Possuídos Pelo Cão é uma banda de Thrash Metal/Crossover brasileira, na verdade é um projeto paralelo de alguns integrantes da banda Violator. Relativamente nova, a banda só lançou uma demo da música Semen Churches e esse excelente disco,Possessed to Circle Pit; ambos no ano de 2008. Apesar de sua nacionalidade, as canções da banda são todas em inglês.
O disco nos mostra uma banda pesada e crítica; instrumentos sempre muito rápidos e com o vocal oscilando entre agudos e gulturais. As letras falam, em sua maioria, da igréja católica, daí o nome da banda. Letras raivosas mas bem construídas que ao vivo fazem toda a diferença; impossível ficar parado e não entrar na ''roda punk''
Além das composições próprias e impactantes como Semen Churches e Demoncracy; o álbum também traz covers de outras bandas da cena underground brasiliense, como Possuídos pelo cão da banda D.F.C. e Grey World, da banda Attitude Adjustment.
Se você procura e/ou gosta de um Metal fundido com Hardcore e velocidade, aqui termina sua busca, Possed To The Circle Pit é isso e mais um pouco, valorize o nosso Metal e ouça um dos melhores discos nacionais da década !
O Ursa Major foi um power trio formado, em 1972, pelo guitarrista Dick Vagner, após sua saída do “The Frost”; o baixista Greg Arama que havia tocado no “The Amboy Dukes” e o baterista Ricky Mangone que fez participações com Billy Joel. Como produtor, o lendário Bob Ezrin, conhecido por produzir álbuns de Alice Cooper, Pink Floyd, Kiss, entre outros. O trio deixou apenas um álbum para a história do hard rock, o auto-intitulado, Ursa Major.
Sinner é a faixa que abre o disco com uma longa e pesada introdução feita pelos riffs massivos de Dick Wagner e a marcação pesada da cozinha de Ricky Mangone e Greg Arama. O vocal de Dick entra acompanhado, ao fundo, por um coro e o peso continua durante os 7:25 minutos dessa composição épica.
O peso de Sinner é quebrado com a balada In My Darkest Hour, as belas melodias de violão e violino e a levada sutil da bateria, além de um solo de guitarra curto, mas cheio de feeling, dão um toque especial a essa faixa.
Silver Spoon tem clima de música ao vivo, graças aos sons de platéia colocados em determinados trechos da faixa. Essa é uma das melhores do álbum, o trio mostra o que sabe fazer, começa com um trabalho peculiar de percussão, e um riff marcante entra em cena, os instrumentos são bens explorados, com destaque para as linhas de baixo de Greg Arama, nela toda a extensão e potência vocal de Dick Wagner é demonstrada.
Stage Door Queen é a faixa mais pesada e lenta do álbum, tem um refrão e um compasso bem marcante, cheia de licks, nela Rick Mangone é quem dita a ordem com viradas espetaculares e muito peso, faixa muito interessante.
Back To The Land é caracterizada por uma escala oriental que se repete por toda faixa, apresenta um vocal mais limpo e suave, com destaque para o refrão, bem marcante, é uma balada muito bem trabalhada com belos arranjos de violão e piano e que também conta com um ótimo solo de guitarra.
Em Lay Me Down, menor faixa do álbum, a banda faz um hard rock tradicional, riff bem rasgado, refrão grudento, levada rápida e um solo de guitarra poderoso.
Liberty and Justice encerra magnificamente o álbum, a faixa é basicamente composta por linhas bem trabalhadas de violão e voz, o baixo e a bateria entram no refrão e em trechos com curta duração, tornando essa uma leve e boa canção.
Não sabe ao certo o porquê, mas logo após o lançamento a banda foi desfeita. Pelo que se sabe esse foi o único trabalho do baterista Ricky Mangone, o baixista Greg Arama também não participou de nenhum outro projeto, só Dick Wagner continuou com uma sucedida carreira musical, escrevendo e tocando, com participações no Lou Reed, Alice Cooper, Kiss entre vários outros artistas.
De qualquer modo, vale a pena conhecer essa pérola do hard rock setentista, muito bem produzida, com belos arranjos, mas com uma sonoridade pesada, e de qualidade instrumental e vocal impecável.
Tracklist:
1 – Sinner 7:26 2 – In My Darkest Hour 5:25 3 – Silver Spoon 6:15 4 – Stage Door Queen 5:24 5 – Back to the Land 6:45 6 – Lay Me Down 4:34 7 – Liberty and Justice 5:48
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Time To Be King é o quarto álbum de estúdio do Masterplan e marca o retorno do vocalista norueguês Jørn Lande.
O álbum apresenta ótimas músicas com uma sonoridade bastante sólida e melódica, além de manter o estilo heavy/power metal de seus antecessores.
Sem dúvida alguma Jørn Lande é um dos melhores vocalistas da atualidade, sua voz emocional e expressiva deixa sempre sua marca em qualquer banda que toque. Em Time To Be King não é diferente, músicas como Lonely Winds Of War e The Dark Road provam isto.
O lado instrumental merece destaque também, com ótimas dinâmicas de guitarras e teclados e apresenta algumas melodias bem amplas. Os riffs se encaixam muito bem com a parte ritmica de bateria e baixo (com ótimos grooves principalmente em The Black One), porém estes dois não chegam a se destacar tanto, mas são eficientes o bastante, fazendo nada mais que sua "obrigação". Os solos são muito bons, alguns mais melódicos, outros puro shred (Under The Moon), porém é dada muita pouca ênfase nos mesmos, alguns um tanto quanto discretos, este ponto irá dividir bastante a opinião dos ouvintes. Diferente da maioria das bandas de power metal da Europa, os teclados, na maioria das músicas, são mais utilizados como background para criar uma atmosfera mais melódica nas música, funciona perfeitamente. Não podemos nos esquecer também dos ótimos arranjos de cordas que dão um toque especial nas músicas.
Talvez o único ponto que deixe a desejar no álbum seja no quesito inovação. Time To Be King é um álbum que arrisca muito pouco e não traz nada de surpreendente em realação aos outros álbuns, principalmente aos outros trabalhos de Jørn Lande. Se você é fã de power metal com certeza irá gostar deste álbum, já que a formula utilizada nas músicas deste álbum dificilmente falha, mas poderia ser ainda melhor se a banda tentasse expandir um pouco mais seus limites neste sub-gênero.
Resumindo, Time To Be King é um ótimo disco. Faixas como Fiddle Of Time, Time To Be King, Lonely Winds Of War e The Dark Road mostram o Masterplan em seu melhor. Mais um bom lançamento que merece ao menos uma audição.
Faixas:
Fiddle Of Time - 4:22
Blow Your Winds -3:19
Far From The End Of The World - 3:34
Time To Be King - 4:44
Lonely Winds Of War - 4:35
The Dark Road - 6:22
The Sun Is In Your Hands - 4:27
The Black One - 4:14
Blue Europa - 5:09
Under The Moon 4:16
Kisses From You (Digipack Bonus) - 2:50
Never Walk Alone (Japan Bonus)
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Fly by Night é o segundo álbum da banda canadense Rush,e foi lançado em 15 de Fevereiro de 1975. Neste álbum, Neil Peart assume as baquetas e parte das letras da banda,é a partir deste álbum que a banda deixa de lado o hard rock blues, e assume aos poucos sua verdadeira forma, o rock progressivo.
Faixas :
Anthem Best I Can
Beneath, Between and Behind Tor and the Snowdog At the Tobes of Hades Across the Styx
Of the Battle Epilogue Fly By Night
Making Memories Rivendell In the End
Quer saber mais sobre essa grande banda e esse álbum ? É só entrar e se cadastrar no nosso Fórum Metal Is The Law,Divirta - se !
Rise é o álbum de estréia de uma das bandas mais promissoras do rock que surgiram nesta década, os irlandeses do The Answer.
Eles têm um som bastante peculiar que engloba um pouco de blues rock, hard rock e rock clássico. Mistura que resultou num trabalho que foi muito comparado a nada mais nada menos que os mestres do Led Zeppelin. Vamos ao conteúdo deste excelente disco.
Começamos com o single Under The Sky que virou vídeo clipe inclusive. O que ouvimos é um grande trabalho de guitarra e baixo, que está bastante audível. Never Too Late vem em seguida e também se transformou em um dos hits, merecidamente. Aliás, quem tem o Guitar Hero World Tour em casa, conhece bem essa música que está contida no jogo.
Come, Follow Me tem uma boa pegada hard rock, o que a torna bem agitada. Be What You Want é espetacular! Musicão mesmo. Uma levada bastante envolvente e um grande trabalho vocal, sem dúvida é uma das melhores, se não for a melhor.
Memphis Water talvez seja a que tem uma maior aparência blues. O refrão de No Questions Asked lembra os do AC/DC, com backing vocals junto da voz principal. Sometimes Your Love também merece grande destaque.
O álbum encerra com a incrível Always On My Mind. Ela tem um início lento muito bonito que pronuncia uma balada. Depois de dois minutos a música fica um pouco caótica deixando ela ainda melhor. Candidata a futuro clássico.
A banda é digna de aplausos, faz um som sem modismos e por amor ao rock de verdade. Gostei de toda ela, mas destaco o vocalista Cormac Neeson (olho nele, ou melhor, ouvidos nele) e o bom baixista Micky Waters. Essa é uma grande oportunidade pra não parar no tempo e comprovar que o rock é eterno.
O Fairyland é uma banda francesa de Symphonic Power Metal fundada em 1998 pelo tecladista Phillippe Giordana e pelo baixista/baterista Willdric Lievin. A banda possui três álbuns lançados, sendo que a formação mudava drásticamente a cada novo lançamento.
Após o lançamento do segundo álbum, The Fall Of An Empire, Phillippe Giordana e o resto da banda se separaram, sendo que ele é atualmente o único integrante fixo da banda.
Encontrar um novo line-up não seria trabalho difícil, pois foi Giordana quem compôs todas as músicas do Fairyland e começou a trabalhar em novos materiais sem se preocupar com isso. Após compôr algumas canções, Giordana decidiu fazer algo diferente e ao invés de montar um line-up fixo para o álbum ele preferiu chamar vários músicos convidados para fazerem parte das composições de seu novo álbum. O resultado é o nosso Álbum da Semana: Score to a New Beginnig, lançado em 2009.
Sim, Fairyland é um péssimo nome para uma banda, mas acredite: Score to a New Beginning é um ótimo disco.
O álbum mantém o mesmo estilo de seus antecessores, com ótimas músicas com boas orquestrações e harmonias.
Os vocais principais são feitos por Marco Sandron da banda Pathosray (menos na música End Credits que são feitos pela cantora Flora Spinelli). O vocalista possui uma voz potente conseguindo alcançar notas altas sem nenhum problema e acaba sendo o destaque em algumas músicas. Porém o destaque fica mesmo com Giordana, que além de ter composto ótimas músicas ainda esbanja técninca em seus solos de teclado e mostra que merece mais reconhecimento no mundo da música.
Os destaques ficam com as músicas: Master Of The Waves, Assault On The Shore e A Soldier’s Letter (que possui também uma bela letra) e a épica Score to a New Beginning.
Score to a New Beginning é um grande álbum, se você é fã de Symphonic/Power Metal com certeza irá se surpreender com a qualidade deste disco.
Após o fim do After Forever, em 2009, a vocalista Floor Jansen já deixava claro que pretendia montar uma nova banda o mais rápido possível. No final do ano foi revelado o nome da tal banda: ReVamp (renovar em inglês). A banda acaba de lançar seu álbum auto intitulado. Também participam do álbum o ex-tecladista do After Forever, Joost Van Den Broek, Waldemar Sorychta (guitarras e baixo) e Koen Herfst (bateria), porém estes não fazem parte da formação ao vivo da banda.
Uma boa parte dos fãs de After Forever com certeza irá estranhar a sonoridade da banda nas primeiras audições. ReVamp é uma banda basicamente de Symphonic Metal, porém é mais pesado, o mesmo vale para as linhas vocais de Floor, mostrando novamente a versatilidade de sua voz. Porém, comparar as duas bandas não é a maneira correta de se avaliar e apreciar este trabalho.
Here’s My Hell e Head Up High iniciam o álbum de maneira agitada. A primeira faixa é muito boa, com guitarras pesadas e uma boa melodia de teclado, além da participação do vocalista George Oosthoek, o único ponto fraco são os vocais guturais que não se encaixam tão bem na música. A segunda foi a primeira música a ser liberada na internet, continua bem pesada, mas não é tão boa quanto a anterior e boa parte do álbum.
Sweet Curse conta com a participação especial do vocalista Russell Allen da banda Symphony X, esta é uma bela balada, uma das melhores do álbum. O álbum também conta com a participação de Björn “Speed” Strid, do Soilwork, na música In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain. Inclusive todas as músicas da “trilogia” In Sickness ‘Till Death Us Part são boas, principalmente Disgraced, novamente com um bom trabalho vocal e de teclados.
Apesar do disco não possuir nenhuma música que possamos chamar de “ruim”, faixas como Fast Forward, The Trial Of Monsters e Under My Skin não são destaques.
I Lost My Self encerra o álbum com estilo, em uma bela música apenas com piano e voz.
No geral ReVamp é um bom álbum, porém não chega a ser um dos melhores trabalhos de Floor Jansen, que abandona seu estilo lírico em algumas músicas. A banda não surpreende e algumas músicas têm praticamente a mesma “pegada” deixando o disco pouco variado. Mas ainda sim há espaço para ótimas canções que merecem serem ouvidas.
O fato de a banda ser recém-formada deve ser levado em consideração, pois sua sonoridade ainda está ganhando forma. Talvez este álbum seja um processo de transição para os futuros trabalhos da banda, mas isso só os próximos álbuns poderão nos dizer.
Faixas:
Here's My Hell - 5:12
Head Up High - 3:32
Sweet Curse - 4:16
Million - 4:20
In Sickness 'Till Death Do Us Part: All Goodbyes Are Said - 3:32
Break - 4:06
In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain - 3:32
In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disgraced - 3:28
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A banda norte-americana Nevermore lançou este ano seu sétimo álbum de estúdio, The Obsidian Conspiracy, um dos mais aguardados do ano.
Sua tarefa era manter o nível dos seus três antecessores, missão nada fácil, visto que os ditos antecessores eram os melhores trabalhos do grupo, "Dead Heart In A Dead World", "Enemies Of Reality" e "This Godless Endeavor". O resultado foi mais um bom trabalho de uma das melhores bandas que surgiram nos últimos quinze anos. Não supera a tríade predecessora, mas no mínimo se iguala a eles, se o ouvinte tiver um pouco de paciência. Digo isso porque à primeira ouvida ele me pareceu "estranho", e ainda agora uma ou outra música me soa mal, mas tem sua qualidade.
As três primeiras canções, "The Termination Proclamation", "Your Poison Throne" e "Moonrise (Through Mirrors Of Death)" iniciam muito bem o disco. Entre as melhores, mostram boas passagens vocais do bom Warrel Dane, com refrões cheios de feeling, além da competente performance instrumental, principalmente do único guitarrista Jeff Loomis. Excelente pontapé.
"And The Maiden Spoke" não me agradou de início, mas após algumas ouvidas veio a sua redenção. Não é uma das melhores, mas tem o seu lugar merecido dentre as outras. "Emptiness Unobstructed" é daquelas que você gosta logo de cara, típica para ficar entre as mais tocadas no rádio durante semanas. Refrão que pega rápido e fica na sua cabeça por um bom tempo, pode até ser considerada a comercial do disco.
A sexta e a oitava faixa são as que ainda não consegui digerir. "The Blue Marble And The New Soul" e "The Day You Built The Wall" respectivamente, me parecem estar ali só pra efeito de preenchimento. A primeira é uma balada meio "sombria" e estranha. A segunda também é uma balada até a sua metade, depois entra um riff para por um pouco de peso na história. Talvez com algum esforço esta possa ser engolida. Mas realmente achei que poderiam ser melhores.
A que se interpõe entre as duas é a excelente "Without Morals", com um solo incrível e muito bem trabalhada. Warrel faz novamente um grande trabalho. "She Comes In Colors" tem quase dois minutos de forma tranquila, com direito a um solo lento e bem executado, como pedia a música. Depois entra a parte pesada com riffs espetaculares.
O desfecho não poderia ser melhor. "The Obsidian Conspiracy" dá o nome ao álbum de forma merecida. Essa me fez soltar um palavrão, pois o caras resolveram caprichar. Loomis destrói nessa música que já é uma das top do Nevermore. Estará nas setlists vindouras dos shows com certeza.
Beatles - Please, Please Me (1963) The Rolling Stones - 12 X 5 (1964) The Who - My Generation (1965) Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965) Cream - Disraeli Gears (1967) Jimi Hendrix Experience: Are You Experienced ? (1967) The Beatles - Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967) Velvet Underground- Velvet Underground & Nico (1967) Pink Floyd - The Piper At The Gates Of Dawn (1967) Jefferson Airplane - Volunteers (1969) Rolling Stones - Let It Bleed (1969) Led Zeppelin - Led II (1969)
Nos anos 60, aconteceram várias divergências no mundo do rock. O motivo é simples, enquanto alguns artistas tocavam Jazz e Blues enquanto outros continuavam o rock dos anos 50 ou eram contratados por gravadoras por imagem e tocar o pop daquela época.
As diferentes fontes de inspirações podem ser facilmente notadas nos discos de estréia das mais famosas do mundo da música: Rolling Stones e Beatles. Nos Stones, apesar de alguns ''yeah yeah yeah''´s, a maioria das faixas é R&B. Até o nome da banda veio de uma música de Blues de Muddy Waters. No Please, Please Me, é totalmente diferente, é um puro rock dos anos 50 com uma pequena diferença: a maioria das canções foram compostas pelos músicos. Foi nesse disco que os Beatles iniciaram seu sucesso na Inglaterra principalmente com a música Twist And Shout, hit da banda até hoje.
Nos Estados Unidos, aconteciam os Circuitos Chitlin´, lugar em que os negros se reuniam, sem conhecimento dos brancos, para poder tocar R&B. Nesses Circuitos surgiram grandes nomes do Blues, como Muddy Waters, Howlin´ Wolf, B.B. King, Miles Davis, porém essa música ficava apenas na região delta do Missisipi, entre os mais pobres do país. Músicos da Inglaterra que iam para os EUA acabaram descobrindo o Blues, e retornaram ao seu país com esse novo estilo musical. Na inglaterra, o estilo fez sucesso, cada vez mais se via bandas de R&B, que durante os show faziam grandes jams, e assim, a barreira criativa dos músicos foi se extinguindo. O principal grupo de Blues da inglaterra foi o Blues Breaker, grupo que veio a consagrar Eric Clapton, futuro guitarrista do Cream, ganhou, nada mais nada menos, que a reputação de Deus.
Em 1965 surgia uma banda que abalaria todas as estruturas em relação a performance no palco: The Who. Uma das primeiras bandas de Hard Rock da história, e acredito ser a primeira a fazer uma apresentação mais pirotécnica, com quebra de instrumentos e fogos de artifícios. O Who apresentava também uma das melhores cozinhas de todos os tempos, composta por Keith Moon na bateria e John Entwistle na baixo. Uma coisa interessante pra falar da banda, é a música My Generation, canção que causou muita polêmica ao dizer ''Hope i die before i get old''(espero morrer antes de ficar velho) Ela fala sobre a juventude que não sabia pensar, mal sabia falar (por isso o gaguejado) e se rebelava sem causa; como se diz o ditado: ''contra o que você se rebela ?''
Enquanto isso nos EUA, surgia um rock/folk que era mais inteligente e político, seu principal expoente era Bob Dylan, que entrava em seu auge ao lançar o clássico Highway 61 Revisited, disco contendo hinos da década, o mais importante, Like A Rolling Stone.
Depois de sair dos já citados, Blues Breakers, Clapton entrou no Cream. A banda foi a pioneira a receber o rótudo de ''Supergrupo'', pois era formado por integrantes que ganharam reputação formidável em conjuntos de R&B, eles são: Eric Clapton (guitarra), Ginger Baker (bateria) e Jack Bruce (baixo e vocal).O Cream também foi uma das primeiras bandas a adicionar o psicodelismo em suas canções, capas de disco e visual.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, um jovem negro foi despedido do exército por estar dormindo com sua guitarra (no exército você precisa dormir com sua arma) e foi tocar para grandes artistas nos Circuitos Chitlin´s, nome dele era Jimi Hendrix. Hendrix ficou por um bom tempo por trás de grandes artistas da época, como Little Richard´s, e quando não estava nos palcos, ele ficava assistindo e aprendendo. Depois de anos de Circuito, Hendrix sai da região do Missisipi, e vai para a capital, lá ele descobre discos de seguintes artistas: The Who, Bob Dylan, Cream e Yardbirds. O Cream e Yardbirds faziam aquilo que Hendrix já estava experimentando: distorções e uma amplificação mais potente. A voz de Dylan encorajou Jimi, que nunca se sentia a vontade com sua voz, até que ele percebeu que se parecer natural e for verdadeiro, é de qualidade. O Who influênciou o guitarrista com suas perfomances explosivas e quebra de instrumentos. Hendrix começou a tocar em bares, botava a guitarra nas costas, tocava com a língua e tudo mais, o artista tinha nascido, só faltava ser descoberto.
Depois do fim da banda Animals, o baixista Chas Chandler continuou na indústia da música, só que dessa vez como produtor. Chadler estava procurando alguém para gravar uma música de um artista folk, chamado Tim Rose, a música era Hey Joe.
Chandler ouviu muitas histórias sobre Jimi Hendrix, um guitarrista com talentos impressioantes, segundo os boatos, e então foi lá conferir se era verdade. Coincidentemente, a música de abertura na apresentação de Hendrix foi Hey Joe; Chandler disse que aquilo foi impressionante e não conseguiu prestar atenção no resto do show depois daquilo. Obviamente Hendrix foi contratado, e segundo o contrato tinha que ir para a Inglaterra, Hendrix disse que só iria com uma condição: ele tinha que conhecer Eric Clapton e Jeff Beck (Yardbirds), por sorte, eles eram amigos de Chandler, e assim, Jimi foi pros Estados Unidos.
Como prometido, Chandler levou Hendrix pro show do Cream, e lá Hendrix fez o seu ato mais ousado de todos, subiu no palco e desafiou o Deus, Eric Clapton. Hendrix começou fazendo uma versão da música Killing Floor (clique para ouvir), um blues de Howlin´ Holf, música que Clapton achava muito difícil e não gostava de mexer nela, e Hendrix apareceu tocando ela com a língua, botando a guitarra entre as pernas, nas costas e tudo aquilo que ele fazia. Clapton saiu do palco, Hendrix foi aplaudido pela platéia do Cream e ainda disse: ''muito obrigado''.
Depois desse episódio épico, começaram a circular boatos de um guitarrista que ''matou Deus'', e logo todos procuravam saber quem era esse cara, Chandler não perdeu a oportunidade,botou Hendrix em um estúdio e saíram de lá com o fantástico Are You Experienced ?, disco que vinhera para revolucionar o rock. Hendrix diminui cada vez mais o Blues, faz um rock mais ''caótico'', pesado e consistente com um pouco de psicodelismo. Outra coisa importante de citar é que Hendrix quebrou a aristocracia musical e inglesa e era um dos poucos negros no rock daquela época.
Diante de toda essa evolução musical, as bandas de pop como Beatles, Rolling Stones e Beach Boys. Os Beatles lançaram o aclamadísssimo Sgt. Peppers, um disco sem divisão de faixa, contrariando a música pop da época. Alguns críticos ainda dizem que esse foi o primeiro disco de rock progressivo pela música Within You Without You, composição em estilo indiano de George Harrison. Os Stones apareceram com Let It Bleed e Beggars Banquet, falando sobre as drogas na sociedade e guerra do Vietnã. Para compactar ainda mais: músicas como Gimme Shelter Shelther e Sympathy For The Devil. Os Beach Boys vinheram com um disco mais psicodélico, Pet Sounds, uma resposta americana ao Sgt. Peppers, aclamadíssimo pela crítica, talvez até mais que o Sgt. Peppers.
Durante todas essas críticas à guerra e algumas bandas amadurecendo, surgia nos EUA, com o Velvet Underground, um novo movimento, o Art Rock. O Velvet falava de assuntos que estavam bem a sua frente nas ruas de Nova York. Traduzindo uma estrofe da música Heroin:
''Heroína, seja minha morte Heroína, é minha esposa e minha vida, ha-ha Pois adentra minha veias e vai ao centro da minha cabeça e então estou melhor do que morto''
e eram assim as letras da banda, sempre falando das ruas, prostituição em There She Goes Again, tráfico de drogas em Waiting For The Man e outros temas que, digamos, não eram bem vistos, como sadomasoquismo em Venus In Furs e ocultismo em The Black Angel's Death Song.
O mais importante de falar na banda são seus shows, haviam 3 projetores que ficavam colocando imagens de filmes, luzes e algumas fotos dos integrantes da banda, gerando alta impressão de psicodelismo quando se unia ao som do Velvet, caracterizado com repetição de notas e as letras fortes. A banda vendeu muito poucos discos, mas foi essencial pois viria a influênciar grandes nomes do rock.
Na Inglaterra, um jovem estudante de artes plásticas observava atentamente os passos do Velvet Underground e formou a sua banda, Pink Floyd. O Pink Floyd apareceu a mídia com o single Arnord Layne, que falava sobre um travesti que roubava roupas íntimas; um tema não muito convêncional (coisa que uma banda já citada já fazia). O Floyd veio a conseguir sucesso no seu segundo single, See Emily Play, falando de uma aristocarta inglesa psicodélica, porém, o principal compositor do grupo, Syd Barrett, não queria sucesso, não queria lhe dar com o fato de ser um compositor de rock comercial, queria voltar às origens da banda, a experimentação, e assim surgiram músicas como Instelar Overdrive, que é totalmente experimental e espacial. Um detalhe interessante é que essa música se tornou o ponto alto dos shows da banda, ela podia ter de 10 a 30 minutos de duração.
O LSD começou a se instalar na sociedade, em alguns casos, ele deu bons frutos à música, como o amaderucimento dos Beatles e Stones e a barreira criativa dos compositores foram se extinguindo cada vez mais. Porém, nem tudo era uma maravilha, Syd Barrett estava caindo cada vez mais no vício da droga e enlouquecia pouco a pouco, uma prova disso é a canção Jugband Blues.
''É espantosamente atencioso da sua parte Pensar em mim aqui E eu sou quase agradecido a você Por deixar claro que eu não estou aqui
....
E eu estou pensando Quem poderia estar escrevendo esta canção''
Depois de akgum tempo, Syd chamou um amigo seu para ficar lhe substituindo na banda, esse amigo era David Guilmor. Aos poucos Syd foi entrando cada vez mais no vício e saiu da banda, David Guilmor agora o substituia definitivamente. A saída de Syd gerou inspiração para clássicos discos do Pink Floyd, mas isso será comentado no próximo capítulo.
Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 ocorreu o maior evento da contra-cultura hippie da história, Woodstock. Woodstock reunia os maiores artistas da época, estavam presentes: Richie Heavens, Jefferson Airplane, Canned Heat, Moutain, The Who, Creedence Clearwater Revival, Joe Cocker, The Band, Ten Years After, Jimi Hendrix entre outros.
Muitos Artistas foram convidados mas negaram a participação.:
Bob Dylan desistiu pois seu filho tinha adoecido.
Os Beatles não foram porque John Lennon só tocaria se a Plastic Ono Band de Yoko Ono também também se apresentasse
O Led Zeppelin aceitou o convite, mas segundo o promoter dos EUA, em Woodstock eles seriam só mais uma banda, e preferiu fazer uma turnê, tocando naquele mesmo fim de semana em Nova Jérsey
The Doors recusou pois achavam que Woodstock seria uma imitação do Monterrey Pop Festival (aquele que Hendrix quebrou a guitarra...) e porque Jim Morrison estaria inseguro de cantar para grandes platéias.
O momento mais importante do festival foi o show de Jimi Hendrix, ele tocou o hino dos EUA imitando o som de bombas e metralhadoras na guitarra, um dos maiores protestos a guerra do Vietnã.
Apesar de ter ficado famoso por todas essas glórias, Woodstock não foi tão organizado assim. A organização do evento esperava 60 mil pessoas, mas apareceram no festival 400 mil pessoas, a saída foi improvisar postos de alimentação gratuitos. Cidades vizinhas doaram frutas, enlatados e sanduíches para ajudar. Apenas 70 médicos e 36 enfermeiras ficaram encarregados das emergências; 3 pessoas morreram: um por overdose de heroína, outro por ruptura de apêndice e o terceiro, atropelado por um trator. Ainda aconteceram dois partos Haviam apenas 600 seguranças, alguns contratados, outros policiais voluntários. Como o consumo de drogas era muito grande, eles tiveram que fazer vista grossa e apenas 100 pessoas foram presas por porte de drogas.
''Foi ótimo ! Oitenta quilômetros de engarrafamento, nada pra comer, sem água, sem dormir, sem abrigo... molhado de chuva, dormindo na lama. Que legal, cara, que festão! Quem eu estava vendo ontem à noite ? Hummmmm, eu estava chapado, acho que esqueci...'' Assim foi o festival segundo o líder do Creedence, John Forgety
Aqui umas fotos interessantes do festival, como são muito grandes não botei aqui, mas é interessante dar uma olhada: http://completeall.com/Informative-general/Woodstock-Music-Festival.html
Uma banda muito importante que surgiu na época é o Led Zeppelin, formada por Jimmy Page, que substituiu Jeff Beck nos Yardbirds. O Led Zeppelin fez uma diferença sonora incrível, pois vinha com um som mais pesado e mais consistente que o de seus antecessores, sem citar Robert Plant, com um vocal mais agudo, diferindo das bandas da época, porém a banda só viria a ter seu auge na próxima década, falaremos sobre ela.
Os Rolling Stones não participaram de Woodstock pois estavam em turnê na Europa. Quando voltaram, quatro meses depois, eles decidiram fazer um festival com as mesmas idéias de Woodstock, então fizeram o Festival de Altamont, que também faltou comida, água e abrigo.
O pior de tudo não foi isso, e sim os escolhidos para cuidar da segurança do evento: Hell´s Angel´s. Os Hell´s Angel´s são uma gangue de motociclistas de Los Angeles, que tiveram direito a armas e facas para controlar o evento. Confusão começou a acontecer pela tarde, no show do Jefferson Airplane, quando um motoqueiro empurrou o vocalista da banda pra fora do palco. O acontecimento da noite veio durante o show dos Stones; durante a música Sympathy For The Devil, um homem que assistia ao show foi morto por um dos seguranças.
Como tudo começou: http://www.youtube.com/watch?v=GEORgEzfgGA
Aqui um vídeo que mostra a hora em que o motoqueiro esfaqueia o homem (o assasinato ocorre aos 1:30, antes disso aparece um texto defendendo os Hell´s Angel´s)
Alguns dizem que o homem estava com uma arma e ia atirar em Mick Jagger, outros dizem que o motoqueiro o matou apenas para ''estabelecer ordem''
A década foi fechada com um laço negro, os Beatles pararam de fazer shows e tinham anunciado seu fim; Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison caíam cada vez mais nas drogas, o mesmo acontecia com os civis, as guerras continuavam e também veio o assasinato de um homem durante a música Shympathy For The Devil, aumentando o esteriótipo da sociedade com o rock, foi o fim do sonho Hippie.
Jefferson Airplane foi uma célebre banda de rock progressivo/psicodélico dos anos 60, chegando a tocar no maior festival de todos os tempos: Woodstock.
Foi com esse trabalho que a banda entrou em evidência ao lançar músicas sobre diversos temas importantes da época, como desmatamento e críticas ao alistamento militar durante a guerra do Vietnã.
O ponto alto da gravação não pode ser atríbuido a algum músico, mas sim pelo conjunto da obra. O vocal de Grace Slick entra em copatibilidade perfeita com os timbres dePaul Kantner (guitarra rítmica e vocal) e Marty Balin, mas o conjunto de tudo é que faz o disco ser tão bom como é. O álbum conta com a ilustre participal de David Van Cortlandt, o Crosby de Crosby, Still, Nash & Young; ele ajudou a banda na composição de Wooden Ships.
O disco vem com belas canções tanto lirica, quanto musicalmente. Seus pontos mais fortes são: Hey Fredrick, The Farm, Eskimo Blue Days e a faixa título. Pelos lados de maior harmônia, apresentam-se canções como: We Can Be Together, Good Shepherd.
Um dos maiores marcos da contra-cultura Hippie, se você gosta dos anos 60, Hippies, Woodstock, preservação ambiental, ou simplesmente curte o bom rock n´ roll, saiba que esse disco é essencial, um dos melhores de sua década, baixe agora!
Track List:
1. "We Can Be Together" (Paul Kantner) – 5:48 2. "Good Shepherd" (Tradicional / arranjos por Jorma Kaukonen) – 4:21 3. "The Farm" (Paul Kantner / Gary Blackman) – 3:15 4. "Hey Fredrick" (Grace Slick) – 8:26 5. "Turn My Life Down" (Jorma Kaukonen) – 2:54 6. "Wooden Ships" (David Crosby / Paul Kantner / Stephen Stills) – 6:24 7. "Eskimo Blue Day" (Grace Slick / Paul Kantner) – 6:31 8. "A Song for All Seasons" (Spencer Dryden) – 3:28 9. "Meadowlands" (Tradicional / arranjos por Grace Slick / Paul Kantner) – 1:04 10. "Volunteers" (Marty Balin / Paul Kantner) – 2:08