terça-feira, 23 de novembro de 2010

Álbum da Semana: Captain Beyond - Captain Beyond

O Captain Beyond foi uma banda de rock formada no ínicio da década de 70 nos Estados Unidos. A primeira formação da banda contava com: Rod Evans (ex-Deep Purple) nos vocais, Larry "Rhino" Reinhardt (ex-Iron Butterfly) na guitarra, Lee Dorman (Iron Butterfly) no baixo e Bobby Caldwell na bateria. Essa formação gravou somente o primeiro álbum da banda - Caldwell foi o primeiro a deixar a banda -, chamado apenas de Captain Beyond, porém foi um dos mais elogiados da carreira do grupo.

O álbum começou a ser gravado no final de 1971 e foi lançado em 1972, sendo que a primeira versão do LP nos Estados Unidos possuía a capa com impressão lenticular, o que dava aquele efeito 3D. Até hoje muitos colecionadores ainda correm atrás dessa versão.

Com apenas 35 minutos de duração, o debut da banda possui músicas poderosas que combinam o peso do hard rock com a essência do rock progressivo, resultando em uma viagem incrível.
A banda toda executa muito bem as canções que possuem alguns compassos mais "incomuns", mas vale a pena destacar o trabalho de Rhino que com seus riffs de guitarra fazem o álbum fluir muito bem.
Um ponto interessante do disco é que apesar de ter 13 faixas a impresseão que temos é que ele possuí apenas cinco, pois na transição de uma música para a outra elas são praticamente emendadas dessa forma uma faixa seria as músicas 1 até 3, a outra de 6 até 8 e outra de 9 até13. Somente as faixas 4 e 5 são individuais e não emendam com a faixa seguinde nem a anterior.

Resumindo, Captain Beyond é um álbum de alta qualidade que agradará tantos os fãs de rock progressivo como os de hard rock. Como o álbum é razoavelmente curto não custa nada dar uma pequena pausa para conferir este ótimo trabalho.

01. Dancing Madly Backwards
02. Armworth
03. Myopic Void
04. Mesmerization Eclipse
05. Raging River of Fear
06. Thousand Days of Yesterday (Intro)
07. Frozen Over
08. Thousand Days of Yesterdays (Time Since Come and Gone)
09. I Cant Feel Nothin’ (Part 1)
10. As the Moon Speaks
11. Astral Lady
12. As the Moon Speaks (Return)
13. I Can’t Feel Nothin’ (Part 2)

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Virgin Steele – The Black Light Bacchanalia [Review]

O Virgin Steele nos presenteia, quase que no final do ano, com seu 12º álbum de estúdio: The Black Light Bacchanalia, lançado via SPV / Steamhammer em 22 de outubro de 2010 na Alemanha, Áustria e Suíça, e no resto da Europa em 25 de outubro de 2010 e em 09 de novembro 2010, nos EUA.


By The Hammer Of Zeus (And The Wrecking Ball Of Thor) rasga o álbum com um som animalesco emitido por DeFeis, líder absoluto da banda, que contribuiu no álbum com todos os vocais, teclas, baixo e, como de costume, na produção. A faixa é bem rápida, explosiva, com certa dose de peso, refrão marcante, e Frank Gilchriest batendo firme na bateria, fazendo dela perfeita para abrir o álbum.

Temos depois Pagan Heart, que contrariando o nome não é nenhuma baladinha. Composta por um riff selvagem, ela não deixa perdermos o pique da primeira faixa. As várias paradas e viradas dão charme à composição.

The Bread Of Wickedness é basicamente uma continuação das faixas anteriores, bem simples ela mantém a velocidade das demais, com algumas passagens melódicas.

Em In A Dream of Fire e Nephente a sobreposição das guitarras em determinados trechos no acompanhamento do piano, que se faz mais presente a partir de agora, ao fundo, são os destaques das faixas.

The Orpheus Taboo outra ótima composição, tem uma das melhores vocalizações de DeFeis no álbum, e um dos melhores instrumentais no que diz respeito as guitarras de toda carreira do Virgin, entretanto, é somente uma preparação para o bang do álbum. É nessa faixa que, segundo DeFeis, a temática do álbum fica mais evidente: a rebelião contra a autoridade, Deus, o governo, qualquer que seja.

To Crown Them With Halos (Parts 1 And 2) é o ápice do álbum, após uma massiva introdução, temos mais um casamento entre música clássica e Heavy Metal, as orquestrações se aliam perfeitamente aos riffs pesados e rápidos. Toda qualidade instrumental dos integrantes é demonstrada nessa faixa.

Após To Crown Them With Halos, o álbum poderia ter acabado, estaríamos satisfeitos. Mas DeFeis com sua fonte inacabável de criatividade nos reservou ainda mais. The Black Light Bacchanalia (The Age That Is To Come) que dá nome ao album, é outra faixa espetacular, pesadíssima, de encher os ouvidos.

The Tortures Of The Damned, é a menor faixa do álbum e também a mais lenta, o piano e os vocais ficam enfatizados.

Mais uma demonstração do porque da escolha de Josh Block para fazer companhia a Edward Pursino é vista em Necropolis (He Answers Them With Death), o peso aliado a constante alternância de velocidade na faixa, nos remete a um som mais encorpado e seguro.

O álbum termina com Eternal Regret, bela balada, apresenta uma ótima atmosfera com DeFeis ao piano carregado de puro feeling, em alguns trechos as guitarras entram e trazem peso a faixa.

Na edição limitada Digipack, temos 2 faixas bônus: When I'm Silent (The Wind of Voices) e Silent Sorrow. Ambas são faixas mais lentas, com estruturas similares a de Eternal Regret. Ainda na versão Digipack temos "From a Whisper to a Scream (The Spoken Biography)" que é a biografia da banda contada por DeFeis.

The Black Light Bacchanalia é por fim a continuação do conto do álbum anterior Visions of Eden, e traz elementos para sua conclusão, como a morte de Lilith (To Crown Them With Halos), e também Deus, finalmente, lamentando todos os estragos que ele fez e os estragos que ele tem feito em Eternal Regret. O álbum soa mais acelerado e diversificado que o anterior, conseguindo agregar ainda mais peso e é claro, sem deixar de lado toda a parte melódica sempre presente nos trabalhos da banda. Fica evidente, que se formos tomar como parâmetro de comparação as obras-primas da banda, o trabalho vocal fica menos evidente, mas como estamos tratando de David DeFeis, um trecho com sua voz é sempre memorável. DeFeis disse que esse é um álbum de estréia para o Virgin Steele, devido a toda espontaneidade e dedicação imposta pelos integrantes da banda, que faz o álbum soar espontâneo e cru, ainda selvagem.

CD 1

01. By The Hammer Of Zeus (And The Wrecking Ball Of Thor)
02. Pagan Heart
03. The Bread Of Wickedness
04. In A Dream Of Fire
05. Nepenthe (I Live Tomorrow)
06. The Orpheus Taboo
07. To Crown Them With Halos (Parts 1 & 2)
08. The Black Light Bacchanalia (The Age That Is To Come)
09. The Tortures Of The Damned
10. Necropolis (He Answers Them With Death)
11. Eternal Regret

CD 2

01. When I'm Silent (The Wind Of Voices) (bonus track)
02. Silent Sorrow (bonus track)
03. From A Whisper To A Scream (The Spoken Biography)

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Anos 80: London Leather Boys

Discos Analisados:

AC/DC - Back In Black (1980)
Judas Priest - British Stell(1980)
Ozzy - Blizzard Of Ozz(1980)
Venon - Welcome To Hell (1981)
Iron Maiden - The Number Of The Beast(1982)
Dio - Holy Diver (1983)
Metallica - Kill´em All(1983)
U2 - War (1983)
Bruce Spingsteen - Born In The USA(1984)
Dire Straits - Brothers In Arms (1985)
Slayer - Reing In Blood (1986)
Guns N´ Roses - Appetite For Destruction (1987)
Motley Crue - Dr. Feelgood (1989)



Antes de falarmos das bandas surgidas nos anos 1980, acho importante abrir espaço para falar de Back In Black, o sétimo disco dos australianos do AC/DC, que apresentava o seu novo vocalista, Brian Johnson, ao mundo, que assumiu os vocais do grupo após a trágica morte de Bon Scott por envenamento alcóolico. Back In Black, é atualmente, o maior disco de rock, e o segundo mais vendido de todos os tempos. Por isso, orgulhamo-nos de Back In Black, clássico do AC/DC.

Agora indo para a história dos anos 80, na Inglaterra, um homem vai até uma loja de feitichismo (leia-se Sex Shop) e começa a comprar vários artigos de couro. Rob Halford não sabia, mas aquele momento iria definir o visual do Heavy Metal daquela década até os dias atuais. Halford levou o visual do couro, taxinhas e até motocicletas para o palco. Como na época ninguém sabia que ele era gay e da onde vinha esse tipo de roupa, todos aderiram, com fervor, ao novo estilo.

O Judas Priest surgiu na Inglaterra, junto com Saxon, Iron Maiden, Tygers Of Pan Tang, Motörhead, Angel Witch, Def Leppard entre outros. Essas banda foram rotuladas como New Wave Of British Heavy Metal (NWOBHM), que traziam mais peso e um lado vocal mais melódico. O movimento deu um gás no Heavy Metal, que estava com as suas principais bandas precurssoras em queda, tanto pelo esgotamento criativo causado pelas drogas, tanto pelo sucesso comercial do Punk na Inglaterra e nos EUA.

Além disso, Ozzy Osbourne saiu da depressão e voltou aos palcos para sua carreira solo com o arrebatador Blizzard Of Ozz, um dos melhores discos de sua carreira solo, com clássicos como Crazy Train e Mr. Crowley. Outro ex-Sabbath iniciou sua carreira nessa década, Ronnie James Dio chegava em 1983 com o renomadíssimo Holy Diver.

Havia também um rock mais leve, que também foi sucesso de vendas. Dire Straits, com melodias, hora simples, animadas e radiofônicas, hora dramáticas, frias e melancólicas, foi uma das bandas que entraram para o seleto grupo de bandas que faziam o rock de estádio. O rock de estádio não é nada mais um grupo de artistas que enchem estádios em qualquer concerto que fazem. Nos shows de grupos assim, geralmente, o foco não está na música, mas sim no entretenimento que eles oferecem das mais variadas maneiras. Pode ser um show com pirotecnias e quebra de instrumentos e efeitos especiais – vide o Kiss; um show que faça toda a platéia se sentir uma só - vide o Queen; ou ainda uma apresentação em que o artista cria uma ilusão de show intimista – vide Dire Straits e The Police.

Bruce Springsteen também foi um artista dos anos 80 que alcançou esse patamar mais elevado de apresentação. Isso se deve ao estrondoso sucesso do disco Born In USA, que tocava até em comícios e discursos políticos, e recebendo o ‘’aval’’ do governo, e elogios mais do precipitados – e equivocados – da crítica, que diziam que Springsteen era a reinvenção e o furuto do rock, os patriotas americanos esgotaram o disco e a canção título. Entretanto, a música não era como o governo pensava. Ela não se tratava do orgulho de nascer nos EUA, e sim das frustrações de alguém e depois ironiza, como se estivesse tudo bem, pois ele nasceu nos EUA.

O ápice das produções de shows caras e grandiosas foi atingido, provavelmente, pela turnê Zoo Tv, do U2, que fazia uma crítica a televisão e seu público. O palco tinha vários telões que exibiam clips de sucesso do momento e conectava canais da tv local, além de mostrar imagens da guerra do Iraque ao vivo. Bono também ligava para a casa branca várias noites na tentativa de falar com o presidente dos EUA.

Enquanto a Inglaterra dava a luz essas bandas de NWOBHM já citadas, nos EUA as bandas usavam maquiagem, salto alto e laquê. Cada vez mais, os homens se pareciam com mulheres. Isso era o Glam Metal, que enchia a programação da MTV e as paradas das rádios com bandas como Motley Crüe, Poison, Ratt, Bon Jovi e Cinderella. As letras dessas bandas falavam basicamente sobre ''diversão'', o que ajudou o sucesso comercial do estilo. Dêem uma olhada num trecho da música Girls, Girls, Girls; do Motley Crüe:

Sexta à noite e eu preciso de uma briga
Minha moto e um canivete
Um monte de gel no meu cabelo fica bem
Mas o que eu preciso para me sentir legal são

Garotas, Garotas, Garotas
Pernas longas e lábios de vinho tinto
Garotas Garotas Garotas
Dançando na Sunset Strip

Revoltados com o rumo Pop que o Metal estava tomando, dizendo que isso era Pop de MTV, ou posers.

Revoltados com o rumo Pop que o Metal estava tomando, dizendo que isso era Pop de MTV, ou posers. Assim, bandas como Metallica, Slayer, Exodus, Megadeth, Testament, Kreator ente outras. Esse foi o Thrash Metal, que inovava ao trazer mais velocidade e agressividade, com letras que falavam sobre assuntos mais polêmicos, como guerra, opressão e violência. Apesar do Venom ser uma banda inglesa, ela está mais associada ao Thrash e ainda, ao surgimento do Black Metal, com o seu disco de 1982, Black Metal.

Mas o Metal foi banido pelos fanaticos religiosos, que queimavam, em praça pública, discos de hard e heavy metal. A primeira dama Tiper Gore fundou uma associação de país que diziam que o metal era obsceno e inadequado para menores. Essa associação conseguiu criar as famosas etiquetas de advertências aos pais (imagem ao lado). Os críticos também amaram odiar o estilo, chamando de repulsivo, ignorante e doentil. Para piorar a fama do metal, um garoto fã do Judas Priest se suicidou, e a banda foi acusada de pôr mensagens subliminares em seus discos. Esse tipo de acusação também veio ocorrer com Twisted Sister e outras bandas Hard & Heavy da época.

Assim a década de 1980 se encerra. O rock mais pesado é reprimido e criticado pela sociedade, mas mesmo assim, consegue um grupo forte e fiel de admiradores, que não ligam para o que as críticas de toda uma sociedade, por mais graves que elas sejam. Os anos 80 definiram o metal até hoje, no quesito visual - ainda que surgiram novos - e no quesito ''imortalidade''. Não importa quantas balas o metal leve, os seus fãs sempre estão crescendo e levando o estilo até o seu patamar mais alto.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Allen/Lande - The Showdown [Review]

Em 2005 foi lançado The Battle, primeiro álbum do projeto que reúne dois titãs do metal atual: Russell Allen (Symphony X) e Jorn Lande (Masterplan), tudo comandado pelo guitarrista, até então desconhecido, Magnus Karlsson que é também o principal compositor dos discos. Agora o projeto chega em seu terceiro álbum de estúdio: The Showdown, lançado no dia 5 de Novembro.

Continuando de onde seu sucessor, The Revenge (2007), parou, The Showdown vem com 11 faixas inéditas, bastante voltadas para o hard rock e metal melódico de uma forma onde os dois vocalistas possam explorar seus timbre ao máximo possível.

The Showdown abre o disco, ela começa com uma pequena introdução de teclado antes de cair nos riffs de Magnum Karlsson, ambos os vocalistas cantam nos versos e no refrão, um dos mais cativantes do álbum.
Judgment Day, primeiro single do álbum que foi lançado há alguns meses atrás (confira o clipe da música aqui), também começa com uma rápida introdução de teclado antes do riff de guitarra, desta vez um pouco mais contido. A faixa é cantada exclusivamente por Jorn Lande.

Never Again segue a mesma estrutura das duas primeiras músicas, mas passa um pouco mais despercebida. Já Turn All Into Gold não. A primeira música do disco cantada apenas por Russell Allen, ótimo timbre nesta faixa.

Na sequência temos duas baladas, a bela Bloodlines é a primeira. Cantada apenas por Lande, com uma melodia de teclado predominando no primeiro verso e um bom refrão.
A segunda é Copernicus, cantada apenas por Allen, também tem teclados predominando nos versos, mas o clima desta é completamente diferente do de Bloodlines.

O melhor momento de The Showdown chega na 7ª e 8ª faixa. We Will Rise Again e The Guardian são levadas para outro nível graças ao trabalho dos vocalistas, principalmente Lande, o norueguês dá um show nas duas músicas.
Maya e The Artist são boas faixas, mas não conseguem se sobressair das outras.
O álbum termina com mais uma balada, Eternity, cantada apenas por Allen.

Obviamente após três álbuns toda a surpresa do projeto se foi, The Showdown segue a mesma fórmula de seus antecessores e em certos momentos acaba sendo um tanto quanto previsível. É necessário que Karlsson comece a buscar algo novo em suas composições para que os próximos álbuns não se tornem enjoativos. Uma boa alternativa seria trabalhar melhor nos arranjos que soaram incompletos e pouco acrescentaram às canções.

Apesar desses detalhes as músicas em The Showdown continuam ótimas e valem a pena serem ouvidas no que pode ser apontado como o melhor álbum do projeto até agora, afinal com uma dupla dessas o que mais poderia se esperar?

Se você busca algo com peso não há muita coisa aqui que lhe agradará, porém se você busca linhas vocais um pouco mais trabalhadas, principalmente dentro de músicas mais melódicas, é uma boa idéia conferir este disco.

Resta agora torcermos para podermos ver essa dupla ao vivo pelo menos uma vez.

1 - "The Showdown"
2 - "Judgement Day"
3 - "Never Again"
4 - "Turn All Into Gold"
5 - "Bloodlines"
6 - "Copernicus"
7 - "We Will Rise Again"
8 - "The Guardian"
9 - "Maya"
10 - "The Artist"
11 - "Eternity"
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Álbum da Semana: Rise Of The Tyrant - Arch Enemy

Depois de três excelentes álbuns após a chegada de Angela Gossow, o Arch Enemy lançou em 2007 o Rise Of The Tyrant, que traz uma pequena, porém significante mudança no som da banda. O peso, a velocidade e a garra que a banda sempre mostrou estão presentes em Rise Of The Tyrant, mas, além disso, as canções estão mais melódicas, o que acrescenta mais personalidade ao som da banda e a faz trilhar por um caminho próprio.

A sonoridade também se aproxima um pouco da de discos mais antigos, talvez pelo fato de o disco ser produzido por Fredrik Nordström (produtor de bandas como Dream Evil, Nightrage, Dark Tranquility, Soilwork e Opeth), que produziu os primeiros trabalhos da banda.

O álbum também marca a volta de Chris Amott nas guitarras, junto com seu irmão Michael Amott. A parceria dos dois é incrível, combina técnica, peso, rapidez e feeling, o que resulta em melodias contagiantes e envolventes, e trilham a brutalidade e a beleza por um mesmo caminho. Os solos e as harmonias executados pelos irmãos são quase perfeitos, talvez seja a melhor performance da dupla em um álbum. Os vocais de Angela Gossow continuam fortes e agressivos, mas neste disco ela também mostra uma exploração maior de sua técnica, com algumas linhas mais emocionais, saindo um pouco do tradicional vocal gutural, o que enriquece muito o resultado final das canções.

Todas as faixas do disco são boas, mas algumas se destacam. Blood On Your Hands é uma delas, tem uma levada mais thrash metal e mostra bem a junção dos elementos que caracterizam o Arch Enemy, principalmente neste álbum. Os irmãos Amott arrebentam em The Last Enemy, com boas linhas melódicas e duelos incríveis, além de um discreto teclado, que dá um clima especial à música. I Will Live Again é mais cadenciada, tem um começo acústico, um uma boa melodia no teclado e um refrão que gruda. The Day You Died tem guitarras mais cadenciadas, mas baixo e bateria super pesados. In the Shallow Grave é direta e forte, mostrando que o álbum não é feito só de mudanças. Outras que merecem destaque são a bela instrumental Intermezzo Liberté e a faixa que fecha o disco, Vultures, que tem complexas passagens instrumentais e solos elaborados aos longo de seus mais de 6 minutos.

Rise Of The Tyrant é um marco na carreira da banda, talvez o melhor disco do grupo. Pode-se dizer que ele peca pelas letras, que são um pouco infantis, mas, perante a grandiosidade do trabalho instrumental, pecado mesmo seria criticá-las. Se você gosta do Arch Enemy, seja na fase inicial ou na atual, Rise Of The Tyrant tem faixas para todos os gostos. E se você gosta de death metal, seja do tradicional ou do melódico, não deixe de dar uma conferida nesse discaço.


Tracklist:

1 - Blood On Your Hands
2 - The Last Enemy
3 - I Will Live Again
4 - In This Shallow Grave
5 - Revolution Begins
6 - Rise Of The Tyrant
7 - The Day You Died
8 - Intermezzo Liberté
9 - Night Falls Fast
10 - The Great Darkness
11 - Vultures

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domingo, 14 de novembro de 2010

Helloween - 7 Sinners (Resenha)

Depois do “alegrinho e divertido” Unarmed, no qual a banda fez adaptações acústicas para seus maiores clássicos, álbum que os fãs mais xiitas acharam uma tremenda brincadeira de mau gosto, o Helloween lançou no dia 31 de Outubro (Halloween!) um dos álbuns mais pesados da carreira da banda, talvez o mais pesado.

O álbum abre com Where The Sinners Go, sem introdução. A canção não seria a mais indicada para abrir o disco, até tem um ritmo que soa empolgante, mas ao mesmo tempo não empolga por ser muito cadenciada e seguir numa mesma levada de bateria do início ao fim. O álbum segue com Are You Metal?, lançada como single. A música é daquelas típicas de power metal que proclamam o heavy metal, tem uma pegada forte e um refrão bom de gritar. A faixa revela a intenção da banda de fazer algo mais agressivo e pesado, o som se distancia muito de As Long As I Fall , single principal de Gambling With The Devil, último álbum de inéditas da banda. Seria uma canção perfeita para abrir o disco...

Who Is Mr. Madman tem uma introdução narrada por Biff Byford, do Saxon, e alterna entre momentos rápidos e lentos. Tem a melodia de Perfect Gentleman – do álbum Master of the Rings - incluída, mas não é de se estranhar, já que Markus Grosskopf disse que a canção é inpirada no “Cavalheiro Perfeito”. Raise The Noise é um dos destaques do disco, é mais melódica que as anteriores, e tem uma peculiaridade, um solo de flauta, muito bem encaixado aliás, junto as guitarras, algo que é incomum no som da banda.

Em seguida temos World Of Fantasy, uma canção mais leve, onde o peso dá lugar à contornos mais “épicos”, para dar uma acalmada no ritmo. É mais melódica e tem um refrão grudento, um pouco meloso demais. Vale ressaltar as linhas de guitarra mais características da banda nessa canção e também as melodias vocais, mas dá a sensação de que falta algo, um pouco mais de “força” na performance.

Long Live The King é a mais rápida do álbum, quase um speed metal. É suja e agressiva, com pouca melodia. Contrasta bem com a faixa seguinte, The Smile OF The Sun, a única balada do álbum. A faixa tem um bonito tranalho vocal, bastante teclado e aquelas melodias típicas do Helloween, mas logo em seguida temos outra com um estilo mais speed, You Stupid Mankind, bem pesada e com um quê de obscuridade.

If A Mountain Could Talk é Helloween por excelência. É rápida, tem boas variações, grandes solos com longas linhas melódicas, e cresce muito no refrão, além de um interessante fundo orquestrado e com contornos sinfônicos. The Sage, The Fool, The Sinner mostra mais do mesmo do restante do álbum, tem peso, rapidez e um refrão que fica e dá pra cantar junto logo na primeira ouvida, além de fortes linhas vocais.

My Sacrifice tem a bateria frenética, com boas alternâncias, hora acelerada, hora parecida com a batida de One, do Metallica. A canção é boa, mas perde um pouco de poder no refrão, que é um pouco chato. Pra quem sentiu falta da tradicional introdução que abre a maioria dos álbuns, Not Yet Today é uma delas, serve como um prelúdio para a épica Far In The Future. A canção fecha bem o álbum, tem grandes solos, um grande refrão...nada de muito diferente do restante, a não ser por um leve toque progressivo e um pouco de power thrash.

O álbum cumpre o que promete, realmente é o mais pesado da carreira do Helloween, tem músicas mais velozes, guitarras mais pesadas e bastantes variações. Grande parte dos créditos desse som mais agressivo vão para Dani Löble, que mostrou ser um excelente baterista, tocando com muita vitalidade. E nas melhores faixas, todos os integrantes tocaram muito, tornando-as verdadeiros clássicos, como If A Mountain Could Talk e The Sage, The Fool, The Sinner. Não há como comparar o disco com os clássicos da época áurea do Helloween, e apesar da falta das melodias que tanto marcaram a carreira da banda e de o Helloween realmente estar um pouco diferente, ainda assim esse é um Helloween álbum. Com certeza agradrá aos fãs e vai tirar um pouco da "raivinha" que ficou por conta de Unarmed.


Tracklist:

1 - Where the Sinners Go
2 - Are You Metal?
3 - Who is Mr. Madman?
4 - Raise the Noise
5 - World of Fantasy
6 - Long Live the King
7 - The Smile of the Sun
8 - You Stupid Mankind
9 - If a Mountain Could Talk
10 - The Sage, The Fool, The Sinner
11 - My Sacrifice
12 - Not Yet Today
13 - Far in the Future

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Música de Brinquedo - Pato Fu (Review)

Nesse ano, o Pato Fu lança um disco que ultrapassa as expectativas da banda, sendo sucesso de vendas e crítica no país. 

O título do disco dá uma noção do que o projeto se trata: músicas tocadas com instrumentos de brinquedos e com backing vocals feitos por crianças. Porém, não são quaisquer músicas. São clássicos da música brasileira e internacional. Desde B,J, Thomas, passando por Titãs, Paul McCartney, Zé Ramalho, Tim Maia, Chico Science & Nação Zumbi entre outros.

Para quem tem a cabeça mais fechada, a primeira audição o disco pode soar estranho e até idiota, com crianças cantando o refrão de Primavera (Vai Chuva) ''É primavera, te amo''. Porém, o repertório do álbum é tão bem planejado, que é quase impossível não entrar nesse som gostoso oferecido pela banda de Belo Horizonte.

O disco desce fácil, muito gostoso de se ouvir sozinho ou em uma conversa com os amigos, até porque Música de Brinquedo oferece alguns momentos até engraçados, (propositalmente, lógico) como o semi-gutural feito por uma criança em Live And Let Die.

A banda resolveu encarar o desafio e levar os instrumentos de brinquedo para o palco na sua turnê brasileira, que foi um sucesso. Para quem não pode assistir aos shows, a banda tocou três músicas, Sonífera Ilha, Frevo Mulher e Live And Let Die, no programa Altas Horas, da rede Globo. Para quem quiser ver ou assistir novamente, os vídeos estão disponíveis no YouTube.

Música de Brinquedo demostra coragem da banda ao mexer em clássicos com instrumentos que, de certa forma, exigem uma certa habilidade. Isso somado ao resultado de canções como Rock n´ Roll Lullaby, Ovelha Negra e Love Me Tender, que se encaixaram perfeitamente a voz suave de Fernanda Takai e os simpáticos backing vocals infantis fazem de Música de Brinquedo um sério candidato a melhor disco do ano.

Tracklist:


01. Primavera (vai Chuva)
02. Sonífera Ilha
03. Rock And Roll Lullaby
04. Frevo Mulher
05. Ovelha Negra
06. Todos São Surdos
07. Live And Let Die
08. Pelo Interfone
09. Twiggy Twiggy
10. My Girl
11. Ska
12. Love Me Tender

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Álbum da Semana: Natural Magic - Green Bullfrog

Já imaginou se músicos do Deep Purple e Procol Harum se reunissem para fazer um som sob a regência de um produtor que já trabalhou com grupos como The Pretty Faces, Whishbone Ash e Deep Purple ? Pois bem, isso aconteceu, e o melhor de tudo: foi gravado.

Para não haver problemas contratuais com as respectivas gravadoras, foram usados pseudônimos para referir-se aos músicos. O disco foi lançando em 1972, mas como os músicos eram totalmente desconhecidos do público, Natural Magic vendeu muito pouco, entrando no abismo da obscuridade setentista.

O destaque do disco são as guitarras, indo para um lado mais ácido ou para uma pegada mais Blues. Não é por menos, além de Blackmore, o Green Bullfrog também tem Albert Lee nas guitarras. Músico que criou várias técnicas de estudo para o instrumento.

Natural Magic acaba sendo uma aula de guitarra. É indispensável a audição de faixas como Walk A Mile In Shoes, Makin´ Time, My Baby Left Me (cover do Creedence Clearwater Revival), Lawdy Miss Clawdy e principalmente ao duelo de guitarras na virtuosa instrumental Bullfrog.

Tracklist:


1. Ain't Nobody Home
2. Bullfrog
3. Walk a Mile in My Shoes
4. My Baby Left Me
5. Makin' Time
6. Lawdy Miss Clawdy
7. I'm a Free Man
8. Lovin' You is Good for me Baby
9. I Want You
10. Louisiana Man
11. Who Do You Love

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domingo, 7 de novembro de 2010

John x Paul

Por Sérgio Martins
Jornalista
Matéria publicada originalmente na revista Veja. Edição 2189 - ano 43 - nº 44

Os shows de Paul McCartney no Brasil e o relançamento dos discos-solo de John Lennon são uma boa oportunidade para reavivar o mais irresistível debate do Rock: qual dos dois foi o maior beatle?

Entre os fãs de Rock, há uma disputa ancestral para decidir qual é a maior banda de todos os tempos - os Beatles ou os Rolling Stones. E uma divisão ainda mais acirrada corre entre os partidários do quarteto de Liverpool: O Fla-Flu musical entre os parceiros (e depois cordiais inimigos) John Lennon e Paul McCartney, que assinam a maior parte das canções dos Beatles. Dois eventos desta semana permitirão que os beatlemaníacos revisem ou reforcem suas posições nessa querela. Comemorando os 70 anos de nascimento de Lennon e lembrando os trinta de sua morte, que se completarão em 8 de dezembro, está chegando às lojas a reedição completa dos discos-solo do compositor de Imagine, um álbum original e três compilações. E McCartney, 68 anos e ainda o ''beatle bonitão'', desembarca para shows no próximo domingo em Porto Alegre e, nos dias 21 e 22 em São Paulo. Os mais equilibrados argumentarão que esse debate é inútil. Ambos, afinal, eram músicos de talento excepcional, aos quais se pode creditar a invenção do POP. A natureza do fã, porém, tem pouco de equilíbrio - e muito de exaltação.

A criação dos Beatles, em torno de 1960, deve-se sobretudo a Lennon, e nos primeiros anos foi ele seu líder e porta-voz inconteste. Também foi Lennon quem mudou as canções pueris e açucaradas dos primórdios da banda para composições de mais fôlego, ousadas na crítica social e adultas na exploração de dramas pessoais. McCartney assumiu a liderança de fato dos Beatles em 1966, fase em que Lennon estava mais interessado em experiências psicodélicas do que no trabalho de gravação (foi McCartney, entretanto o primeiro beatle a experimentar LSD). Por tanto, o motor criativo dos melhores discos da banda, como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, foi McCartney. Em contraste com o parceiro disciplinado, Lennon era também errático. O técnico de som Geoff Emerick lembra que McCartney dava instruções técnicas, precisas, enquanto Lennon pedia coisas como ''faça-me soar como o Dalai Lama pregando no topo de uma montanha''. Ainda assim, Lennon saía-se com ousadias que até hoje soam criativas e modernas. É o caso de Tomorrow Never Knows, com seus efeitos de guitarra e instrumentos tocando de trás para a frente. Também fpo Lennon quem deu forma revolucionária à canção mais ousada de Sgt. Pepper´s - A Day In Life, uma das últimas parcerias efetivas da dupla.

Nunca totalmente sozinho: Paul McCartney voltou a tocar músicas de John Lennon, o seu eterno parceiro e rival.

Não se deve concluir daí, porém, que McCartney fosse o ''quadradão'' da banda. O biógrafo Barry Miles derrubou esse velho lugar comum. Era McCartney, e não Lennon, quem frequentava o mundo da moda e as galerias de arte (ainda que Lennon tivesse passado pela Liverpool School Of Art e fosse um desenhista talentoso). As várias guinadas musicais do grupo foram quase sempre capitaneadas por McCartney. E esse espítiro inquieto resiste. McCartney surpreendeu os que o acusavam de compor apenas baladas adocicadas quando lançou o projeto The Fireman, em 1994. Trata-se de um trabalho de música eletrônica, gravado ao lado de Youth, baixista do grupo pós-Punk Killing Joke. A parceria foi renovada em um disco de 2008, Eletric Arguments (esse McCartney de rave, porém, não comparece aos shows ao vivo, nos quais prefere se ater aos standards dos Beatles e de sua carreira solo, como Live And Let Die e Band On The Run).

Os dois beatles tinham temperamentos difíceis. Lennon, em particular, era um tipo abrasivo, às vezes até violento - em uma crise de ciúme, chegou a dar com a cabeça da primeira mulher, Cynthia, contra uma parede. Era talvez inevitável que o choque entre eles resultasse na dissolução do grupo, em 1970. A influência da chatonilda Yoko Ono, o grande amor da vida de Lennon, sobre o fim do grupo costuma ser um tanto superestimada. Aliás, um defeito comum aos dois, na carreira-solo foi a inclusão de suas mulheres em shows e discos, em franca desproporção com o talento delas. Paul, pelo menos, parece ter sido feliz com a pandeirista Linda McCartney (o mesmo não se pode dizer de seu casamento com Heather Mills, que há doius anos lhe arrancou 85 milhões de reais em um divórcio litiginoso). A despeito da cultivada imagem de casal maluco beleza, a união de Lennon com Yoko teve lançes que beiram a patologia: em certo período, ela passou a negar sexo ao parceiro, que se entregava então compulsivamente a práticas solitárias.

Aparentemente conciliado com o antigo rival, McCartney hoje até inclui músicas da carreira solo de Lennon, como Give Peace A Chance, no repertório de Up And Coming, turnê que ele traz ao Brasil. E, claro, toca várias canções dos Beatles. 'Um dia, quando eu lançar um disco realmente bom, quem sabe eu possa deixá0las de lado'', ironizou ele certa vez. Não há escapatória: Paul McCartney será para sempre o parceiro de John Lennon, seu rival.

O fla-flu do Rock
Item por item, o embate entre dois beatles - John Lennon e Paul McCartney

  • Melodia
McCartney foi o idealizador de discos como Revolver e Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, que fizeram a banda amadurecer. Mas Lennon compôs canções como Tomorrow Never Knows e A Day In Life, inovadoras nos arranjos e ousadas na melodia

Paul McCartney *
John Lennon *
  • Letras
Depois de ouvir orientações de Bob Dylan, em 1965, Lennon começou a fazer letras mais pessoais, com jogos de palavras criativos e assuntos inusitados, como em I Am The Walrus (Eu Sou A Morsa). McCartney era bom nas mensagens sentimentais, como em The Long And Winding Road e na lindíssima She´s Leaving Home

Paul McCartney
John Lennon *
  • Inovação
Lennon ficou com fama de provocador. Mas, em boa parte do tempo, estava chapado demais para exercê-la. McCartney, assim, foi o verdadeiro beatle de vanguarda, Frequentava galerias de arte, era obcecado por técnicas de estúdio e introduziu novos elementos sonoros na música dos Beatles - como o solo de trompete de Penny Lane, inspirado em Bach.

Paul McCartney *
John Lennon
  • Moda
McCartney frequentava o mundo da moda em Londres, e foi dele a idéia para os figurinos de Sgt. Peppers. Hoje, sua filha Stella é uma estilista respeitada

Paul McCartney *
John Lennon
  • Sucesso com as fãs
McCartney, todo certinho, era chamado de ''o beatle bonitão''. Já Lennon tinha um apelo mais selvagem e imprevisível - foi ele quem descreveu as turnês da banda como orgias intinerantes

Paul McCartney *
John Lennon
  • Escolha de mulheres
Os dois encontraram o grande amor no fim da década de 60: McCartney casou-se com a americana insossa Linda Eastman; Lennon com a japonesa chatonilda Yoko Ono. Ambos a puseram para cantar. Antes não o tivessem feito

Paul McCartney *
John Lennon
  • Trato com os mortais
Lennon e McCartney eram difíceis no trato com os fãs, mas a acidez de Lennon causava mais danos. Ele chegou a fazer um músico que o admirava, da banda Turtles, desistir da carreira.

Paul McCartney *
John Lennon *
  • Carreira pós-Beatles
No trabalho-solo, ambos lançaram discos ótimos e sofríveis. Lennon, porém, emplacou mais canções realmente memoráveis, como Imagine e Happy Christmas (War Is Over)

Paul McCartney
John Lennon *

PLACAR FINAL:

Paul McCartney:
6
John Lennon :
4



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Álbum da Semana: The Delirium Has Just Began... - Tuatha de Danann

Considerados os pioneiros do folk metal no Brasil, os mineiros do Tuatha de Danann já lançaram três álbuns de estúdio em um DVD, e aos poucos vão ganhando mais destaque na cena nacional. Liderados por Bruno Maia, o grupo apresenta um folk metal bastante peculiar abusando do uso de flautas ao lado do peso das guitarras, além das influências celtas, que não envolvem somente as melodias, mas também as letras e o próprio nome da banda, que vem da mitologia celta e significa "povo da deusa Danú".

"The Delirium Has Just Began..." é o segundo álbum da banda e foi lançado em 2002.
A divertida Brazuzan - Taller Than a Hill, faixa que abre o disco, serve como um bom exemplo para explicar a proposta da banda.
The Last Pendragon - que foi originalmente composta em 1995 quando a banda ainda se chamava Pendragon e tinha influências do doom metal mais presentes - possui mais pesos nas guitarras, além dos vocais guturais do baixista Giovani Gomes, porém ainda sim os elementos folk estão presentes. E são esses mesmos elementos folk que predominam em Abracadabra e The Wanderings of Oisin, ambas as músicas também contam com a participação da vocalista Isabel Tavares.
The Last Words, melhor faixa do disco, possui um clima mais voltado para o metal melódico em certos momentos. A faíxa-título com seus mais de 10 minutos de duração encerra o álbum apresentando um pouco mais de experimentalismo que as outras músicas aqui presentes.

"The Delirium Has Just Began..." é um álbum bastante variado, o que provavelmente não agradará os mais sensíveis auditivamente, mas isso obviamente não tira os méritos deste trabalho que possui um clima que lhe faz viajar do começo ao fim. Fãs de folk metal em geral não deixem de conferir!

DOWNLOAD

  1. Brazuzan - Taller tha a Hill
  2. The Last Pendragon
  3. Abracadabra
  4. The Last Words
  5. The Wanderings of Oisin
  6. The Delirium Has Just Began
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