_____________________
Cadastre-se no Fórum Metal Is The Law para comentar sobre o mundo do blues/jazz e rock/metal, além de ter acesso à vários downloads.

sábado, 30 de abril de 2011

Conheça Mike Mangini, o novo baterista do Dream Theater!


Em Setembro de 2010, o baterista Mike Portnoy pegou todos de surpresa ao anunciar que estava deixando o Dream Theater, banda ao qual fundou e fazia parte há 25 anos. Os quatro integrantes remanescentes decidiram continuar com a banda e ontem (29/04), o mistério que durava sete meses chegou ao fim com o anúncio de que Mike Mangini é o mais novo integrante do Dream Theater.

Mike Mangini nasceu nos Estados Unidos em 1963. Começou a tocar bateria aos quatro anos de idade e aos dez começou a estudar música com Walter Tokarczyk. Desde 1987, Mangini dá aulas privadas à bateristas, pianistas e guitarristas.

Em 1991, o baterista começou a trabalhar com a banda de Thrash Metal, Annihilator, ao qual participou do álbum "Set The World On Fire" (1993) e saiu em turnês com o grupo até 1994. Logo em seguida, o músico passou a integrar o Extreme, onde permaneceu até o fim da banda em 1996. No mesmo ano, Mike Mangini completou sua primeira turnê mundial de clínicas, após passar por 40 países. A turnê também rendeu a publicação de seus primeiros materiais instrucionais, Rhythm Knowledge Volumes I e II. Ainda no mesmo ano, Mangini passou a integrar a banda de Steve Vai, onde permaneceu por quatro anos e gravou linhas de bateria para os álbuns "Fire Garden" (1996) e "The Ultra Zone" (1999).

Após deixar a banda de Steve Vai, Mike Mangini mudou-se para Boston e passou a dar aulas da Berklee College of Music, uma das faculdades de música mais conceituadas do mundo. O músico também possui três dos quatro recordes de baterista mais rápido do mundo, Fastest Matched Grip, Fastest Hands e Fastest Traditional Grip.

No final de 2010, Mike Mangini foi um dos sete selecionados para participarem das audições de novo baterista do Dream Theater. Mangini já havia trabalhado com o vocalista da banda, James LaBrie, em seu primeiro álbum solo. O anúncio da escolha de Mangini para integrar a banda foi feito através do documentário The Spirit Carries On, dividido em três episódios que mostram como foram as audições dos sete bateristas selecionados. O documentário pode ser conferido no canal do YouTube da gravadora Roadrunner Records.
No momento, Mike Mangini se encontra em estúdio gravando o décimo primeiro álbum de estúdio do Dream Theater.

E você? O que achou da escolha de Mike Mangini para ser o novo integrante do Dream Theater? Concorda, discorda? Comente!


_____________________________________
Participe também do Forum Metal Is The Law!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Hot Tuna - Steady As She Goes [Review]

O Hot Tuna foi formado após a dissolução do Jefferson Airplane, quando foram criados duas novas bandas: o Jefferson Starship - que chegou a gravar o seu primeiro disco, o conceitual Blows Against The Empire com a musa Grace Slick e as participações ilustres de Jerry Garcia, Graham Nash e David Crosby - e o Hot Tuna, liderado pelo baixista Jack Casady juntamente com o guitarrista Jorma Kaukonen.

21 anos depois do insatisfatório Pair a Dice Found mais cinco anos com lançamentos de discos ao vivo, o grupo sai das catacumbas com Steady As She Goes. Para o novo álbum, Kaukonen decidiu voltar as origens do Jefferson Airplane, por isso convocou Teresa Williams para gravar vocais harmonicos, cantando junto com ele em algumas passagens das maiores das faixas, o que fazia com frequência no Airplane ao lado de Grace Slick.

O som explorado pela banda é, novamente, uma intersecção entre blues, country e folk, aliado de harmonias simples mas sensatas, que agradam logo de cara, e uma guitarra polida e oportuna, conduzida por um experiente músico, sendo os pontos altos mais notáveis Easy Now Revisited, com seu riff sacolejante e estridente, Angel Of Darkness, que abre o play e A Little Faster, onde Kaukonen faz uma leve improvisação sobre uma envolvente base rítmica.

A admiração e influência da música country é denotada pelo mandolim (elétrico e acústico), que conduz a instrumental instrumental Vicksburg Stomp e é peça fundamental nos arranjos de Mama Let Me Lay In On You, Goodbye To The Blues e If This Is Love, nesta última, revezando-se com uma guitarra um pouco mais acelerada que o resto do álbum ao lado de um refrão fácil e grudento. Outro destaque é a sequência das baladas Smokerise Journey e Things That Might Have Been.

O Hot Tuna parece renovado. Não é preciso de muito para perceber isso. Todos os membros estão muito bem introsados e parecem estar tocando por prazer e amor a música, isso fica claro a todo momento, talvez esse seja o motivo de Steady As She Goes ser tão gostoso e reconfortante. A gravação foi feita com um cuidado maior e não exige muito, sendo aprovado pelos mais variados gostos logo na primeira audição. Agora é esperar que o próximo disco não demore tantos anos para ser lançado.

Nota 9,5:


Tracklist:

01 – Angel of Darkness
02 – Children of Zion
03 – Second Chances
04 – Goodbye to the Blues
05 – A Little Faster
06 – Mourning Interrupted
07 – Easy Now Revisited
08 – Smokerise Journey
09 – Things That Might Have Been
10 – Mama Let Me Lay in on You
11 – If This Is Love
12 – Vicksburg Stomp

terça-feira, 26 de abril de 2011

Álbum da Semana: The Gathering - Testament


Depois de um tempo lançando álbuns um pouco erráticos, o Testament lançou em 1999 The Gathering, um dos mais importantes da carreira da banda, e considerado por muitos um dos melhores do thrash metal.

The Gathering é thrash em sua essência, desde os primeiros momentos de D.N.R. (Do Not Ressucitate), que começa o álbum de forma super explosiva, até o fim da magnífica Fall of Sipledome. Possui riffs excelentes por parte de Eric Peterson, que tem como companheiro nas guitarras James Murphy, compensando a limitação de Peterson nos solos. A cozinha, que neste álbum tem a ilustre participação de Dave Lombardo (Slayer), é impecável, com bastantes variações e uma pegada bem precisa, e Chuck Billy mostra uma voz mais grave e variada, até urrando por vezes.

Este álbum é obrigatório
para qualquer fã de thrash metal, e altamente recomendável a quem quiser começar a ouvir o estilo.

Tracklist:
  1. D.N.R. (Do Not Resuscitate)
  2. Down for Life
  3. Eyes of Wrath
  4. True Believer
  5. 3 Days in Darkness
  6. Legions of the Dead
  7. Careful What You Wish For
  8. Riding the Snake
  9. Allegiance
  10. Sewn Shut Eyes
  11. Fall of Sipledome
  12. Hammer Of The Gods

DOWNLOAD

__________________________________________
Para ter acesso ao link de download é necessário estar cadastrado no Forum Metal Is The Law.

Pentagram - Last Rites [Review]

Depois de sete longos anos sem gravar nada novo, os veteranos do Pentagram, uma das bandas pioneiras do Doom Metal, lança Last Rites, seu oitavo álbum de estúdio. O disco marca a volta do guitarrista, cantor, fundador e principal letrista da banda, Victor Griffin. Neste disco Griffin mostra porque fez tanta falta, com seus riffs simples e o timbre sujo de sua guitarra que dão verdadeira alma ao som do Pentagram. A energia de Joe Hasselvander, que saiu da banda em 2002, depois de muitas idas e vindas, ainda faz muita falta, mas Albert Born segura muito bem na batera e bate firme quando precisa.

Em Last Rites a banda continua fazendo o som que a consagrou, mas com um pouco mais de peso, e isso é perceptível logo nas duas primeiras faixas, Treat Me Right e Call The Man, ambas bem diretas. Into The Ground traz o som clássico da banda e poderia ter sido de um dos primeiros discos do Pentagram.

A 4ª faixa é 8, um dos destaques do disco, é extremamente sombria e tem uma bela performance de Victor Griffin na guitarra. Everything's Turning To Night, Nothing Left e Walk In The Blue Light, que ganhou nova versão neste disco, são outros destaques, com raízes nos primórdios da banda. Outro destaque é a excêntrica Windmills And Chimes, que tem outra boa performance de Griffin.

Certamente valeu a pena a espera de sete anos, pois o Pentagram volta com um ótimo álbum, obscuro e pesado, mostrando uma banda em forma apesar do tempo e conseguindo impor respeito. Bobby Liebling e Victor Griffin parecem jovens novamente, Griffin se destaca praticamente em todas as músicas do álbum, com bons riffs e solos e o feeling certo. Liebling surpreende com sua entrega às canções, que por vezes é cheia de alma, mas por outras vezes tem um tom mais misterioso. Este álbum é obrigatório para qualquer fã de Doom Metal e uma chance para os não introduzidos de conhecerem uma das bandas clássicas do gênero.

Nota 9,0


Tracklist:

1. Treat Me Right
2. Call the Man
3. Into the Ground
4. 8
5. Everything's Turning to Night
6. Windmills and Chimes
7. American Dream
8. Walk in the Blue Light
9. Horseman
10. Death in 1st Person
11. Nothing Left
12. All Your Sins - Reprise

_______________________________________
Participe também do Forum Metal Is The Law!

domingo, 24 de abril de 2011

Le Orme - La Via Della Seta [Review]


Após sete longos anos, os italianos do Le Orme voltam a nos presentear com um novo álbum de estúdio. Chegando em um momento de incertezas, "La Via Della Seta" é o primeiro álbum do grupo lançado após a saída do vocalista e fundador, Aldo Tagliapietra. Quem passa a assumir a posição é o vocalista do Metamorfosi Fame, Jimmy Spitaleri.

"La Via Della Seta" possui todo o espírito do Le Orme, repleto de melodias suaves e sinfônicas. As músicas são todas de curta duração, se levarmos em consideração que isto é álbum de Rock Progressivo, sendo que as sete primeiras faixas mal ultrapassam os três minutos de duração. Porém, a atmosfera é muito agradável e não há pontos realmente fracos nas canções, de modo geral. Jimmy Spitaleri realiza a função de vocalista com maestria, como é o caso em faixas como Incontro Dei Popoli, uma balada guiada por um violão folk, teclados e sintetizadores. Vale a pena destacar também o trabalho de Michele Bon, que ganha cada vez mais proeminência, sempre trazendo idéias frescas e interessantes ao Le Orme.

Um álbum bem escrito e bem executado. "La Via Della Seta" é um álbum sólido e que facilmente agradará tantos os novos quanto os velhos fãs da banda, além de qualquer amante do Rock Progressivo Italiano. Um dos destaques entre os trabalhos mais recentes do grupo.

Nota: 8,5


Tracklist:
01. L'alba di Eurasia
02. Il romanzo di Alessandro
03. Verso sud
04. Mondi che si cercano
05. Verso Sud (Ripresa)
06. Una donna
07. 29457, l'asteroide di Marco Polo
08. Serinde
09. Incontro dei popoli
10. La prima melodia
11. Xi'an - Venezia - Roma
12. La via della seta

_______________________________________
Participe também do Forum Metal Is The Law!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Motörhead (Floripa Music Hall, Florianópolis, 20/04/11)


Quarta-feira, véspera de feriadão, como isto poderia ficar ainda melhor? Simples, com muito Rock 'n Roll! E foi desta maneira que os catarinenses presentes no Floripa Music Hall, em Florianópolis, passaram a noite, enquanto acompanhavam a apresentação de nada mais nada menos que o lendário Motörhead.

"We are Motörhead... and we play Rock 'n Roll". Foram estas as palavras ditas pela voz rouca do frontman Lemmy Kilmister antes da banda explodir com a primeira música da noite: Iron Fist, rapidamente seguida por Stay Clean. Get Back In Line foi a primeira do 20º álbum de estúdio da banda, "The Wörld Is Yours", ao qual a banda veio promover.

O setlist dos últimos shows da banda foi mantido, seguindo com Metropolis, Over The Top, One Night Stand e Rock Out. Após esta última foi a vez do guitarrista Phil Campbell dar uma acalmada no público com um solo de guitarra mais lento e cheio de feeling. Porém não demorou muito para o local vir abaixo novamente com The Thousand Names Of God.

I Got Mine, I Know How to Die e The Chase Is Better Than The Catch deram sequência a apresentação, sempre mostrando o trio bastante afiado. Na metade de In The Name Of Tragedy, o baterista sueco, Mikkey Dee, divertiu e surpreendeu o público com seu preciso solo de bateria. Houveram também alguns efeitos extras de fumaça no palco durante a música, tirando isso, foi uma produção de palco limpa, porém com uma boa iluminação, dando toda atenção apenas aos músicos.

Após a execução da mais cadenciada Just 'Cos You Got The Power foi a vez da "nossa" música ser tocada: Going To Brazil, do álbum "1916" (1991). Dois clássicos vieram para encerrar o setlist: Killed By Death e Ace Of Spades, ao qual protagonizou o momento em que os fãs mais se mostraram empolgados e também quando os mosh pits tornaram-se selvagens o suficiente para poderem ser chamados de mosh pits. Antes de deixar o palco, Lemmy anuncia que se os fãs fizessem muito barulho eles voltariam para mais uma música.
Obviamente não deu outra, a banda rapidamente retornou ao palco e após as palavras de "Don't forget us. We are Motörhead and we play fucking Rock 'n Roll" a banda encerrou a apresentação com a indispensável Overkill.


Foi um show relativamente curto, cerca de 1 hora e 30 minutos de duração, e sem surpresas no repertório, porém muito direto, empolgante e memorável. A banda mostrou precisão e interagiu bastante com o público que lotou o Floripa Music Hall. O único porém foi em relação ao som, que embolava em certos momentos, não pela falta de acústica da casa ou qualidade do equipamento de som, mas sim pelo volume altíssimo, algo nada anormal para um show do Motörhead. A banda agora segue para Brasília antes de retornar ao Brasil em Setembro para se apresentar na quarta edição do festival Rock In Rio.

Setlist:
01. Iron Fist
02. Stay Clean
03. Get Back In Line
04. Metropolis
05. Over The Top
06. One Night Stand
07. Rock Out
08. Solo de Guitarra
09. The Thousand Names Of God
10. I Got Mine
11. I Know How to Die
12. The Chase Is Better Than The Catch
13. In The Name Of Tragedy
14. Just 'Cos You Got The Power
15. Going To Brazil
16. Killed By Death
17. Ace Of Spades
---------------------------------------------------
18. Overkill

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uriah Heep - Into The Wild [Review]


Into the Wild é o 23º álbum de estúdio do Uriah Heep e o 1º pela gravadora Frontiers. A primeira faixa disponibilizada foi também a de abertura: Nail On The Head, lançada em vídeo com cenas da banda tocando em estúdio e ao vivo. A música é mais um hard característico do grupo, guitarras e teclados bem encaixados e o refrão, como no título, 'martelante'.

I Can See You empolga mais, segue a mesma fórmula da primeira, porém acrescenta velocidade e passagens melódicas interessantes. Os coros e os solos de teclado aparecem em Into the Wild que mantém a mesma energia das anteriores. Money Talk vem a seguir e apresenta uma das passagens instrumentais mais impressionantes do álbum.

Após a sequência dos 4 hards já citados, o álbum apresenta outras faces da banda. I'm Ready vem com uma pegada mais moderna, Trail of Diamonds - a balada clássica e infálivel - com coros agonizantes e nostálgicos de pura aura setentista e Southern Star, perfeita para ser entoada pelos fãs nos shows por conta de seus arranjos vocais.

O fato de a banda ter na bagagem o rótulo 'prog rock' não é esquecido. Referências ao estilo podem ser facilmente observadas na imponente Lost. Já T- Bird Angel exagera nos clichês e não empolga muito. O encerramento do álbum fica por conta da bela e intensa Kiss of Freedom, composição que já nasceu clássica. Como faixa extra, Hard Way to Learn, hard melódico sem muita enganação.

Com várias citações à década de 70, Into The Wild apresenta canções que podem ser consideradas apenas 'regulares', exagerando em determinados momentos nas referências aos clássicos da banda e outras que realmente fazem jus a carreira do grupo, demonstrando experiência e criatividade.

Nota: 8





Tracklist:

1. Nail On The Head
2. I Can See You
3. Into The Wild
4. Money Talk
5. Trail Of Diamonds
6. Lost
7. Believe
8. Southern Star
9. I’m Ready
10. T-Bird Angel
11. Kiss of Freedom
_______________________________
Cadastre-se no Fórum Metal Is The Law para comentar sobre o mundo do blues/jazz e rock/metal, além de ter acesso à vários downloads.

Related Posts with Thumbnails