domingo, 15 de agosto de 2010

Symphony X - Biografia


Os anos 90 viram surgir uma onda de bandas que vinham com um novo propósito na música, com composições mais complexas e elaboradas. Nascia então o Metal Progressivo, e um dos seus principais representantes foi e é o Symphony X.

Formada em Nova Jérsei, Estados Unidos, em 1994 pelo guitarrista Michael Romeo, que emprega muita influência de metal neoclássico nas composições da banda. Na época, completavam o quinteto o vocalista Rod Tyler, o baixista Thomas Miller, o baterista Jason Rullo e o tecladista Michael Pinella.

Com essa formação foram à estúdio gravar seu primeiro álbum, o auto-intitulado Symphony X. O som ainda era um pouco cru, beirando o hard rock. Apesar disso, o debut rendeu algumas boas impressões.

Sem ter nem tempo para entrar em turnê, a banda já entrou em estúdio novamente e com novo vocalista: Russell Allen. No ano seguinte, em 1995, lançaram o The Damnation Game. Agora o som característico do Symphony X começa a tomar forma. O álbum teve uma aceitação ainda maior que o anterior gerando os primeiros clássicos da banda como The Damnation Game, Dressed To Kill, The Edge Of Forever e a linda Whispers.

A banda mais uma vez não ingressou em turnê, ficando dois anos descansando e se preparando para o novo álbum. Até que em 1997 deram um passo importantíssimo para a sua consagração: The Divine Wings Of Tragedy. Este marco na história do progressivo é considerado por muitos o melhor da carreira da banda, trazendo de vez sua identidade. As críticas foram muito positivas e clássicos como Of Sins And Shadows, Sea Of Lies, The Accolade e a épica The Divine Wings Of Tragedy fizeram muito sucesso.

O seu sucessor foi Twilight In Olympus, de 1998, que manteve a boa aceitação e o bom nível alcançado pelo grupo. E finalmente a banda faz uma verdadeira turnê de divulgação, excurcionando pela Europa. Meses depois, Thomas Miller deixaria o cargo de baixista para Mike LePond.

Em 1999 o Symphony X lança o maravilhoso V: The New Mythology Suite, um álbum conceitual que fala sobre a mitologia egípcia, astrologia e Atlântida. Nele está mais presente ainda a influência neoclássica dos músicos. Seus destaques são Evolution (The Grand Design), Fallen, Egypt e A Fool's Paradise. Da turnê desse álbum saiu o primeiro registro ao vivo da banda, o duplo Live On The Edge Of Forever, de 2001.

Em 2002 nasce mais um brilhante trabalho, The Odyssey, mostrando a banda cada vez mais afinada. Dele sairam Inferno (Unleash The Fire), King Of Terrors, a emocionante e repleta de feeling Accolade II e a apoteótica faixa título The Odyssey, com quase 25 minutos de duração, baseada na obra Odisséia, de Homero.

A banda que sempre lançava um álbum atrás do outro, por vezes sem nem fazer uma turnê, dessa vez ficou sem gravar nada de novo durante cinco anos. Após esse hiato, em 2007 finalmente temos Paradise Lost. Nele vemos uma nova sonoridade, com muito mais peso, até o vocal de Allen ficou mais agressivo em algumas passagens. Porém, não menos progressivo, foi muito bem aceito pela mídia e pelos fãs. Destaque para Set The World On Fire, Domination, The Serpents Kiss e a lenta Paradise Lost.

Atualmente o Symphony X trabalha no seu novo álbum, que ainda não tem nome nem setlist divulgada. Segundo o que Michael Romeo disse em março, há uma música que aparenta ser de 10 minutos ou mais e que haverá "um pedacinho de tudo". Infelizmente o Symphony X mantém pouco contato com os fãs e não se sabe bem muitas informações do álbum, sendo sua data de estréia ainda desconhecida.


sábado, 14 de agosto de 2010

Pink Floyd - Biografia


A nossa semana especial agora tem seu momento com a banda mais bem sucedida do Rock Progressivo: Pink Floyd. A banda Inglesa alcançou status de lenda do Rock nos anos 70, após apresentações grandiosas, cheias de teatralidade e o sucesso de vendas de discos como Dark Side Of The Moon, Wish You Were Here e The Wall. 

Mas o Pink Floyd não teve essas características durante toda a sua vida. Em 1964 estava sendo formada uma banda que contava com Nick Mason na bateria, Roger Waters no baixo, Richard Wright nos teclados e piano e Syd Barret, guitarrista, vocalista e principal compositor do grupo. O grupo foi rejeitado pela crítica da época, que não entendia a música de bandas como o Pink Floyd, mas os jovens, que se afundavam cada vez mais no LSD e na psicodelia amaram o quarteto.

O primeiro Single do Pink Floyd foi Arnold Layne, música que falava sobre um travesti que roubava roupas íntimas. Como é de se esperar, essa não foi uma música que levou a banda à mídia; isso veio a acontecer com o segundo single, See Emily Play, que fala sobre uma jovem aristocrata psicodélica. 

Enquanto a banda ia sendo mais aceito por parte de crítica e público, o líder do Pink Floyd não ia bem; Syd Barret se afundava cada vez mais no vício do LSD e acaba saindo da banda. Antes de sair da banda, Syd trouxe à banda mais um guitarrista e vocalista, David Guilmor, que tocou junto com Syd e o resto da banda no segundo disco, A Saucerful Of Secrets.

Depois de Syd Barret, o Pink Floyd adotou a teatralidade para os seus shows, algo que se tornaria sua marca registrada mais tarde. Um grande momento teatral da banda foi o show que eles fizeram no anfiteatro de Pompei, na Itália, que foi destruído por lava vulcânica há quase 2.000 anos.

Apesar de alcançar grande fama na Inglaterra, eles ainda não eram muito conhecidos nos EUA, mas isso mudou a partir do Dark Side Of The Moon, um disco conceitual, que falava sobre guerra, loucura e as pressões do mundo moderno. A partir do Dark Side Of The Moon o som do Pink Floyd ficou menos experimental, mas não menos progressivo; tornou-se mais maleável e mais fácil gostar da banda, assim Dark Side Of The Moon foi sucesso não só nos EUA, mas no mundo todo, tornando-se o terceiro disco mais vendido dos dias atuais, com mais de 40 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro.A partir do Dark Side, banda lançou outros discos que lhe renderam conseguiu mais fãs e mais hits, como Confortably Numb, Wish You Were Here, Another Brick In The Wall e Run Like Hell. 

Mais tarde, Roger Waters decidiu sair da banda, e sem ele, foi gravado o disco A Momentary Lapse Of Reason. Mesmo sem o principal compositor da banda, o disco ficou em terceiro lugar no Reino Unido, mas assim como em seu sucessor The Division Bell, o disco recebeu muitas críticas, dizendo que apenas David Guilmor participou, e com mais algumas brigas, a banda acabou.

Em 2005, a banda se reuniu, e com o aumento significativo em CD´s da banda, começaram os rumores sobre mais uma turnê da banda, porém, em 2006 Guilmor negou tudo. Esse ano Waters confirmou que irá se encontrar com Guilmor para mais um show. Eis sua declaração no seu Facebook:

“Como poderia recusar tal oferta? Eu não poderia, não tinha como. Generosidade ultrapassa o medo. E assim explicando que eu provavelmente seria uma droga [nos vocais do dueto], mas se ele não se importava, eu também não me importaria. Eu concorde e o resto é História. Nós tocamos junto e foi excelente. Fim da história. Ou possivelmente, o início”

Emerson, Lake & Palmer (álbum)

Em 1970 nascia na Inglaterra o Emerson, Lake & Palmer, trio de rock progressivo formado por Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer. No mesmo ano era lançado o primeiro álbum da banda.

Neste álbum a criatividade dos músicos fica em bastante evidência, assim como sua técnica.
The Barbarian, faixa instrumental que abre o disco confirma isso. Apesar de ser também uma interpretação do famoso solo de piano Allegro Barbaro de Béla Bartók, os arranjos que a banda introduziu deixam a música com uma sonoridade bastante sólida e atmosférica. Pode-se considerar uma faixa de abertura bastante ambiciosa para um debut, mas funcionou perfeitamente.

Take a Pebble talvez seja a música mais rica do disco. Ela começa como uma balada, com piano, baixo e uma leve percussão. O ótimo timbre da voz de Lake deixa o ínico da música muito prazeroso de se ouvir. A música continua com violão até Emerson entrar com o piano novamente, dando um toque de jazz à canção até Lake voltar a cantar na parte final, completando a música de mais de 12 minutos.

Knife-Edge possuí uma excelente linha de baixo que funciona muito bem com o teclado de Emerson e a percussão poderosa de Palmer. A música é também a interpretação da banda do primeiro movimento de Sinfonietta de Leoš Janáček, e com uma pequena parte que nos remete à suíte em Dm de Johann Sebastian Bach, porém assim como The Barbarian a música ganha uma indentidade totalmente nova e interessante, não só pelo instrumental, mas também pelo vocal de Lake.

The Three Fates destaca Emerson que sola no piano e órgão, a música emenda com Tank que começa com uma improvisação antes do solo de bateria de Palmer, mostrando toda sua técnica, e encerra com Emerson improvisando em seu moog. O excesso de solos pode tornar a sequência um pouco cansativa nas primeiras audições.
O álbum encerra com Lucky Man, música mais comercial e hit na época, mas não deixa de ser uma boa música.

O ótimo Emerson, Lake & Palmer abre a carreira de um dos grupos mais reconhecidos dentro do rock progressivo até hoje. É imensa a quantidade de músicos que foram fortemente influênciados pelo trabalho do trio. Apesar de ser um ótimo álbum, esta talvez não seja uma obra muito recomendada para aqueles que ainda não estão acostumados a ouvir trabalhos com tal complexidade musical, mas é altamente recomendado para aqueles que procuram um bom álbum de rock progressivo, já que este possuí uma boa parte do que o gênero tem a oferecer.
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Metal Museum: Progressive Metal


Para continuar celebrando a semana especial do Rock/Metal Progressivo, disponibilizamos para vocês uma coletânea sobre Metal Progressivo com várias bandas e músicas. Algumas bandas são bastante conhecidas como Queensrÿche, Dream Theater, Opeth e Fates Warning. Outras são mais underground. Destaque para as bandas Ayreon, Communic, Mindflow, etc.


Tracklist:

Nightingale - To The End
Cloudscape - Out Of The Shadows
Queensrÿche - Empire
Stream Of Passion - Embrace The Storm
Ayreon - Eyes Of Time
Opeth - Harvest
Dream Theater - Just Let Me Breath
Communic - History Reversed
Suspyre - Distant Skies
Richard Andersson's Space Odyssey - Embrace The Galaxy
Sphere Of Souls - Sweet Sorrow
Fates Warning - Through Different Eyes
Mindflow - Another Point Of View
Royal Hunt - Ten To Life
Nova Art - My Beloved Hate



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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Álbum da Semana: Anathema - We're Here Because We're Here


O Anathema, banda fundada pelos irmãos Cavanagh, retorna após 7 anos com seu oitavo álbum de estúdio "We're Here Because We're Here", apostando em uma sonoridade mais progressiva, alternativa e atmosférica.

O death/doom apresentado pela banda em seus primórdios já não ecoa tanto, a partir de Eternity, o som do grupo vem sofrendo mudanças com um direcionamento para composições mais complexas e melódicas, o que fica mais que comprovado nesse álbum.

A faixa que abre o disco é "Thin Air", com um instrumetal de certa forma agressivo, por conta de sua aceleração, é também sutil: graças aos arranjos vocais, carregados de feeling. Os trabalhos de teclas, cordas e percussão também são muito bem feitos, aliando peso e sutileza em todo o álbum.

"Summernight Horizon" é bastante intensa, a faixa ganha beleza com os vocais da cantora Lee Douglas bem a mostra, contrastando com os riffs acelerados.

"Dreaming Light" e "Angels Walk Among Us", no qual Ville Valo do HIM dá as caras, são duas ótimas baladas que merecem destaque por conta de sua orquestração.

"Presence" é talvez a música mais atmosférica do álbum, o vocal falado e o instrumental suave dão um toque intimista a essa composição.

"Universal", também com qualidade indiscutível, tem como ponto alto o baixo acentuado e um solo de guitarra carregado de feeling que fala por si só.

A "Simple Mistake" e "Hindsight", ambas beirando oito minutos e meio, merecem destaque por conta de sua complexidade nas longas passagens instrumentais.

A temática do álbum gira em torno do “homem”, seus relacionamentos, suas ambições, seus sentimentos e suas frustrações.

A mixagem do álbum foi por conta de Steven Wilson, do Porcupine Tree.

Apesar da mudança de sonoridade, que não agradou alguns fãs, a banda continua fazendo um ótimo trabalho. O álbum merece ser ouvido sem ressalvas.

Tracklist:

1. "Thin Air" – 5:59

2. "Summernight Horizon" – 4:12

3. "Dreaming Light" – 5:47

4. "Everything" – 5:05

5. "Angels Walk Among Us" (featuring Ville Valo) – 5:17

6. "Presence" – 2:58

7. "A Simple Mistake" – 8:14

8. "Get Off Get Out" – 5:01

9. "Universal" – 7:19

10."Hindsight" – 8:10


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Supertramp - Breakfast In America

Lançado em 1979, Breakfast In America é o sexto álbum de estúdio dos britânicos do Supertramp. Este é também um de seus discos mais populares.

Logo na primeira faixa, Gone Hollywood, já pode-se notar o bom trabalho de sax de John Helliwell, que também se sobressai em mais faixas ao decorrer do disco.

Músicas como The Logical Song, um dos destaques e maior sucesso do álbum, mostam a voz inconfundível de Roger Hodgson, além de possuir uma ótima letra. Na música seguinte, Goodbye Stranger, é a vez dele se destacar na guitarra.

Breakfast In America, um dos singles do disco, é a música mais curta do álbum e sua letra fala de uma pessoa que nunca esteve na América. O que faz essa música soar bem é, principalmente, o teclado de Rick Davies e o clarinete de John Helliwell.

Oh Darling apesar de ser pouco comentada não decepciona, possuí ótimos arranjos. No lado B temos Take The Long Way Home, com a combinação de Rick Davies na gaita e Helliwell no saxofone, é uma das mais conhecidas de Breakfast In America, e não é para menos, pois se trata de uma ótima música que dá um ritmo diferenciado para o disco.

Na sequência temos a bela Lord Is It Mine, também com excelentes arranjos, seguida de Another Nervous Wreck com um dos refrões mais fortes do álbum e com a guitarra mais presente.
O álbum encerra com a relaxante Casual Conversations e Child Of Vision cheia de sintetizadores.

Breakfast In America é um álbum tão bom e variado que fica difícil não gostar. A banda inteira dá um show, sejam os vocais de Davies e Hodgson, o sax de Helliwell ou a bateria e o baixo de Bob Siebenberg e Dougie Thomson que enriquecem muito as músicas na parte rítmica. A ótima produção também contribuiu para que o resultado final fosse positivo.
Para que ainda não ouviu o trabalho do Supetramp Breakfast In America é um bom lugar para começar.

1. Gone Hollywood
2. The Logical Song
3. Goodbye Stranger
4. Breakfast In America
5. Oh Darling
6. Take The Long Way Home
7. Lord Is It Mine
8. Just Another Nervous Wreck
9. Casual Conversations
10. Child Of Vision

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Rush - Biografia


Para a nossa Semana Especial, vamos falar de uma banda que continua contribuindo, ao longo de 40 anos, com o Rock Progressivo: o Rush. Além de fazerem um hard rock primoroso, o trio por apresentar grandes habilidades instrumentais, composições complexas e um lirismo primoroso ficaram conhecidos também como expoentes do prog.

A banda foi formada em 1968, por Jeff Jones, vocalista e baixista; Alex Lifeson (Alex Zivojinovich) guitarrista e John Rutsey, baterista. O nome da banda foi sugerido pelo irmão de Rutsey. Geddy Lee (Gary Lee Weinrib) substitui Jones ainda no mesmo ano.

O primeiro álbum da banda, Rush, foi lançado de forma independente em 1974, é um ótimo álbum de hard rock, mas que não apresentava o tipo de música que projetaria a banda. Neil Peart substitui Rutsey, por problemas de saúde, duas semanas antes do inicio das turnês, criando a formação que permanece até hoje.

Em 75, “Fly by Night” é lançado, já contando com a participação de Peart nas composições, se afastaram do blues e do hard rock, com letras e arranjos mais complexos. "Caress of Steel”, lançado no mesmo ano, e “2112" em 76, ambos álbuns conceituais, flertaram ainda mais com o progressivo. "All The World is a Stage", primeiro álbum ao vivo do trio também saiu em 76.

A” Farewell to Kings", lançado em 1977, mostrou ainda mais maturidade quanto ao som da banda. "Cygnus X-1”, um dos temas do álbum, seria citado posteriormente em vários outros, principalmente em “Hemispheres” de 1978. Hemispheres por sua vez é considerado um dos melhores trabalhos da banda e seu ultimo grande álbum conceitual.

No inicio da década de 80, começaram a se aproximar da musicalidade das rádios, compondo faixas de durações menores, aumentando assim a acessibilidade ao seu som, apesar disso, a qualidade de sua música permanecia indiscutível. "Permanent Waves" (1980), com o hit "Spirit of Radio" e "Moving Pictures" (1981) com "Tom Sawyer", tiveram ótimas vendagens, o ao vivo "Exit Stage Left" foi lançado também em 81.

"Signals" (1982), "Grace Under Pressure" (1983), "Power Windows" (1985) e "Hold Your Fire" (1987), caracterizam a fase dos sintetizadores e dos temas futuristas, "Show Of Hands", ao vivo, foi lançado em 88. Peart recebeu ótimos críticas pelo trabalho na bateria de Signals. Nesse período trocaram de co-produtor três vezes, o cargo ficou por último com Peter Collins.

Na tentativa de resgatar sua sonoridade antiga e simplificar seu som lançaram "Presto" (1990), "Roll The Bones" (1991) e "Counterparts" (1993), álbuns que não obtiveram boa receptividade dos fãs, principalmente por uma aparente má produção.

Com o lançamento de "Test For Echo", em 96, receberam boas criticas de publico e mídia especializada. O álbum tem um som criativo e conciso, porém não apresenta composições longas, as faixas beiram os 5 minutos. "Retrospective I" com clássicos entre 1974 a 1980 e "Retrospective II" que aborda sucessos de 1981 a 1987 foram coletâneas lançadas em 97.

Different Stages (1998,) álbum triplo ao vivo, tinha os 2 primeiros CDs gravados durante as turnês de Counterparts e Test For Echo, o terceiro CD vinha de um concerto gravado em 78, o álbum conta com uma excelente produção e performance indiscutível dos músicos.

Os trabalhos da banda foram interrompidos após Test For Echo, devido a duas tragédias: a morte da mulher e da filha de Peart. Câncer e um acidente de carro, respectivamente, foram as causas das mortes.

Voltaram a ativa em 2002, com Vapor Trails, na turnê do álbum passaram pela primeira vez no Brasil. O DVD e CD Rush In Rio, gravado no Maracanã, foi lançado em 2003.

Snakes & Arrows, o último álbum de estúdio da banda foi lançado no dia 1 de maio de 2007, ele mostra a banda ainda em forma e mantendo sua ótima sonoridade.

Atualmente estão na turnê Time Machine Tour, com datas confirmadas no Brasil, onde tocam o álbum Moving Pictures na integra e material inédito do próximo trabalho de estúdio.

Com previsão de lançamento para 2011, Clockwork Angels será o próximo álbum do trio. "Caravan" e "BU2B", singles do novo álbum, já foram liberadas nas rádios e para download.




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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Resenha e Conceito de Operation: Mindcrime, Queensrÿche


Lançado em 1988, pela banda Queensrÿche, Operation: Mindcrime foi um marco na história do metal. Por dois motivos: musicalmente, qualquer pessoa percebe o quão empolgante é o quarto álbum do quinteto; além disso, é considerado o primeiro álbum conceitual do estilo que ajudaram a criar, o progressive metal.

Operation: Mindcrime foi o responsável pela repercussão que obteve a banda nos fim dos anos 80, com sua grande aceitação por público e mídia. A análise dele será feita faixa por faixa em cima da sua envolvente história e das composições musicais em si.

I Remember Now é uma introdução que mostra Nikki (o personagem principal) num hospital psiquiátrico sob observação, já que é tido como suspeito por assassinatos de líderes políticos e religiosos. Ele começa a se lembrar de como chegou ali.

Anarchy-X é uma rápida instrumental que mostra o plano perverso de Dr. X de anarquizar a política do país.

A primeira música é Revolution Calling que começa com a bateria de Scott Rockenfield e possui um grudento refrão. Sua letra tem um teor de crítica social e política. Operation Mindcrime mostra como Dr. X recrutou Nikki, o "Anjo da Morte", para sua organização secreta, através da sua ânsia por mudanças sociais e principalmente pela sua fragilidade causada por drogas, facilitando sua dominação. Speak, com seu baixo vibrante, conta algumas intenções de alvo da "revolução": "eradicate the fascists" (erradicar os fascistas) e "we'll burn the White House down" (queimaremos a Casa Branca).

Spreading The Disease traz a personagem Mary, uma ex-meretriz. Além dela, é apresentado o Padre William que a tirou da prostituição em troca de "serviços" nada religiosos. Em The Mission, Nikki vê a paixão por Mary sua unica forma de diminuir o pesar da vida criminosa. Isso é refletido no ritmo mais melancólico da música.

Suite Sister Mary é o ponto auto, a música mais calcada em opera rock, com corais e já modelando um estilo progressivo. Nela, Geoff Tate (Nikki) faz um dueto com a cantora Pamela Moore (Mary). Dentro da história, Nikki é incubido por Dr. X de matar sua amada e o Padre William (esse foi executado com sucesso).

The Needle Lies é a mais rápida do álbum e narra a tentativa de fuga da organização por parte de Nikki, cansado de ver sangue em suas mãos. Na curta Electric Requiem, Mary aparece morta misteriosamente. Uma das possibilidades é de que ela tenha se decepcionado com Nikki após achar que ele era diferente dos outros homens que passaram por sua vida, tendo assim se suicidado. Mas é apensa uma possibilidade...

Breaking The Silence e I Don't Believe In Love são dois destaques com bons riffs e refrões poderosos. Na primeira, Nikki é levado pela polícia por sua conduta desordeira, causada pelo desespero devido a morte de Mary, e porte de arma ilegal, arma que foi usada em crimes recentes. A segunda revela a desilusão amorosa do personagem central. Waiting For 22 e My Empty Room contam a solidão em que se encontra Nikki.

Mais um bela canção, Eyes Of A Stranger revela a forma como Mary morreu: enforcada pelo seu próprio terço. O final não é nem um pouco feliz. Nikki é levado para um manicômio por camisa de força e recebe sedativos. Ele olha no espelho e vê "olhos de um estranho". No final ele diz: "I Remember Now".

É um disco magnífico com um enredo excelente. Sua importância histórica e musical fazem deste um item obrigatório na discografia do progressive metal.


Tracklist:

I Remember Now
Anarchy-X
Revolution Calling
Operation Mindcrime
Speak
Spreading The Disease
The Mission
Suite Sister Mary
The Needle Lies
Electric Requiem
Breaking The Silence
I Don't Believe In Love
Waiting For 22
My Empty Room
Eyes Of A Stranger

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Dream Theater - Biografia

Dando continuidade a nossa Semana Especial trazemos a biografia de uma das bandas mais importantes e características do Progressive Metal, o Dream Theater.

Tudo começou em 1985 quando três estudantes da Berklee College of Music, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo, decidiram montar uma banda para se divertirem durante o tempo livre tocando músicas de bandas como Rush e Iron Maiden. Esses três estudantes eram: John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo) e Mike Portnoy (bateria).
Mais tarde John Petrucci convidaria seu amigo, Kevin Moore, para assumir os teclados e Chris Collins para os vocais.
A banda recebeu o nome de Majesty, pois segundo Mike Portnoy a parte final da música Bastille Day do Rush era majestosa.

A banda se apresentou em alguns lugares pequenos durante um ano. Algum tempo depois Chirs Collins foi demitido e Charlie Dominici foi contratado como novo vocalista.
Após isso o número de apresentações cresceu e a banda foi ganhando um certo reconhecimento na região, porém foram obrigados a mudar de nome, pois uma outra banda chamada Majesty entrou com uma ação legal contra a banda. O pai de Portnoy sugeriu o nome Dream Theater e este foi aceito pelos outros.

Em 1989 lançaram o primeiro álbum, When Dream And Day Unite, porém devido a uma quebra de contrato da gravadora eles tiveram dificuldades para conseguirem shows, o que resultou em uma "turnê" para promover o álbum de apenas 5 apresentações. Após o quarto show Dominici foi demitido por diferenças pessoais e musicais.
A banda teve dificuldades para encontrar um novo vocalista, chegaram a cogitar até mesmo o fim da banda, porém durante este "período de espera" nasceram alguns dos maiores clássicos do Dream Theater como: Learning to Live, Metropolis e Take The Time.

Somente quatro anos depois o vocalista James LaBrie entrou para a banda. Eles conseguiram um contrato com uma nova gravadora e lançaram o álbum que seria o grande marco do metal progressivo: Images & Words.
Pull Me Under foi a música resposável por tornar a banda conhecida e contribuiu para que Images & Words recebesse o disco de platina no Japão.

Fortemente elogiado pela crítica, o Dream Theater tinha então a missão de conseguir manter o nível de Images & Words. Foi lançado em 1994 o novo álbum, Awake, outro clássico do gênero e aclamado pela crítica. Porém após o álbum ser mixado Kevin Moore deixa a banda alegando que gostaria de trabalhar em seus próprios projetos musicais. Derek Sherinian foi o novo tecladista escolhido.

Após a entrada de Derek para a banda, eles não começaram a trabalhar imediatamente em um novo material, porém devido a pressão dos fãs foi lançado o EP A Change Of Seasons, que contém a faixa de mesmo nome, considerado por muitos como a melhor música da banda.

Em 1997 é lançado o álbum Falling Into Infinity, primeiro disco da banda a receber críticas negativas, pois devido a músicas como Hollow Years e You Not Me alguns acreditavam que a banda estaria indo para um lado mais mainstream.

Em 1999, Derek é demitido e Jordan Rudess entra para a banda. É lançado então Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory. Este é um álbum conceitual, sequência da música Metropolis Part 1: The Miracle and the Sleeper, e foi extremamente aclamado pela crítica e fãs, sendo considerado a obra-prima da banda.

Após isso o Dream Theater já estava marcado na história do Progressive Metal e seu número de fãs aumentava cada vez mais. Novos álbuns foram lançados e elogiados: Six Degrees Of Inner Turbulence em 2002, que contém a faixa título com mais de 42 minutos de duração, Train of Thought em 2003, mostrando o lado mais pesado da banda e Octavarium em 2005, que experimenta novos elementos nunca usados antes pela banda.

Em 2007 a banda lançou o Systematic Chaos, o segundo álbum a receber críticas negativas e considerado por muitos como o pior da banda. Porém em 2009 chega Black Clouds & Silver Linings que recebe excelentes críticas e consagra a banda ainda mais.

Atualmente a banda se prepara para entrar de férias e voltarão a trabalhar em novos materiais em Janeiro.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Point Of Know Return - Kansas (Resenha)


Passando agora para o Rock Progressivo, preparamos uma resenha de uma das pérolas do gênero. Trata-se de Point Of Know Return, da banda Kansas. Esse foi o seu quinto álbum, lançado em 1977.

As passagens de teclado e violino continuam neste álbum como uma das mais apreciáveis características do Kansas, trazendo grande sutileza às composições. Os vocais tanto de Steve Walsh como de Robbie Steinhardt são bem executados.

A música homônima ao título do disco faz a abertura com grande estilo. Linda e clássica, ela narra a história ilustrada na capa, de um marinheiro na sua trajetória pelo mar. A sequência agora é de arrasar. Paradox e seu início contagiante, a instrumental The Spider, Portrait (He Knew) com seu bom refrão e a maravilhosa Closet Chronicles. Está última começa tranquila, após um minuto acelera, depois acalma de novo para finalmente entrar num riff de baixo maravilhoso de Dave Hope.

Lightning's Hand tem alguns dos melhores solos, principalmente no teclado. Dust In The Wind é sem dúvida o grande hit do grupo, fez um sucesso enorme, gerando inúmeros covers. O seu solo de violino é realmente muito emocionante.

Sparks Of The Tempest é sensacional. Começa com um riff bem legal, a base nos leva para um refrão muito bom e logo o solo de guitarra entra em cena, bem executado. Sem falar no riff final que é o melhor do disco.

Nobody's Home é bastante emocionante e o mais legal dela é o acompanhamento do piano, além de mais um bonito solo de violino. Quem fecha com maestria o disco é Hopelessly Human, a mais longa e épica. Nela há alternância dos dois vocalistas e muito, muito riff e solo para desnortear o ouvinte.

Trabalho repleto de passagens simples, agitadas e bem trabalhadas de uma banda no seu auge, Point Of Know Return é muito mais que aperitivo para o que ainda vem por aí durante a semana.

Tracklist:

Point Of Know Return
Paradox
The Spider
Portrait (He Knew)
Closet Chronicles
Lightning's Hands
Dust In The Wind
Sparks Of The Tempest
Nobody's Home
Hopelessly Human

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Álbum da Semana: God's Equation - Pagan's Mind


Para inaugurar a semana especial sobre Rock e Metal Progressivo, vertentes que ganharam a enquete empatando ambas com 10 votos, dedicamos o primeiro Álbum da Semana (excepcionalmente, haverá o segundo) ao Pagan's Mind.

Nascido na Noruega, em 2000, o Pagan's Mind é formado atualmente por Nils K. Rue (vocal), Jorn Viggo Lofstad (guitarra), Steinar Krokmo (baixo), Stian Lindaas Kristoffersen (bateria) e Ronny Tegner (teclado). Em 2007, já vinha causando boa impressão dentro do cenário Progressive Metal, até que lançou God's Equation com a bem executada missão de consolidar sua ascensão.

Em termos de musicalidade, a banda é um primor. Apresenta constantemente mudanças de tempo, além de longos e virtuosos solos, características marcantes de bandas do gênero. Porém, os noruegueses conseguem imprimir seus próprios conceitos e tornar sua música bastante original. O vocalista Nils chama a atenção pela sua bela voz e o guitarrista Jorn Viggo impõe riffs poderosos e solos de grande qualidade.

A faixa título é a grande obra prima, onde a linha vocal simplesmente se sobressai de forma brilhante. Evolution Exceed e Osiris' Triumphant Return, a mais longa do álbum com seus quase nove minutos, são outros destaques.

É interessante notar a mescla de sonoridades presentes neste álbum, mas que pode ser notada em seus predecessores também. Enquanto que em United Alliance, Spirit Starcruiser e na já supracitada Evolution Exceed ouvimos muita coisa de power metal e abuso de melodia, em Atomic Firelight e Alien Kamikaze temos pitadas de heavy e thrash, tornando as músicas bem pesadas.

Pagan's Mind não é (ainda) uma titã do Progressive Metal, mas num deve ser deixada de lado pelos apreciadores do estilo e da boa música em geral.


Tracklist:

The Conception
God's Equation
United Alliance
Atomic Firelight
Hallo Spaceboy
Evolution Exceed
Alien Kamikaze
Painted Skies
Spirit Starcruiser
Farewell
Osiris' Triumphant Return



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domingo, 8 de agosto de 2010

Order Of The Black - Black Label Society (Resenha)

Após quatro anos desde o lançamento do até então último álbum de estúdio, Shot To Hell, o Black Label Society volta à mídia com seu mais novo petardo: Order Of The Black. Pra quem não esperava muito desse disco por achar que o velho Zakk estava ficando repetitivo e chato, com certeza deverá rever sua opinião.

O bom deste trabalho é que ele não lembra em nada o insosso Shot To Hell. Pode sim remeter ao Mafia, por exemplo, pois ele traz de volta todo o som vibrante e cheio de energia da banda. Outro aspecto que gerava bastante expectativa era como se sairia Will Hunt em sua estréia pelo Black Label. O baterista, que substitui o competente Craig Nunenmacher, era visto com desconfiança por muitos fãs, devido principalmente ao fato de constar em seu currículo o nome da banda Evanescence (onde ainda se encontra ligado). Entretanto, o músico obteve muito êxito nas baquetas e acabou de vez com a incredulidade que o rondava, não sendo exagero dizer que a bateria ganhou em qualidade. O ponto negativo fica por conta do baixo que não se sobressai como os outros instrumentos.

O álbum inicia com a estonteante Crazy Horse, que tem potencial de hit. Nela, Zakk Wylde mostra que mantém duas características que vêm marcando o som de sua banda: os inconfundíveis pinch harmonics (ou harmônicos artificiais) que já são praxe, além de efeitos de estúdio utilizados nas suas linhas vocais, especialmente nos refrões.

A próxima é Overlord, candidata a melhor faixa, com o melhor refrão do álbum e um excelente solo. Aqui está destacada a presença de Hunt, bem como na seguinte, Parade Of The Dead, single que já havia sido disponibilizada na internet. Nela, Wylde despeja mais e mais harmônicos artificiais num riff contagiante.

Com três pedradas logo de saída, nada melhor que uma balada para acalmar os ânimos. Quem cumpre essa função é Darkest Days, com um acompanhamento de piano bem legal. E diga-se de passagem, o solo é muito bonito, calmo como a canção pedia.

Black Sunday e Southern Dissolution vêm para animar novamente e manter o bom nível. Após elas, mais uma balada, Time Waits For No One (falando sobre a brevidade do tempo, tema que vem sendo presente nas letras do ex-chefe de Wylde, Ozzy Osbourne).

Agora é a vez de mais um petardo, Godspeed Hellbound, que tem um poderoso riff e pode funcionar bem tocada ao vivo. Vale destacar mais esse solo "alucinado". War Of Heaven e Shallow Grave dão continuidade. A última também possui belo trabalho de piano. Aliás, as baladas deste álbum demonstraram grande qualidade de melodia.

Uma música que chama mais atenção pelo nome exótico do que por qualquer outra coisa é Chupacabra, uma instrumental de violão ao estilo de Speedball do álbum 1919 Eternal. Riders Of The Damned repete a fórmula das outras músicas, com riff vigoroso, solo selvagem e refrões com efeitos vocais, sendo a última pesada do álbum. Mas pra encerrar, ainda temos January, feita com bases de violão. Ela remete bastante ao álbum solo do guitarrista, Book Of Shadows.

Order Of The Black é uma porrada na orelha que vem para dar novo gás à banda de um dos maiores expoentes da guitarra. Será difícil não se empolgar e mais difícil ainda será conter a expectativa de uma passagem deles pelo Brasil, algo que já parece certo.




Tracklist:

Crazy Horse
Overlord
Parade Of The Dead
Darkest Days
Black Sunday
Southern Dissolution
Time Waits For No One
Godspeed Hellbound
War Of Heaven
Shallow Grave
Chupacabra
Riders Of The Damned
January

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sábado, 7 de agosto de 2010

Paul Di'Anno (John Bull, Florianópolis, 05/08/10)

Na última quinta-feira (05/08) Florianópolis recebeu Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden. O show fez parte da turnê de comemoração dos 30 anos do primeiro álbum da Donzela e foi o show que abriu a atual turnê brasileira que passará por 20 cidades.

Por volta da meia-noite a banda brasileira Scelerata subiu ao palco. Vale destacar o ótimo show da banda que tocou composições próprias e a música Master Of Puppets do Metallica.

Alguns minutos após o término do show de abertura os músicos do Scelerata, com exceção do vocalista obviamente, voltaram ao palco para tocarem The Ides Of March. Paul sobe ao palco e mantém a sequência que abre o álbum Killers do Iron Maiden com Wrathchild, clássico da banda matido nos setlists até hoje, o local quase foi abaixo de tanta empolgação do público.

Se alguém ainda estava parado com certeza não conseguiu ficar na música seguinte, Prowler, também bem recebida pelo público.
Marshall Lockjaw de sua outra banda, Killers, deu sequência ao show seguida de mais uma do Maiden, Murders In The Rue Morgue.

Depois disso o músico dedicou a música seguinte, Mad Man In The Attic, ao seu time do coração, o Corinthians. Strange World, do álbum Iron Maiden, foi tocada em seguida.
The Beast Arises do Killers (banda) e Children Of Madness do Battlezone foram tocadas e pôde-se notar o público esfriando muito, com algumas pessoas conversando ao invés de assistir ao show e quase ninguém cantava as músicas. Paul ficou visivelmente incomodado com isso, mas reagiu com bom humor dizendo que se o público não cooperace eles tocariam uma música das Spice Girls.

Genghis Khan foi seguida por Remember Tomorrow, este foi um dos pontos altos do show e o melhor desempenho vocal de Paul na noite, o público também se animou bastante durante esta música cantando-a em uníssono.

O show seguiu com mais duas músicas da banda Killers, Faith Healer e A Song For You, e novamente o público esfriou demais, com exceção dos que estavam perto do palco, estes cantaram e pularam durante o show inteiro, porém o que todos queriam ouvir era Iron Maiden. Fato comprovado com a reação nas duas músicas seguintes: Killers e Phantom Of The Opera.

Nem preciso dizer que as duas músicas seguintes também foram um dos pontos altos da noite: Iron Maiden e Running Free. Estranho Paul ter anunciado que ele não tocava a música Iron Maiden há mais de trinta anos, sendo que ela vem sendo constantemente tocada nas últimas turnês.

Após poucos minutos a banda voltou ao palco para o bis com Transylvania. Para encerrar, dois clássicos: Blitzkrieg Bop dos Ramones e Sanctuary do Iron Maiden.

No geral o show foi um tanto quanto irregular, a banda tocou bem o tempo inteiro, porém a voz de Paul Di'Anno não estava boa, sendo que o próprio se desculpou por isso, cheio de altos e baixos apesar dele ter se esforçado o máximo para cantar. O som ruim da casa de shows também prejudicou a apresentação. O público que só se animava durante músicas do Iron Maiden, o que foi uma pena, pois as músicas que não eram da Donzela também são ótimas, mostrou que querendo ou não, Paul Di'Anno sempre será conhecido como 'ex-vocalista do Iron Maiden'.
Outro ponto negativo foi que havia sido anunciado que o álbum 'Iron Maiden' seria tocado na íntegra, porém justo uma das músicas mais esperadas, Charlotte The Harlot, foi omitida do setlist.

Apesar dos problemas o show foi compensado pelo carisma de Paul sempre falando com os presentes e contando piadas. E só o fato de poder ver a lenda de perto cantando músicas como Phantom Of The Opera e Remember Tomorrow fez a noite valer a pena.

Setlist:

1. The Ides Of March
2. Wrathchild
3. Prowler
4. Marshall Lockjaw
5. Murders In The Rue Morgue
6. Mad Man in the Attic
7. Strange World
8. The Beast Arises
9. Children Of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song For You
14. Killers
15. Phantom of the Opera
16. Iron Maiden
17. Running Free
18. Transylvania
19. Blitzkrieg Bop
20. Sanctuary
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Acesse o Forum Metal Is The Law para debater sobre este show e tudo relacionado ao rock e heavy metal.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Álbum da Semana: Design Your Universe - Epica

O Epica é uma das bandas que mais vem crescendo na cena do heavy metal atual desde seu surgimento em 2002.
Fundada pelo ex-guitarrista do After Forever, Mark Jansen, a banda possui quatro álbuns de estúdio lançados e escolher o melhor deles não é tão simples quanto parece.

Para essa semana o escolhido é o álbum mais recente da banda, Design Your Universe, lançado ano passado.

Neste álbum é possível notar algumas mudanças na sonoridade da banda, pode-se destacar as guitarras, com riffs e solos mais presentes, e os arranjos mais bem trabalhados.

Temos aqui a melhor combinação entre o peso e o sinfônico da banda, que pode ser notada logo em Resign To Surrender. Os vocais guturais de Mark soam melhores e Simone Simons continua excelente.

Kingdom Of Heaven é uma das faixas mais bem trabalhadas da banda, com mais de 13 minutos de duração beira o progressivo e apresenta ótimos arranjos sempre bastante variados, uma das melhores músicas da banda. O mesmo vale para a faixa-título.

Unleashed é uma das faixas mais poderosas do disco e foi escolhida como single. Martyr Of The Free Word e Desconstruct são pesadas e combinam bem a voz de Simone com os vocais guturais de Mark.

A belíssima e emocionante Tides Of Time é o ponto alto, com uma performace espetacular de Simone Simons. Essa é também uma das músicas onde podemos ver o quanto Isaac Delahaye acrescentou para a banda na parte de guitarras.

Não podemos esquecer de citar a participação de Tony Kakko, vocalista do Sonata Arctica, na música White Waters.

Apesar de se tratar de um álbum de metal sinfônico, Design Your Universe possúi elementos tão váriados que até mesmo que não é fã do gênero poderá gostar tranquilamente deste álbum. Mesmo com a mudança na sonoridade a banda conseguiu manter a indêntidade que a consagrou em álbuns como The Divine Conspiracy (outro que vale a pena ser ouvido).
Design Your Universe dificilmente desaponta e é uma ótima pedida para fãs do gênero e quem ainda não se familiarizou com a banda.

Tracklist:

01. Samadhi (Prelude)
02. Resign to Surrender: A New Age Dawns, Part IV
03. Unleashed
04. Martyr of the Free Word
05. Our Destiny
06. Kingdom of Heaven: A New Age Dawns, Part V
07. Price of Freedom (Interlude)
08. Burn to a Cinder
09. Tides of Time
10. Deconstruct
11. Semblance of Liberty
12. White Waters
13. Design Your Universe: A New Age Dawns, Part VI

DOWNLOAD
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Comente sobre este disco e tudo relacionado ao Epica no tópico da banda.

domingo, 1 de agosto de 2010

Semana Especial

Dos dias 9 à 15 desse mês de Agosto faremos uma "semana especial" em cima de um determinado gênero dentro do rock/metal. Detalhe importante: o gênero que baseará nossas matérias, quem vai escolher será você! É simples: é só votar na enquete à direita, embaixo dos marcadores/tópicos do blog. Desta vez está habilitada a opção para votar em mais de uma opção.

Nossas matérias serão Álbum da Semana dedicado a algum álbum do gênero escolhido, biografias sobre principais bandas, dicas de downloads, bandas mais representativas surgidas nos últimos anos, etc. Não deixe de votar!!


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