domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lester Bangs: honesto e impiedoso

Numa época em que internet era coisa de filme de ficção científica, a crítica musical era tão importante quanto a música. Nesse meio um cara se destacou por fazer mais do que simples resenhas. Esse cara foi Lester Bangs, até hoje a maior referência no meio, e considerado como o melhor jornalista musical da décade de 1970, e por alguns, o melhor de todos os tempos.

Ele iniciou sua carreira jornalística na Rolling Stone. Foi chamado para trabalhar na revista após enviar uma crítica negativa do disco Kick Out The Jams, do MC5. Foi demitido por Jann Wenner após escrever outra resenha negativa, dessa vez direcionada ao álbum The New Age, do Canned Heat. Depois disso, Lester Bangs fundou a revista Creem, onde, além de ser redator, era também editor-chefe.

Bangs era polêmico: desprezava o Jethro Tull, que tinha acabado de lançar o aclamado Thick As A Brick. Massacrava o Yes, que estava em seu auge após a contratação do tecladista Rick Wakeman e da gravação de seu maior clássico, Fragile. A banda de Jim Morrison também não impressionava Bangs, que preferia o proto-punk dos Stooges, os canadenses do Guess Who e o quarteto sueco pop ABBA.

Alguns de seus artigos tornaram-se verdadeiros clássicos do rock, como o texto sobre a morte de John Lennon. Em meio a toda comoção mundial, Bangs atacou o sentimentalismo barato: ''Lennon desprezava emoções baratas. Não é por John Lennon, o homem que você está lamentando. A rigor, você está lamentando por você mesmo.'' Ainda escreveu um ''passo-a-passo'' para os que queriam ser críticos músicais, num texto de 1974, intitulado ''How To Be A Rock Critic'', onde ele ironiza os jornalistas que aproveitam discos e shows de graça, que as vezes são horríveis, e todos se sentem obrigados a não falar mal para não perder as outras festinhas; e a competição dos colegas de profissão ao procurar falar de uma banda mais desconhecida do que o outro.

Entretanto, seu principal trabalho é a entrevista que fez completamente chapado de anfetamina com Lou Reed, chamada ''Let Us Now Praise Famous Death Dwarvesi''. Bangs tenta destruir os mitos e estrelas do rock mostrando o comportamento arrogante e agressivo destes. Em uma longa e pessoal introdução, Lester diz que admira as composições de Lou, mas que a personalide hostil e alguns aspectos anti-sociais do músico em álbuns como Berlin e Metal Machine Music o intrigam. Depois de trocar vários insultos pessoais, Bangs desafia Reed a tirar os óculos de sol: ''A pele amarelada de Lou, quase tão amarelo-esbranquiçado como o seu cabelo, o seu rosto e toda a sua moldura haviam transcedentalmente emagrecido, como se ele tivesse mudado totalmente. Seus olhos eram tão enferrujados, como duas moedas de cobre jazindo sob as areias do deserto e debaixo do sol durante o dia todo, com telegramas sussurrantes em cima de sua cabeça, mas ele parecia forte para mim.'' Nesse mesmo texto que se tornaria um marco do jornalismo, Bangs ainda diz: ''Herói é uma coisa idiota pra caramba para você ter em primeiro lugar e um bloqueio geral para qualquer coisa que você tenha que realizar por conta própria.''

Esse era o estilo de Lester Bangs, sempre em primeira pessoa. Ele ainda diz como gostava de fazer suas entrevistas: ''Basicamente, eu começo uma entrevista com as perguntas mais provocativas e insultantes que eu consiga pensar, porque, até agora, me parece que todas as entrevistas com rock-star´s são simplesmente uma puxação de saco para alguém que não é especial. É só um cara, só outra pessoa qualquer.''

Lester era fã de Lou Reed; chegou a dizer em sua resenha para a Creem, que Metal Machine Music era o melhor disco de todos os tempos. Ele tinha suas predileções, mas não tinha apenas elogios aos seus músicos preferidos. Depois de passar várias noites conversando e ter assistido a dezenas de shows de uma turnê de Captain Beefheart, que, vez ou outra, preferia gritar, Bangs escreveu: ''Beefheart é um louco, um sujeito potencialmente perigoso que provavelmente não terá um futuro artístico. Eu não quero ver esse cara de novo...''

Começaram a circular rumores na mídia de que Lester seria o famigerado criador do termo heavy metal, a partir de um artigo sobre o Black Sabbath entitulado ''Bring You Mother To The Slaughter'', que foi dividido em duas partes e publicados em junho e julho de 1972 na revista Creem. Entretanto, não há nenhuma referência a ''Heavy Metal'' no artigo, que ainda apresenta o termo ''downer rock''. Lester pode ser creditado por ter popularizado o termo, assim como o punk.

A música de Bangs

O americano não ficou só escrevendo. Ele formou uma banda com Mickey Leigh, irmão mais novo de Joey Ramone, chamada Birdland. Em uma viagem ao Texas, conheceu a banda punk The Delinquents, com quem gravou o álbum Jook Savages On The Brazos.

O disco é um pequeno diamante bruto, sem muitos artifícios de produção ou mixagem. Um som descompromissado que mistura punk dos Stooges, psicodelia e até folk, como na faixa Legless Bird.

Os maiores destaques são I´m Love With My Walls, com um riff cavernoso e viradas fortes de bateria; Kill Him Again, com um solo de guitarra devastador; e Nuclear War, onde o grupo extravasa toda a sua energia em um ritmo acelerado e contagiante.

Os livros e Quase Famosos

A vida de Lester Bangs inspirou Jim DeRogatis a escrever a biografia Let It Blurt: The Life And Time of Lester Bangs, The America´s Greatest Rock Critic. Outro interessente livro sobre o Bangs é Reações Psicóticas, uma coletânea de textos escritos por Lester para a Rolling Stone, Creem e Vilage Voice. Infelizmente, apenas o segundo teve uma edição publicada no Brasil, e a biografia ainda não tem planos para ser traduzida para o português.

O aclamado filme Quase Famosos também foi inspirado no crítico americano. O longa-metragem escrito e dirigido por Cameron Crowe mostra a trajetória do aspirante a jornalista musical Willian Miller. Este pede alguns conselhos ao seu ídolo, que surge com frases como: "No nosso meio precisa-se construir uma reputação de honesto e impiedoso.'' A cena de Bangs em um programa de rádio sintetiza bem as suas idéias: ''Sabia que The Letter, do The Box Tops, tinha 1 minuto e 58 segundos? Não significa nada. Mas em menos de dois minutos eles conseguem o que o Jethro Tull leva horas para não fazer! Isto é delusão, pseudo-gritaria!''. ''Jim Morrison?! Ele é um befão bêbado posando de poeta. [...] Eu fico com o Guess Who, eles tem coragem de ser bufões bêbados.

Lester Bangs em seu apartamento em 1980.

Lester foi encontrado morto em 1982, quando tentava livrar-se do vício das drogas. Teve uma overdose de medicação receitada por um médico: Darvon, Diazepam e NyQuil. Sua morte foi profetizada no já citado ''How To Be A Rock Critic'', onde ele diz: ''Você vai ser famoso e terá uma morte precoce aos 33 anos''; mesma idade de Bangs quando faleceu. O último disco que ouviu foi Dare!, da banda de Synthpop inglesa The Human League. O vinil ainda girava em seu toca-discos.

Outros bons críticos surgiram; alguns são mais líricos; outros mais acadêmicos; alguns até entendem mais de música, mas nenhum foi tão verdadeiro quanto Lester Bangs, que sempre dizia o que pensava sem nenhum medo. Honesto e impiedoso. Doa a quem doer.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Em Abril o blog Metal Is The Law completa um ano...

... e quem ganhará uma surpresa será você, visitante! Prepararemos algo especial para o dia 04/04 baseado no gosto da maioria dos visitantes, ou seja, faremos uma enquete democrática em que você ajudará a escolher e moldar a nossa surpresa que será revelada só dias antes da data comemorativa.

Portanto, para votar é só ir até a enquete à esquerda da página logo embaixo da lista de seguidores do blog. A votação irá durar um mês, ficando aberta até o final de Março.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Burzum - Fallen [Resenha]


Tocar no assunto Burzum é muitas vezes motivo para discussões e controvérsias. Não pela música em sí, e sim pela figura polêmica que é Varg Vikernes, devido especialmente aos fatos mais do que conhecidos ocorridos na década de 90, quando o músico foi preso
acusado de ter queimado igrejas católicas e assassinado Euronymous, seu ex-companheiro de Mayhem. Deixando comentários sobre o assunto de lado, vamos nos focar naquilo que realmente interessa: a música.

Fallen é o segundo álbum de estúdio do Burzum desde que o mesmo foi reativado, em 2009.
Após os sussurros da faixa de introdução, Fra Verdenstreet, já é possível perceber o que está por vir em Fallen. Percussões secas, guitarras cortantes e vocais agressivos que alternam com passagens mais melódicas de linhas vocais limpas, é assim que Jeg Faller, um dos destaques, funciona. Dá mesma forma vem Valen, uma das faixas mais ricas do disco.

De um modo geral, Fallen é estruturado de maneira semlhante à seu antecessor, Belus (2010). As densas atmosferas somadas aos riffs old-school geram uma experiência interessante ao ouvinte. Por se tratar de um projeto apenas de Varg Vikernes, todos os instrumentos são tocados pelo mesmo, portanto não há como esperar passagens instrumentais técnicas e extremamente trabalhadas, já que é raríssimo conseguir atingir um nível técnico alto em uma grande quantidade de instrumentos diferentes. Porém isto de forma alguma compromete a qualidade do álbum, apesar de em certos momentos a repetição dos riffs se tornar um pouco excessiva. A sonoridade crua também não impede a inserção de arranjos que dão um toque de sofisiticação às músicas sem perder a agressividade. Há também duas faixas ambientes, a já citada Fra Verdenstreet, e o desfecho do álbum, Til Hel og tilbake igjen.

Fallen mostra porque Varg Vikernes ainda é considerado um dos grandes cérebros do Black Metal em um trabalho competente e que flui muito bem. Um prato cheio para os apreciadores da música do Burzum.

Nota: 8,0


Tracklist:
1. Fra verdenstreet
2. Jeg faller
3. Valen
4. Vanvidd
5. Enhver til sitt
6. Budstikken
7. Til Hel og tilbake igjen 


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Evergrey - Glorious Collision (Resenha)


Excelente banda do cenário progressive/power metal oriunda da Suécia, o Evergrey entrou novamente em estúdio para gravar e produzir seu oitavo álbum de estúdio que chega às lojas neste mês: Glorious Collision.

O Evergrey sempre se mostrou uma banda em constante inovação, adicionando novos elementos a cada álbum e evitando ser repetitiva. Porém, já nos últimos dois álbuns, Monday Morning Apocalypse e Torn, o seu som já vinha pecando um pouco pela falta de criatividade em alguns momentos, o que só fez se confirmar com este novo trabalho. As músicas não são ruins, nenhuma delas, mas também não há nada de surpreendente, nada que nos faça por no nível de Recreation Day ou outras pérolas dos suecos.

Dois pontos bastante explorados antes e que perderam força foram o uso de coros e a utilização do teclado. Os coros davam uma leve pitada sinfônica nas composições do grupo, tornando-as mais diversificada, o que foi bem aproveitado em álbuns como Solitude, Dominance, Tragedy e In Search Of Truth, mas infelizmente aparece rápido e raramente agora, sendo em Out Of Reach uma das suas poucas aparições. E o teclado já não tem tanto destaque como antes, com performances até soberbas e eruditas; parece só fazer acompanhamento atualmente.

Outro fator que provavelmente possa ter prejudicado a banda é a mudança quase completa do seu line-up. O guitarrista Henrik Danhage, o baixista Kainulainen e o baterista Ekdahl sairam ano passado e desfalcaram bastante o grupo. Mas apesar disso, a vocalização do fantástico Tom Englund está impecável como de costume, com sua voz muito técnica, e esse é o grande destaque do disco.

Entre as faixas que merecem mais atenção estão a abertura Leave It Behind Us; Wrong e Frozen, ambas com suas belas melodias; e especialmente outras duas: Free que relembra e muito o clima de In Search Of Truth, nos fazendo viajar na sua melancolia e ... And The Distance, também muito bonita.

Infelizmente Glorious Collision não é o que os fãs esperavam e desejavam, até pelo já comprovadíssimo talento do Evergrey. Talvez até agrade os mais fissurados, mas até eles não acharão um grande passo na carreira da banda. Agora é esperar pra ver como eles se sairão daqui pra frente.

Nota: 7,0



Tracklist:

Leave It Behind Us
You
Wrong
Frozen
Restoring The Loss
To Fit The Mold
Out Of Reach
The Phantom Letters
The Disease
It Comes From Within
Free
I'm Drowning Alone
... And The Distance

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Álbum da Semana: Argus - Wishbone Ash

Lançado em 1972, Argus foi o terceiro álbum da carreira do Wishbone Ash e, sem dúvidas, o mais popular. Contando com Derek Lawrence e Martin Birch nos processos de produção, o disco recebeu ótimas críticas na época de seu lançamento, assim como, atualmente, é também bastante aclamado.

Percorrendo o Folk, o Prog e o Hard o álbum exerceu grande importância no desenvolvimento das twin guitars, através do preciso trabalho de Andy Powell e Ted Turner nas 6 cordas.

Logo na primeira faixa, Time Was, já é notável a incursão do som do grupo nos três estilos citados anteriormente: inicia-se com uma levada sutil, torna-se mais pesada e swingada e depois mergulha em extensos e poderosos solos de guitarra. Sometime World, segunda faixa, também segue uma estrutura semelhante a faixa anterior, porém com um caráter mais intimista e melódico. Em Blowin' Free, diferentemente de todas as outras faixas que contém os vocais feitos por Martin Turner/Andy Powell ou Martin Turner/Ted Turner, Martin Turner e os dois guitarristas cantam juntos.

Argus é considerada a obra-prima da banda e ponto de referência para qualquer grupo que queira ter em sua música a grandeza de duas guitarras bem entrosadas.


Tracklist:

Time Was
Sometime World
Blowin' Free
The King Will Come
Leaf and Stream
Warrior
Throw Down the Sword

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Korpiklaani - Ukon Wacka [Review]

Dois anos após Karkelo, que apesar de ser muito bom gerou algumas controvérsias entre os fãs por uma sonoridade um pouco diferente, o Korpiklaani volta com seu mais novo álbum, Ukon Wacka. Diferente do álbum anterior, que tinha alguns momentos mais sombrios, Ukon Wacka tem músicas festivas até o final, e também tem as guitarras mais presentes, com bases rápidas e ácidas, o que torna o álbum um pouco mais acessível àqueles que não são muito chegados ao folk metal, apesar da velha ênfase no acordeon, que o Korpiklaani faz como nenhuma outra banda, ainda estar presente.

O álbum não soa repetitivo, apesar de quase todas as músicas serem animadas e falarem basicamente sobre festa e bebidas. A temática das letras nem tem tanta importância assim, pelos menos para os que não falam finlandês, então o fato de o álbum só ter músicas na língua de origem da banda não atrapalha em nada e ainda torna a sonoridade mais autêntica. Só irá atrapalhar mesmo quando tentar cantar algum de seus refrães pegajosos.

O destaque do álbum vai para Tequila, indiscutivelmente. A música foi lançada como single ano passado e já é tida pelos fãs como um dos clássicos da banda, com uma mistura interessante de ritmos latinos com a sua "humppa metálica". Mas há outros bons momentos, como a própria faixa-título, que dá uma acalmada no disco com seu ritmo um pouco mais lento, e conta com a participação do cantor finlandês Toumari Nurmio, que apresenta um bom "duelo" com Jonne Järvelä. Também vale destacar Vaarinpolkka, instrumentais de bandas folk geralmente são muito boas, e essa não é diferente, e também Surma, a mais longa do disco e também a que difere um pouco das outras, com mais variações de andamentos. Pra completar ainda tem um cover do Motörhead, Iron First, onde as guitarras são substituídas por violinos e acordeons.

O álbum não traz nada de novo ou original, a não ser por Tequila, mas é excelente em sua simplicidade, a banda faz o que sempre fez e o que esperamos que sempre faça, um som alegre e festivo, misturando o metal com sua polka finlandesa na medida perfeita. Quem já conhece a banda com certeza vai gostar deste álbum, e para quem ainda não conhece, ele é uma ótima pedida para começar a se aventurar nesse mundo mágico (ou bêbado).

Nota 8,5



Tracklist:

1. Louhen Yhdeksäs Poika
2. Päät Pois Tai Hirteen
3. Tuoppi Oltta
4. Lonkkaluut
05. Tequila
06. Ukon Wacka
07. Korvesta Liha
08. Koivu Ja Tähti
09. Vaarinpolkka
10. Surma

Bonus Track:

11. Iron First (Motörhead cover)

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Darkest Hour - The Human Romance (Resenha)


Na ativa desde 2000, o Darkest Hour integra a nova cena do metal extremo surgida nos últimos anos, o death metal melódico. Neste ano, está lançando o seu sétimo álbum de inéditas, chamado The Human Romance.

Para os bons apreciadores da mistura de guturais e guitarras bastante técnicas com bases bem heavy, aí está um trabalho interessante, com tudo que o gênero tem a oferecer. Talvez esteja um pouco abaixo dos mais bem sucedidos Undoing Ruin e Deliver Us pela inevitável previsibilidade em alguns momentos, mas seguindo a linha de seus antecessores, não há como deixar a desejar. Na parte da produção, Peter Wichers (também guitarrista do Soilwork) faz mais um bom trabalho.

Como de costume, as músicas vão sendo guiadas pelo bom vocal gutural de John Henry, pelo ritmo às vezes mais acelerado e às vezes mais cadenciado das guitarras que ficaram sob o comando de Michael Carrigan e Mike Schleibaum, e pela intensa cozinha de baixo e guitarra de Paul Burnette e Ryan Parrish respectivamente. Os músicos se mostram bem entrosados neste segundo álbum com a mesma formação.

Dentre os principais destaques do disco estão: The World Engulfed In Flames com uma ótima melodia de guitarras e vocais; o primeiro single Savor The Kill que aparece como a melhor faixa; Love As A Weapon e Your Everyday Disaster que vêm em sequência; e a belíssima instrumental Terra Solaris, que tem uma pequena introdução de piano e vários solos virtuosos um atrás do outro.

The Human Romance tem boas chances de agradar aos fãs, mas não mudará a cabeça de outros ouvintes. Apesar disso, não deixa de ser uma boa adição à discografia do Darkest Hour.

Nota: 7,0



Tracklist:

Terra Noctunos
The World Engulfed In Flames
Savor The Kill
Man And Swine
Love As A Weapon
Your Everyday Disaster
Violent By Nature
Purgatory
Severed Into Separates
Wound
Terra Solaris
Beyond The Life You Know

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A Grande Revelação

O Grammy, premiação mais tradicional da música aconteceu essa semana, no Los Angeles Staples Center. O evento premia os artistas que se destacaram em diversas categorias, como disco e música do ano; melhor performance instrumental de pop, rock e jazz; melhor performance de hard rock; melhor performance vocal masculina de R&B, entre outras. Essa edição de número 53 trouxe uma agradável surpresa no vencedor do prêmio de 'melhor novo artista', ou revelação.

Entre os indicados, estava o ídolo pop Justin Bieber, e devido a sua grande popularidade e aprovação popular, era o grande 'favorito' da noite. Mas o envelope revela uma surpresa: o 'best new artist' nao é Bieber, mas sim a vocalista e contra-baixista americana Esperanza Spalding!

Esperanza tem apenas 26 anos de idade, e seu precoce interesse pela música surgiu aos quatro anos de idade, após assistir uma apresentação do violoncelista Yo-Yo Ma. Um ano depois, a moça já tocava violino, mas largou o instrumento aos quinze. Nesse período de tempo, ela integrou, como primeira violinista, a orquestra comunitária de sua cidade, a The Chamber Music Society Of Oregon; e ainda aprendeu a tocar oboé e clarineta.

Apesar do tom basicamente jazzístico, a música de Spalding mescla o soul, funk, MPB e o improviso. Sua apreciação pelo Brasil fica explícita nas versões de Samba Em Prelúdio, de Baden Powell; Inútil Paisagem, de Tom Jobim e Ponta de Areia, de Milton Nascimento.

A consagração foi conquistada no terceiro álbum, Chamber Music Society, que conta com a participação especial de um de seus ídolos: Milton Nascimento, que divide a vocalização com a moça em Apple Blossom. Aqui a sua harmoniosa e cristalina voz tem maior mérito do que seu instrumento.

O amadurecimento gradativo de Esperanza é notável. Desta vez o seu som é mais preciso e bem direcionado. Boa parte disso deve-se a produção impecável e os arranjos de Gil Goldstein, que também participa como co-produtor.

Little Fly, Really Very Small, Knowledge Of Good And Evil e Short And Sweet se sobressaem das demais faixas do tracklist. Um retrato muito aproximado do novo jazz fundido a uma atmosfera ambiental e simultaneamente simples, que cresce a cada audição.

As pesquisas na internet sobre Esperaza aumentaram. Enfurecidos, fãs de Justin Bieber invadiram sua página biográfica no site wikipédia modificaram o texto do site com xingamentos; um deles dizia: ''Justin merecia o prêmio. Você deveria morrer. Afinal, quem é você mesmo?''. Uma legenda de uma foto ainda dizia ''Você não chega nem ao tênis da Nike que Bieber usa para ir ao shopping na Califórnia''. Os insultos já foram deletados do site.

Ao ouvir Esperanza pela primeira vez, o famoso entrevistador americano David Letterman disse: "Você é absolutamente maravilhosa!"

Com todo o assédio e buscas pelos discos e músicas da cantora, já correm rumores sobre uma possível apresentação no Brasil. A última vez foi no Tim Festival, realizado em São Paulo e Rio de Janeiro em outubro de 2008.

Agora o mundo começa conhecer a boa música inovadora de Esperanza Spalding, uma artista livre de redomas estéticas e do conservadorismo predominante no jazz. Seus três discos são um prelúdio de uma grande carreira. Uma instrumentista que capta toda a sua proposta abrangente em todas as gravações, e que vai consquistando o mundo aos poucos. Ou como diria a influente revista Down Beat, ''a melhor baixista acústica em ascensão''.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pushking - The World As We Love It [Review]

Não há dúvidas, The World As We Love It é o disco mais aguardado para esse ano de 2011. No último mês do ano passado, foi divulgada uma lista de ilustres convidados que participaria do novo trabalho da banda russa, que está na estrada desde 1994. 

Entre as estrelas que participaram da gravação do álbum estão Billy Gibbons (vocalista e guitarrista do ZZ Top), Nuno Bettencourt (guitarrista do Extreme), Alice Cooper e seu guitarrista Keri Kelli, John Lawton (vocalista, ex Lucifer´s Friend e Uriah Heep), Paul Stanley (vocalista, guitarrista do Kiss), Steve Vai, Stevie Salas (guitarrista com passagem pelas bandas de Rod Stewart, Mick Jagger e inúmeros outros artistas), Graham Bonnet (vocalista, ex-Rainbow e Alcatrazz), Glenn Hughes (vocalista e baixista, ex- Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath, atualmente no Black Country Communion), Joe Bonamassa (guitarrista, também do Black Country Communion), Jeff Scott Soto (vocalista, ex-Talisman, Journey, Malmsteen), Eric Martin (vocalista do Mr. Big), Udo Dirkschneider (vocalista, ex-Accept), Dan McCafferty (vocalista do Nazareth), Joe Lynn Turner (vocal, ex-Rainbow e Deep Purple) e Jorn Lande (vocalista da banda Jorn e do Masterplan, com passagens por vários outros grupos). 

O disco é basicamente uma coletânea de hard rock´s revigorantes com riffs pesados e empolgantes traduzidos para uma linguagem mais moderna e dinâmica dos nossos dias. Algumas faixas como Stranger´s Song, e as baladas Tonight I Love You ainda carregam uma saudável e bem dosada mistura com a radiofonia. 

O riff estridente de Headshooter e Heroin, mais o groove de Nightrider e os refrões grudentos de Cut The WireTrouble Love God Made Us Free conquistam, logo na primeira audição, a qualquer fã de hard rock dos anos 80, que também irão gostar de My Reflections After See Schindler List Movie, Open Letter To God e Why Don´t You, que lembram as baladas da fase comercial do Whitesnake, mas sem os sintetizadores e a cafonice. Esta última, juntamente com Nature´s Child, onde Udo Dirkschneider é o centro das atenções, possui as melhores linhas vocais do álbum. 

Tudo termina com a festiva Kukarracha, com cinco dos vocalistas revezando-se no vocal principal e um refrão de fácil assimilação, mesmo sendo de uma língua pouco popular.

O número de faixas é exagerado. Falta um pouco de foco para deixar as idéias mais concisas, claras e organizadas. Outro erro da banda foi se apagar demais. Em certos momentos, o trabalho parece ser dos convidados, e o Pushking não aparece. Mesmo com todos esses fatores, a simplicidade de The Word As We Love It é satisfação garantida a todos os apreciadores do estilo.


Nota: 8,5


Tracklist:
1. Intro
2. Nightrider
Billy F. Gibbons (ZZ Top) - Vocal, Guitarra

3. It'll Be OK
Billy F. Gibbons (ZZ Top) - Vocal
Nuno Bettencourt (Extreme) - Guitarra

4. Troubled Love
Alice Cooper - Vocal
Keri Kelli (Alice Cooper) - Guitarra

5. Stranger's Song
John Lawton (ex-Uriah Heep) - Vocal
Steve Stevens (Billy Idol) - Guitarra

6. Cut The Wire
Paul Stanley (Kiss) - Vocal
Stevie Salas - Guitarra

7. My Reflections After Seeing the "Schindler's List" Movie
Steve Vai - Guitarra

8. God Made Us Free
Graham Bonnet (ex-Rainbow, Alcatrazz) - Vocal

9. Why Don't You?
Glenn Hughes (Black Country Communion) - Vocal

10. I Believe
Jeff Scott Soto (ex-Journey, Yngwie Malmsteen) - Vocal

11. Tonight
Glenn Hughes (Black Country Communion) - Vocal
Joe Bonamassa (Black Country Communion) - Guitarra

12. Private Own
Glenn Hughes (Black Country Communion) - Vocal
Matt Filippini (Moonstone) - Guitarra

13. Open Letter to God
Eric Martin (Mr. Big) - Vocal

14. Nature's Child
Udo Dirkschneider - Vocal

15. I Love You
Dan McCafferty (Nazareth) - Vocal

16. Head Shooter
Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Deep Purple) - Vocal

17. Heroin
Jorn Lande (Masterplan) - Vocal

18. My Simple Song
Dan McCafferty (Nazareth) - Vocal

19. Kukarracha
Joe Lynn Turner - Vocal
Eric Martin - Vocal
Glenn Hughes - Vocal
Paul Stanley - Vocal
Graham Bonnet - Vocal
Steve Lukather (Toto) – Guitarra

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Álbum da Semana: Mind Abduction - Nox Eterna


Nox Eterna é uma banda brasileira de Heavy Metal que está na ativa desde o ano de 1996, porém, devido às dificuldades que existem na cena do gênero no país, só veio a lançar o seu debut, Mind Abduction, em 2009.

Ao ouvir o álbum, você pode automaticamente ser levado direto aos anos 80, época em que os grandes titãs do heavy tradicional imperavam em sua melhor forma. Isso se deve porque o som da banda é totalmente calcado no metal oitentista, principalmente no gigante Iron Maiden, aparentemente sua maior influência (o que se percebe com as melodias de cada riff e solo). O trabalho de cada membro soa muito bem, com guitarras em boa sintonia, um baixo com pegada, bateria no ritmo certo e o vocal muito bem encaixado. Fazem um som compassado e cheio de energia.

A excelente Corporate Mind Abduction abre muito bem num ritmo característico, trazendo um refrão bastante à la Maiden. 10.000 Points Of Light se destaca pela grande sequência de solos, são mais de dois minutos seguidos só neles. A maior faixa, On And On, é também a melhor, a mais trabalhada e a que tem mais cara de Nox Eterna, uma "meia balada" com ótima melodia. Novamente caminhando sobre o heavy tradicionalíssimo, Behind e ...And Lost My Will To Live trazem mais solos de muita inspiração. Para o final foi deixada a mais pesada, Flirting With The Devil, para finalizar com muita competência.

Esta é mais uma ótima banda surgindo, em meio à dificuldades é claro, mas com boas idéias para mostrar. Faz parte do nosso metal nacional e deverá, com a sequência de discos, ganhar mais espaço na mídia e nos palcos. Indicado.


Tracklist:

Abd#666
Corporate Mind Abduction
10.000 Points Of Light
On And On
Behind
Lady In White
A Romantic Act Of Tragedy
...And Lost My Will To Live
Flirting With The Devil


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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Destruction - Day Of Reckoning (Resenha)


Conhecido por fazer parte de uma espécie de "Big Three" do thrash metal alemão, juntamente com Kreator e Sodom, o Destruction lança em 2011 o seu décimo primeiro álbum de estúdio: Day Of Reckoning, com a intenção, segundo os próprios músicos, de retornar às suas raízes.

Nos últimos álbuns, como em Inventor Of Evil, o power trio já vinha mostrando um peso descomunal e uma fúria arrebatadora, e para a alegria dos fãs mantiveram essas características com ainda mais brilhantismo. É uma tarefa complicadíssima não se empolgar com cada riff contido nas onze faixas do disco.

O Destruction realmente faz valer seu posto de gigante do thrash, nos traz os vocais de Schmier sempre muito hostis e enlouquecidos (um dos melhores do gênero); a bateria de Vaaver é massacrante; mas o grande destaque é de Mike Sifringer, único guitarrista, fato que ele nos faz duvidar, tamanho peso e quantidade de riffs seguidos que encontramos.

Enquanto as músicas vão tocando no play, nós somos imediatamente transportados para um universo repleto de caos e destruição (olha que isso nem foi um trocadilho), é uma energia incrível que eles colocam no seu som, típico desta fantástica banda. Os temas abordados nas letras são novamente o ódio e o anticristianismo.

Não há música ruim e não há descanso. O álbum começa com uma pedrada, The Price, e vai assim até o final. Hate Is My Fuel tem cara de que vai cair nas graças do público com seu ritmo alucinante e selvagem, já tendo sido inclusive tocada ao vivo. Logo em seguida vem a forte Armageddonizer, completando uma respeitável tríade inicial.

O grande momento fica por conta da faixa título Day Of Reckoning com seu clima todo apocalíptico e cadenciado, além de que o pequeno solo que Sifringer faz deixa o refrão ainda melhor. Mais outros dois bons destaques são a sombria Sorcer Of Black Magic e The Demon Is God com seus vocais insanos.

Mais uma consagrada banda voltando muito bem, fazendo metal tradicional com pitadas modernas, mostrando que o fim de carreira é algo completamente remoto. Sem decepcionar, o Destruction nos dá mais um petardo para ficar no nosso aparelho de som por um bom tempo, então não fique aí parado e ouça!

Nota: 9,0



Tracklist:

The Price
Hate Is My Fuel
Armageddonizer
Devil's Advocate
Day Of Reckoning
Sorcer Of Black Magic
Misfit
The Demon Is God
Church Of Disgust
Destroyer Or Creator
Sheep Of The Regime

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Matanza - Odiosa Natureza Humana (Resenha)


O Matanza está de volta com seu mais novo lançamento: Odiosa Natureza Humana, o quinto da carreira da banda.

Todos já sabem o que esperar desse disco e, dentro do que se propõem a fazer, eles não decepcionam. Country/hardcore punk como um soco na cara e chute no estômago; rock and roll sujo, canalha e sem escrúpulos; música pesada e crua; letras ranzinzas, cultuando a bebida e a vida libertina, calcadas na linguagem popular. É isso o que o Matanza é.

Pelo título do álbum, já se percebe o quanto esses caras detestam os costumes e regras da sociedade, e parece que isso se reflete também no vocal "vomitado" de Jimmy London. Quem se destaca bastante é o baixista China, fazendo um som demolidor que não deixa o baixo passar por despercebido.

Usando de faixas curtas, rápidas e certeiras, apenas com uma de duração maior que quatro minutos (A Menor Paciência), o disco traz bons momentos como Em Respeito Ao Vício, Saco Cheio e Mau-Humor e Carvão, Enxofre e Salitre. Riffs sempre excelentes e frases feitas com rimas para serem mais acessíveis.

Enfim, Matanza é um dos grandes pilares do atual rock brasileiro, fazendo seu sucesso com sua música irreverente. Bote o Odiosa Natureza Humana para tocar, abra umas latas de cerveja, tome um bom whisky e tenha um bom divertimento!

Nota: 7,0



Tracklist:

Remédios Demais
Em Respeito Ao Vício
Ela Não Me Perdoou
Escárnio
Tudo Errado
Saco Cheio e Mau-Humor
Odiosa Natureza Humana
Carvão, Enxofre e Salitre
Amigo Nenhum
Conforme Disseram As Vozes
Melhor Sem Você
A Menor Paciência
O Bebum Acabado

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

The Decemberists - The King Is Dead [Review]

Já faz dez anos que a banda americana Decemberists lançou seu primeiro EP de forma independente em 2001 com seis músicas. Nesse período de tempo, a banda assinou um contrato com a gravadora Hush, que lançou pôs no mercado seus dois primeiros álbuns, e em 2005 entrou para o cast de uma grande gravadora, a Capitol Records.

As principais influências sonoras da banda são os grupos de rock alternativo britânico R.EM. e The Smiths. Apesar da referência a banda de Morrissey no título - o Smiths tem um disco chamado The Queen Is Dead -, as similaridades de  The King Is Dead estão mais próximas do folk rock, principalmente de nomes como Neil Young e Bob Dylan.

Dessa vez, o Decemberists tiveram vários convidados na gravação de seu disco, entre eles, o ídolo do rock alternativo da década de 1980 e 1990, Peter Buck, guitarrista do R.E.M., o que ajudou a alavancar o disco para o primeiro lugar do top 200 da bilboard logo na estréia. 

As principais faixas são Don´t Carry It AllDown By The WaterCalamity Song, que chamam atenção logo na primeira audição com refrões e solos de gaita marcantes. Estas três também são as músicas com participação de Peter Buck. As faixas acústicas, como January Himn Rise To Me, também se mostram acima da média. São uma espécie de Neil Young repaginado ao indie rock. A influência de R.E.M. que o vocalista e guitarrista Colin Meloy disse que havia no álbum não é tão abundante assim. Além da capa, que lembra a ilustração de Green, a influência dos ingleses só é notável em Rox In The Box, com refrão fácil e melodia simples.

Contudo, este é um dos discos mais inspirados do grupo, ressaltando a sua veia folk e pop ao mesmo tempo. Fácil assimilação com refrões e melodias contagiantes, que engrenam de primeira e lhe rendem um bom material para apresentações ao vivo (o que já acontece com Down By The Water, June Himn Rise To Me), e com total aceitação de seu público. 

Nota: 9,0


Tracklist:
01. Don’t Carry It All
02. Calamity Song
03. Rise to Me
04. Rox in the Box
05. January Hymn
06. Down By the Water
07. All Arise!
08. June Hymn
09. This Is Why We Fight
10. Dear Avery

Álbum da Semana: Maniacal Renderings - Jon Oliva's Pain


Surgido como uma continuação do Savatage, o Jon Oliva's Pain é um espécie de carreira solo do grande Jon Oliva. Seu segundo álbum de estúdio, Maniacal Renderings, foi lançado em 2006.

Jon Oliva é um dos caras com mais criatividade no cenário do metal, mostrou isso em toda a sua carreira. Apesar do Savatage ter ganhado fim com as atenções de seus músicos voltadas para outros projetos, a sua música está marcada na mente de seus fãs e na sonoridade de Jon Oliva's Pain. Porém, isso não significa que a atual banda de Jon é uma cópia da antiga, definitivamente não. Há as suas particularidades e sua qualidade é surpreendente.

Maniacal Renderings é um disco diverso, bem estruturado, atual com cara de clássico e saudosista. Há as músicas mais hard/heavy como a ótima Through The Eyes Of The King, onde Jon já dá as caras com sua grande vocalização, e Push It To The Limit, ambas com trabalhos veneráveis dos guitarristas Matt LaPorte e Shane French. Há também as épicas, com características sinfônicas e repletas de coros por todos os lados como a faixa-título e Who's Playing God.

The Evil Beside You também é sensacional, com a primeira parte acústica com violão e violino ao fundo e a segunda parte mais explosiva. Outros destaques são Holes e a linda balada Timeless Flight, com todo o feeling inerente à Oliva. Ainda há espaço para uma homenagem póstuma à Criss Oliva, lendário guitarrista do Savatage e irmão de Jon, em Still I Pray For You Now, tipo de composição que virou praxe nas bandas do vocalista desde a morte de Criss em 1993.

Com toda a certeza, Jon Oliva's Pain e especificamente o Maniacal Renderings vêm satisfazendo os seguidores de Jon Oliva, que parece que não perde nunca seu tato para fazer boa música sem parecer ultrapassado. Esse é um álbum muito agradável de se ouvir, quase impecável.


Tracklist:

Through The Eyes Of The King
Maniacal Renderings
The Evil Beside You
Time To Die
The Answer
Push It To The Limit
Who's Playing God
Timeless Flight
Holes
End Times
Still I Pray For You Now
Reality's Fool

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gary Moore (1952 - 2011): 10 vídeos para relembrar a carreira do músico

O dia de ontem (06/02/11) iniciou com uma notícia que abalou o mundo da música: Gary Moore havia falecido. O músico de 58 anos foi encontrado morto em seu quarto de hotel em Estepona, na Espanha. A causa de sua morte ainda não foi revelada.

O músico norte-irlandês era dono de uma carreira extensa, tendo gravado dezenas de discos e tocado em várias bandas. Gary Moore começou a ganhar destaque no meio musical com o Skid Row (não confunda com a banda de Sebastian Bach), ao qual formou com 16 anos de idade e lançou dois álbuns de estúdio. Sua carreira solo iniciou em 1973 com o lançamento do álbum "Grinding Stone". Até 1989 seus álbuns tinham enorme presença do Hard Rock e Heavy Metal, porém apartir do disco "Still Got The Blues" (1990) o músico entrou de cabeça no Blues.
Foi também em sua carreira solo que Moore trabalhou pela primeira vez com seu amigo Phil Lynott, líder da banda de Hard Rock Thin Lizzy, ao qual viria a se tornar membro fixo de 1978 à 1979, além de ter tocado e composto no 9º álbum de estúdio da banda: "Black Rose: A Rock Legend".
Gary Moore também desempenhou um papel notável em outras bandas como no Colosseum II - banda que nasceu das cinzas da banda Colloseum- no BBM - basicamente um Cream com Gary Moore no lugar de Eric Clapton - e Scars. Moore também tocou em dois álbuns solo de Greg Lake, além de ter tocado em alguns shows ao vivo do músico.

Novamente a música perde um de seus grandes nomes, que com certeza deixará saudades e milhares de fãs desolados. Abaixo, 10 vídeos para relembrarmos as várias fases da carreira e legado musical de Gary Moore:










sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cake - Showroon Of Compassion [Review]

A maneira mais infalível de deixar os fãs contentes, é lançando um disco que não saia da proposta de som apresentada nos trabalhos anteriores. O Cake volta a cena com Showroom Of Compassion, seu sexto álbum de estúdio. A banda eliminou o som eletrônico que havia entrado em seus dois lançamentos anteriores, e focou no som de suas origens: uma deliciosa mistura entre o rock, coutry e a música pop. Isso fez com que o disco estreasse em primeiro lugar no já tradicional top 200 da Bilboard. 

Este é o primeiro disco sem o baterista Pete Mcneal, que abandonou a banda durante as gravações de Pressure Chief, de 2004. Entre esse meio tempo, o grupo lançou a sua primeira e famigerada compilaão, álbum com covers e b-sides, intitulado B-Sides and Rarities

O trompete - marca registrada da banda, e que lhe levou ao estrelato com a versão definitiva de I Will Survive -, está presente em boa parte do tracklist. Suas participações mais efetivas estão em The Winter, Mustache Man (Wasted), Easy To CrashSick Of You. Estas duas últimas, mais a faixa de abertura Federal Funding, apresentam bons riffs da guitarra de Xan McCurdy. Outro destaque é a balada Bound Away, que já integra o setlist dos shows da banda, e assim deverá ser com a outra balada Got To Move.

Apesar de ter lançado um bom disco, o Cake estagnou em sua posição, e parece não ter mais forças criativas ou ousadia para inovar. O mesmo regular disco de sempre. Agora é preciso algo novo, bem trabalhado, que faça com que os integrantes apresentem o melhor de si em sua boa música. 


Nota: 7,5 


Tracklist:

1. Federal Funding
2. Long Time
3. Got To Move
4. What's Now Is Now
5. Mustache Man (Wasted)
6. Teenage Pregnancy 
7. Sick Of You
8. Easy To Crash
9. Bound Away
10. The Winter
11. Italian Guy

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pallas - XXV [Review]



Lançado 27 anos após The Sentinel, o debut da banda, os veteranos do Pallas apresentam XXV, seu sucessor tematicamente. Guerras, problemas ecológicos, os sistemas bancários em crise... caos total e, logicamente, a raça humana em perigo. Nada mais justo que os Atlantis mandarem mais uma vez O Sentinela, para resolver o problema.

Bem impactante e intensa Falling Down inicia o play. Instrumental perfeito: varia entre passagens pesadas e leves, trechos rápidos e lentos, linhas de baixo sensacionais, além de um bom refrão. Demonstra a decadência da humanidade. Crash And Burn, se desenvolve com um instrumental talvez tão intenso e pesado quanto o da primeira faixa, recheada de solos. Continua a letra da faixa anterior.

Em seguida Something In The Deep, é mais introspectiva e atmosférica, baseada em algumas orquestrações e efeitos. Representa a ida do Sentinela ao fundo do mar se encontrando com sua armadura e refletindo sobre sua missão: unir os povos e mudar a maneira como eles vivem. Monster é a quarta faixa, e foi a escolhida como single. Cheia de feeling, guarda um belo solo. Moldada para as rádios, também tem um refrão marcante. Um homem descrevendo todo o caos presente na terra e expondo todos os seus conflitos, é a narrativa.

The Alien Messiah segue bem atmosférica também, como um show de rock ao vivo. Trata-se de quando O Sentinela se apresenta à humanidade, se torna um ícone e consegue o apoio da população jovem. Com XXV (Part 1) o épico começa, é bem poderosa e tensa, com boas linhas vocais. Nela O Sentinela pede que a população eleja 25 homens realmente honestos, em 25 horas, para formar um conselho e decidir sobre o fim da humanidade. Em seguida vem Young God, outra faixa bem pesada para os padrões da banda. A faixa se mantém em uma sonoridade Doom em vários trechos. A história continua: o tempo está acabando e ainda não foram escolhidos os representantes, O Sentinela entra em fúria.

Com um riff bem hard rock, boas viradas, Sacrifice se destaca. Trilha para a humanidade lutando para sobreviver. Tudo se acalma com Blackwood, um prelúdio para Violet Sky, bem orquestrada, ela conta com belos vocais femininos. Com Violet Sky a trama do Sentinela fica um pouco de lado, e um encontro entre dois amantes é narrado, enquanto assistem ao fim do mundo. Faixa espetacular, com belos arranjos de piano e violão. Chega XXV (Part 2) e tudo tem fim: a humanidade continua a luta contra o Sentinela, e acaba perdendo. Fim do mundo. Canção épica, encerra o álbum com um instrumental sofisticado, e um solo de guitarra nada mais do que arrasador.

Explorando várias sonoridades e de certo modo até se reinventando, com as mudanças de vocalista, a banda criou um álbum conceitual coeso e espetacular. Muito bem produzido, cada instrumento pode ser ouvido com facilidade, demonstrando a qualidade de cada integrante. Com o intuito de dar continuidade ao primeiro álbum da carreira - traçando um pararelo entre as duas fases - os principais aspectos do álbum clássico foram mantidos, até mesmo um pouco do pop oitentista, ao mesmo tempo em que outras características foram inovadas. Recomendado aos amantes de prog e da boa música.

Nota: 9


Tracklist:

Falling Down
Crash & Burn
Something in the Deep
Monster
The Alien Messiah
XXV Part 1
Young God
Sacrifice
Blackwood
Violet Sky
XXV Part 2



Nota: No site oficial da banda você pode fazer o download de Atlantean, faixa-bônus que serve de transição entre o The Sentinel e XXV e seria a escolhida para a abertura desse álbum. Junto da música estão inclusos alguns wallpapers e a arte da capa. Ainda no site oficial você pode ver os comentários faixa a faixa de cada integrante, além de uma arte para cada composição.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Overdrive - Angelmaker [Review]

No dia 21 de Janeiro a banda sueca de heavy metal Overdrive lançou o seu mais novo álbum, chamado Angelmaker, o segundo depois de um hiato de mais de 20 anos, entre 1984 e 2008, trazendo de volta o seu heavy metal tradicional, mas também mostrando que a banda não se prendeu a velhas formas, pois o disco tem uma produção ótima e moderna, mas que não a faz se afastar de sua finalidade.

O disco começa com Signs All Over, com a intensidade já conhecida nos vocais e uma boa levada na bateria, também intensa. Nesta faixa também a de se destacar a guitarra, que se sai bem na virada para um andamento mais lento. Destaque para a guitarra também na introdução de In Gut We Trust, que é um pouco mais cadenciada que a primeira faixa, tanto na levada quanto nos vocais. A faixa-título tem uma sonoridade um pouco thrash, e tem vocais menos intensos. Tem um solo bem encaixado, mas não chega a surpreender. Aliás, poucas são as surpresas deste álbum, as faixas seguem uma linha parecida, com solos presos entre a metade e o final das canções, como acontece com I Know There's Something Goin On, que tem bons vocais, mas é um pouco arrastada.

Under The Influence é um pouco mais rápida, e tem uma bridge diferente para o refrão, e também difere um pouco da linha seguida nas músicas anteriores. Mostra que a banda pode fazer um som mais interessante, mas tem pouca ousadia. On The With Action é um típico heavy metal, com refrão forte, e também o primeiro solo considerável do disco. See The Light tem uma boa introdução nas guitarras, é um pouco mais hard rock, mas também segue a fórmula das canções anteriores.

A coisa começa a mudar mesmo quando chega To Grow, que ainda é um heavy, mas tem um refrão que prende mais para o power metal, e tem uma harmonia diferente entre a bateria e as guitarras, com mais variações de andamentos, assim como It's A Thriller, que tem melodias de guitarra interessantes, e também em Cold Blood Chaser. Em Mother Earth vemos menos intensidade no instrumental e mais variação nos vocais, e também um bom solo. The Wavebraker, com seus 10:01 é a mais longa do disco, e também a melhor, tem diversos andamentos, reproduzindo um pouco do conceito do disco como um todo e também mostra o que a banda pode vir a fazer se tiver mais ousadia.

No geral, Angelmaker é um bom disco, mas a banda peca por compor as canções numa mesma fórmula, o que as torna muito previsíveis, tanto nos vocais, que são presentes demais, quanto no instrumental, que soa muito convencional e não mostra toda sua criatividade. E isso fica claro a partir da metade do disco, quando a banda decide ousar mais e fazer um som mais inesperado e que certamente agradaria a muitos ouvintes do heavy metal, e não só aos fãs da banda. Se você é fã da banda, com certeza irá gostar desse disco, mas se não é, terá de esperar até a 8ª faixa para se empolgar com o disco.

Nota 6,5


Tracklist:

1. Signs All Over
2. In Gut We Trust
3. Angelmaker
4. I Know There's Something Going On
5. Under The Influence
6. On With The Action
7. See The Light
8. To Grow
9. Mother Earth
10. It’s A Thriller
11. Cold Blood
12. The Wavebreaker

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hibria - Blind Ride (Resenha)


Após dois anos desde o excelente The Skull Collectors, a banda brasileira Hibria retorna à mídia com seu terceiro e mais novo álbum: Blind Ride, para avançar com o som do grupo.

Se os dois discos antecessores foram muito bons, este é ótimo, supera ambos em técnica, peso e feeling. O Hibria é considerado uma banda de power metal, mas o que se vê em Blind Ride é uma sonoridade que vai além desse estilo, uma sonoridade com ainda mais speed e heavy metal nas veias. O nível de composição está visivelmente melhor e mais maduro, mostrando uma banda no seu auge (se ainda não chegaram no auge, imagine quando chegar).

Falando especificamente de cada instrumentista, deve-se dar o merecido destaque para cada um. Benhur Lima é o estreante da vez e já mostra linhas de baixo dignas de aplausos; o dono das baquetas é Eduardo Baldo, um dos melhores bateristas do Brasil, mostrando um ritmo intenso e massacrante como na música Sight Of Blindness; os guitarristas Abel Camargo e Diego Kasper estão fantásticos, fazendo solos virtuosos e bases cada vez mais bem estruturadas; e por fim, Iuri Sanson, que sempre atacou com vocais agudíssimos, agora refreou um pouco esse costume, mas continua muito bem no seu posto, demonstrando grande capacidade.

Se você espera encontrar aqui ao menos uma baladinha, pode esquecer. Do começo ao fim, temos metal com bastante melodia sim, mas sempre com linhas instrumentais estonteantes. Blind Ride é uma pequena intro para Nonconforming Minds, um dos pontos altos, com bom refrão e uma das vezes que Iuri volta a mandar seu poderoso agudo.

Welcome To The Horror Show possui um vigoroso riff, de guitarras e imponentes batidas de bateria ao fundo, um refrão poderoso que pega fácil e solos muito bons. Como a banda resolveu caprichar no peso dos riffs dessa vez, Blinded By Faith começa se impondo bem e vai para linhas vocais bem trabalhadas.

Outros destaques ficam por conta de I Feel No Bliss, com seu refrão mais melancólico e repleto de feeling; Sight Of Blindness com guitarras bem heavy e um riff quase beirando o thrash; e Tough Is The Way com mais outro refrão super trabalhado, o que é um fator positivo.

Ponto para o Hibria com este grande álbum, trazendo uma banda no caminho certo e que cada vez mais empolga seus fiéis seguidores. Ponto também para o Brasil que mostra que está bem servido quando se diz respeito à metal.

Nota: 9,0



Tracklist:

Blind Ride
Nonconforming Minds
Welcome To The Horror Show
Shoot Me Down
Blinded By Faith
The Shelter's On Fire
Beyond Regrets Of The Past
I Feel No Bliss
Sight Of Blindness
Tough Is The Way
Rotten Souls

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Álbum da Semana: Holographic Universe - Scar Symmetry


Holographic Universe é o terceiro álbum de estúdio da banda de death metal melódico Scar Symmetry, e foi lançado em 2008.

Foi o último álbum com a participação do vocalista Christian Älvestam, grande destaque nas músicas com seu potente e melódico vocal, que variava entre o gutural, limpo e rasgado, com constantes transições entre eles durante as canções. Há nesse álbum um grande clima futurista que dá uma atmosfera única e inconfundível à banda, em grande parte devido às guitarras e principalmente aos teclados e sintetizadores.

O single solitário do disco é Morphogenesis, que apresenta a troca de gutural e canto limpo no excelente refrão. Nas duas próximas músicas, Timewave Zero e Quantumleaper, o vocal cheio de feeling de Älvestam volta a se sobressair em grande forma.

O Scar Symmetry adicionou ao seu som alguns elementos diferentes, embora eles não tenham tido um espaço tão grande. Além de efeitos eletrônicos na guitarra, podemos ouvir um violino sendo tocado no início da música Artificial Sun Projection.

O grande ápice está na épica faixa-título, com vários riffs empolgantes, solo muito bem encaixado e um belo refrão melancólico. Ghost Prototype II (Deus Ex-Machina) encerra muito bem, começando com um bonito solo de guitarra e passagens lentas, dando lugar aos guturais e riffs desenfreados.

Holographic Universe foi a obra-prima maior do Scar Symmetry até aqui, com elementos mais variados, bem colocados nas músicas, uma excelente produção e um avanço no som dos suecos. Com temas de progressivo, death e power metal, é uma válida audição.


Tracklist:

Morphogenesis
Timewave Zero
Quantumleaper
Artificial Sun Projection
The Missing Coordinates
Ghost Prototype I (Measurement Of Thought)
Fear Catalyst
Trapezoid
Prism And Gate
Holographic Universe
The Three-Dimensional Shadow
Ghost Prototype II (Deus Ex-Machina)


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Magic Pie - The Suffering Joy [Review]

O Magic Pie é um sexteto norueguês de Symphonic Prog que aos poucos vai começando a ganhar destaque no cenário progressivo atual. A banda que já havia lançado dois álbuns de estúdio, "Motions of Desire" (2005) e "Circus of Life" (2007), agora chega em seu terceiro lançamento, "The Suffering Joy", através da Progress Records.

O que o surpreendente "The Suffering Joy"demonstra é uma banda afiadíssima e composições de alta qualidade. O disco abre com a suíte A Life's Work, dividida em quatro faixas. A primeira parte, Questions Unaswered, serve como uma breve introdução para a segunda parte, a instrumental e caótica Overture. As coisas dão uma acalmada com A Brand New Day antes de chegar na última parte: The Suffering Joy, que em seus mais de 17 minutos de duração se mostra repleta de mudanças de atmosferas, virtuosismo e harmonia, principalmente entre as guitarras e o teclado. A faixa ainda conta com a participação da vocalista Maria Bentsen, que volta a aparecer na sétima música, Slightly Mad.

O álbum segue até o fim com canções de alto nível, como é o caso de Headlines, um dos pontos altos do disco. Há também a bela Endless Ocean, guiada por violões e Slightly Mad, em momentos relaxantes e em outros frenética. Tired e In Memorian servem como um ótimo desfecho para o trabalho.

Vale destacar também a qualidade das linhas vocais, não só da principal, mas também dos backing vocals que acrescentam ainda mais sofisticação às composições, algo que sempre foi muito bem trabalhado por bandas como o Uriah Heep por exemplo.

O quase impecável "The Suffering Joy" não se mostra apenas um bom álbum, mas sim um enorme passo na carreira do Magic Pie, que com músicos competendes e grandes composições tem tudo para se tornar um dos principais nomes da música progressiva atual.

Nota: 9,5


Tracklist:
1. A Life's Work (Part I) - Questions Unanswered (1:16)
2. A Life's Work (Part II) - Overture (3:32)
3. A Life's Work (Part III) - A Brand New Day (2:28)
4. A Life's Work (Part IV) - The Suffering Joy (17:09)
5. Headlines (9:29)
6. Endless Ocean (3:11)
7. Slightly Mad (9:48)
8. Tired (15:21)
9. In Memoriam (8:39)



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